quinta-feira, 13 de maio de 2010

A MODÉSTIA NO VESTIR DA VIRGEM SANTÍSSIMA


JOVENS, IMITEMOS MARIA NO MODO DE VESTIR
NO MÊS DE MAIO...

O retrato da Virgem Santíssima ficaria incompleto,
se não disséssemos alguma coisa sobre o seu vestir.
O vestido, ainda que acidental,
completa o retrato duma pessoa.
Completa o retrato do corpo
que se apresenta coberto com o vestido.
Por isso, quando ides tirar o retrato
escolheis bem o vestido.
Por isso,
os pintores estudam muito os vestidos
que hão-de usar as personagens dos seus retratos.
Mas o vestido também completa
o retrato da alma.
Se a alma transparece no rosto
e nas atitudes do corpo,
também transparece no vestido;
e por ele podemos deduzir alguma coisa
do que é uma pessoa interiormente.
Vestido elegante e modesto ao mesmo tempo,
alma pura, judiciosa, equilibrada.
Vestido estravagante, ridículo,
alma singular, excêntrica, desequilibrada.
Vestido provocante, alma frívola,
leviana e talvez sensual.
Isto é tão verdade, que o vestir de algumas pessoas
passou à história como qualquer coisa
de peculiar e característico da sua personalidade.
Esta influência da alma no vestido é evidente;
por isso a virtude que modera todo o exterior do homem,
não é uma virtude superficial,
como poderia parecer à primeira vista.
É uma planta que esconde as suas raízes
no mais íntimo da alma e que brota
para o exterior e desdobra
a beleza das suas petálas à vista dos homens.
Santo Agostinho define-a acertadamente: "modus animi",
a moderação da alma, que se traduz em "modus corporis",
na moderação dos aCtos exteriores do corpo.
Por isso diz também Santo Ambrósio,
que os actos exteriores do corpo são "vox quaedam animi";
são como que a linguagem que tem a alma para nos dizer o que é.
A modéstia no vestir tem as suas raízes
na alma e no coração,
mas nem todas as almas,
nem todos os corações são terra adequada
para produzirem essa planta;
são únicamente as almas puras,
os corações puros.
Quando virdes que a virtude da modéstia mostra todo esplendor da sua beleza, podeis deduzir: que alma tão pura a desta jovem!
Quando virdes que a planta da modéstia não aparece no exterior, podeis temer que as raízes donde devia brotar tenham secado.
Que complicado e que difícil é vestir-se uma mulher!
Complicado e difícil procurar o corte do vestido.
Mais complicado ainda escolher as cores de todas as peças de vestuário, para que digam bem umas com as outras e com a cor do rosto, do cabelo e dos olhos.
Mesmo que não o pretendas, o teu modo de vestir estará sempre de acordo com o teu coração e com a tua alma.
Pelo que foi dito deduzireis que o modo de vestir de uma pessoa forma parte do seu retrato, do retrato do seu corpo e mais ainda do retrato da sua alma.
E se queremos fazer um retrato completo da Virgem Santíssima temos necessidade de fixar-nos no seu vestido.

**********************************************************************

Como vestiria a Virgem Santíssima?
Nas suas ações nada houve de desordenado; não houve, portanto no seu modo de vestir.
Ora bem; a ordem no modo de vestir pede que se cumpram os fins que Deus assinalou ao vestido.
Não cumprir esses fins seria desordenado.
Que fins são esses?
Defender o corpo contra as inclemências do tempo.
E, sobretudo cobrir: cobrir tudo aquilo que possa excitar as paixões.
Que seja este o fim principal do vestuário deduz-se da conduta de Deus com os primeiros homens.
Enquanto Adão e Eva tiveram as paixões tranqüilas, submetidas à razão, não precisaram de vestido.
No momento em que pecaram, eles mesmos sentiram a necessidade de se vestirem. Abriram os olhos de ambos, diz a Escritura, compreenderam que estavam nus; teceram folhas de árvore e fizeram um vestido.
Aquele vestido era insuficiente e imperfeito, por isso o próprio Deus, depois de lançar contra ele o castigo, fez uma túnica de pele e deu—lhas para que se vestissem com elas.
A vontade de Deus é clara: quer que o vestido seja principalmente para cobrir, e a Virgem Santíssima em tudo, deu aos seus vestidos a finalidade que Deus lhes deu. Por isso foi a mais modesta de todas as mulheres.
Se as mulheres tivessem em conta esta disposição de Deus, procederiam de outra maneira.
Quando uma mulher está a fazer um vestido, quando o está a provar, pensa que esse vestido quer Deus que seja para cobrir tudo o que possa excitar paixões ou pensa tudo ao contrário?
Tem em conta que o outro fim principal do vestido é abrigar?
De ordinário pensa que o fim principal é agradar com ele. Contanto que consiga isto, o mais é secundário e aguentará o frio ainda que daí venham graves prejuízos para a saúde.
Depois de cumprir estes fins impostos por Deus ao vestuário, a Virgem Santíssima acomodou-se aos costumes da época e da região.
Digo depois de cumprir os fins impostos por Deus, porque esses fins hão de ficar sempre de pé, em todas as épocas e em todas as regiões e contra eles jamais deve prevalecer o costume da região.
Em todas as épocas e em todas as regiões os homens tem paixões, tem concupiscência; e sempre e em todas as regiões o nu é o que excita as paixões. Por isso, sempre e em todas as regiões o vestido deve empregar-se para cobrir.
Fala-se de climas e de temperamentos frios e alega-se isto, como razão para tolerar neles um nudismo maior.
Quando a experiência provar que nessas regiões onde vivem esses temperamentos frios, os homens, no meio do nudismo, são exemplos de pureza, dever-se-á pensar se lhes deve tolerar maior liberdade no vestuário; mas se a experiência prova o contrário, se diz que nessas regiões reina a corrupção mais espantosa, então que não falem de temperamentos frios nem de liberdades de vestir.
Sempre deve ficar a salvo este princípio: o fim do vestuário é cobrir o que excita a paixão, e cumprindo isto, poder-se-á acomodar aos costumes da região e da época, como fez a Santíssima Virgem.
Acostumados a olhar para os quadros e estátuas, fruto de imaginação dos artistas, facilmente colocamos a Virgem Santíssima num mundo irreal, diferente daquele em que viveu.
Não situemos a Virgem Santíssima num mundo imaginário; viveu na sociedade palestinense de há vinte séculos e vestiu-se como as mulheres galiléias de então, posto que a mais modesta de todas.
Vede-a caminhar pelas ruas de Nazaré.
O seu porte é nobre, corre nas suas veias sangue de reis.
O seu andar é comedido, reflete o domínio que tem sobre si mesma.
Veste uma túnica comprida de cores vistosas,adornada com bainhas e bordados, tudo obra sua, pois aprendeu a bordar no templo de Jerusalém e tem mãos primorosas para isso.
Essa túnica é tão comprida que apenas deixa entrever os pés calçados com sandálias.
A túnica está cingida com uma faixa.
A cabeça vai toucada com uma mantilha que lhe cai sobre os ombros.
O rosto podia levá-lo coberto com um véu transparente, segundo o costume oriental; e podia levá-lo descoberto; pois o costume de velá-lo não era freqüente nas povoações pequenas.
Aqueles vestidos são feitos de tecidos por suas próprias mãos; pois era uma obrigação e ao mesmo tempo uma glória das mulheres hebréias, mesmo as mais nobres, fazerem os próprios vestidos e os de todos os da sua casa.
E ao fazer aqueles vestidos, a alma da Virgem Santíssima punha neles algo de si mesma.
O equilíbrio, o bom gosto da alma davam-lhes elegância.
O seu espírito de austeridade punha moderação nos adornos.
A sua rara pureza comunicava-lhes modéstia.
Não digais que os costumes da época impediam a Virgem Santíssima de pôr luxo e modéstia nos seus vestidos.
Como hoje chega até às nossas povoações o influxo da moda de Paris e dos Estados Unidos, as modas da Grécia, sobretudo da Itália, chegavam até às povoações afastadas da Palestina, e pretendiam harmonizar-se com as velhas tradições judias.
Pelas ruas palestinenses a Virgem Santíssima pôde ver muitas vezes senhoras vestidas com luxo, que vestiam trajes ricamente bordados, senhoras e jovens que levavam o cabelo pintado e adornado com jóias e lantejoulas de metais mais ou menos preciosos.
Muitas delas levavam no calçado umas ampolazinhas de essência que, agitando-se ao andar, exalavam um delicioso perfume.
À porta da casa da Virgem Santíssima deviam chegar muitas vezes os vendedores ambulantes apregoando a sua mercadoria de adornos femininos e perfumes de Jericó.
Foi contemporânea da Virgem Santíssima aquela bailarina Salomé, que na corte de Herodes, rei da Galiléia, exibia os bailados e os vestidos provocantes importados da capital do império, e com a sua imodéstia e sensualidade inflamava as paixões do rei, até conseguir dele que mandasse cortar a cabeça de João Baptista.
O impudor e a imodéstia são plantas que se dão em todos os climas e em todas as idades.
A Virgem Santíssima era modestíssima, porque a sua alma lho exigia, porque a modéstia é uma planta que brota espontâneamente nas almas puras. E Maria foi a mais pura de todas as almas

ORAÇÃO DE ACÇÃO DE GRAÇAS"MAGNÍFICAT"





A minha alma glorifica o Senhor *
e o meu espírito se alegra em Deus , meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da Sua serva:*
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O Todo Poderoso fez em mim maravilhas.*
Santo é o Seu nome.

A Sua misericórdia se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do Seu braço*
e dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos*
e exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens*
e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo,*
lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre.

Glória ao Pai e ao Filho*
e ao Espírito Santo,
como era no príncipio,*
agora e sempre.Amen

terça-feira, 11 de maio de 2010

ORAÇÃO PELO SANTO PADRE COM A BEATA SOROR ISABEL DA TRINDADE






Noite e dia te encontras, ó Virgem fiel,

em profundo silêncio, em doce paz,

em oração divina e permanente,

inundando teu ser de luz eterna.

O teu coração, como um cristal,

é reflexo de Deus, Beleza eterna, Teu hóspede fiel!

Tu, Maria, atrais para o céu.

É o Pai quem te entrega o Seu filho e serás Sua Mãe!

Com a sua sombra, o Espírito do amor virá sobre ti..

Em ti já se encontram os Três.

O céu abre-se e adora o mistério de Deus

que em ti, ó Virgem, Se fez Carne....

Mãe do Verbo, revela-me o teu mistério,

quando Deus encarnou dentro de ti.

Diz-me como viveste na terra,

mergulhada em contínua adoração...

Mãe. guarda-me sempre num apertado abraço.

Que eu traga sempre em mim a realidade deste Deus,

todo Amor por toda a humanidade. Assim seja!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

BENVINDO, SANTO PADRE, BENTO XVI




13 DE MAIO NA COVA DA IRIA-FÁTIMA

ORAÇÃO DO "ANGELUS"


Angelus" - Oração do meio dia

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SENHOR, ENSINA~ME A ENVELHECER



Senhor, tu sabes que estou envelhecendo.
Ajuda-me a pensar que não sou uma peça imprestável, no movimento da vida.

Reconheço que não tenho mais as mesmas capacidades físicas, que me animaram a juventude, nem os mesmos reflexos e disposição.
Contudo, auxilia-me a não desanimar, e muito menos pedir aposentadoria indevida das lides do mundo.
Não me deixes emurchecer, como flor queimada pelo sol.

Não permitas que eu tenha a idéia fixa de falar de mim o tempo todo.
Impede-me de repetir detalhes infindáveis.
Dá-me rapidez para que eu seja objectivo.

Fecha a minha boca quando eu estiver propenso a falar de minhas dores e de meus sofrimentos.
Eles estão aumentando com o passar dos anos, e meu desejo de falar deles aumenta a cada dia.

Ensina-me a dialogar, sem me fazer excessivamente falador, a fim de não causar indisposição nos demais.

Não me permitas conceber limitações desnecessárias.
Coloca as minhas mãos no trabalho a fim de que eu elabore ainda criações no campo da música, da pintura, da jardinagem, da cerâmica.

Ensina-me a melhor ocupação para o tempo que disponho.
Um tempo que, desde os dias da juventude, reclamava não ter.

Permita que eu me levante a cada dia disposto a aprender alguma coisa mais.
Pode ser uma forma diferente de usar o pincel, uma breve poesia, um ensinamento, uma receita surpreendente.

Desejo ser jovial sem parecer tolo e imprudente.
Torna-me solícito mas não abelhudo. Prestativo, mas não dominador.

Desejo ser um avô que possa contribuir com a educação dos meus netos e não os deseducar, com a única finalidade de que apreciem sair comigo, nas tardes de primavera.

Ensina-me, ainda, a gloriosa lição de que, às vezes, posso estar errado.
Aprendi muito, guardo experiências preciosas, mas não tenho o direito de desprezar os avanços da modernidade e da ciência.

Depois de ter adquirido uma enorme bagagem de sabedoria e experiência, parece uma pena eu não poder usá-la totalmente, sem criar embaraços aos demais.

Não me permitas secar a fonte das lágrimas. Precisarei delas, com certeza, nas horas de tristeza, para desafogar o coração cansado.
Entretanto, não me deixes tornar um ser melancólico e chorão.
Permite-me gozar do calor do sol e da bênção da chuva, com o mesmo entusiasmo de sempre.

Senhor, o meu desejo final é ter sempre alguns amigos.
Esses seres abençoados que, no mar imenso da vida, qual jangada preciosa, remaram firmemente ao meu lado.
Muitos deles poderão partir antes de mim, mas permite que alguns permaneçam a fim de que nunca desapareça de vista a expectativa das suas presenças.

Enfim Senhor, torna-me um ancião nobre, que demonstre a sabedoria do envelhecimento digno.

Se a dependência física se tornar necessária, ajuda-me, a ter paciência comigo mesmo, suportando o corpo que tanto me serviu até aqui.

Com ele eu dancei, cantei, viajei, vivi doçuras, momentos bons e maus.
Auxilia-me a continuar a amá-lo.

(Alice Gray para seu pai)

domingo, 9 de maio de 2010

SÃO PACÓMIO



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
São Pacômio

Festa litúrgica 9 de maio
Portal dos Santos


São Pacômio (c. 292-348), também conhecido como Abba Pacômio, é geralmente reconhecido como o fundador do monasticismo cenobita. Seu dia é celebrado em 9 de maio.

Nasceu em 292 em Tebas, no Egito, de pais pagãos. Contra sua vontade foi alistado no exército romano quando tinha 20 anos, e mantido em cativeiro. Ali conheceu cristãos que alimentavam os famintos e consolavam os aflitos, o que causou forte impressão nele, fazendo um voto de investigar mais a fundo o Cristianismo quando saísse de lá. Por fim conseguiu sair do exército sem ter lutado, converteu-se e foi batizado em 314. Então conheceu alguns ascetas e decidiu seguir o mesmo caminho, procurando por Palemon e tornando-se seu discípulo em 317.

Estabelecendo uma ermida próximo ao local onde vivia Santo Antônio do Egito, passou a imitar suas práticas. Na época um outro asceta, Macário, havia criado comunidades, chamadas larves, ou celas, onde os devotos, homens ou mulheres, podiam viver juntos sem contudo seguir os rigores solitários de Santo Antônio, e Pacômio aperfeiçoou este sistema, estabelecendo uma organização formal sob a supervisão de um abade. Pacômio passou a ser então conhecido como Abba, ou pai, e a palavra abade daí deriva.

O primeiro destes mosteiros primitivos foi estabelecido entre 318 e 323 em Tabennisi, no Egito. O primeiro a se juntar a ele foi o irmão João, e logo outros cem monges estavam vivendo na comunidade. Depois Pacômio fundou mais sete outros locais de convivência para homens e um para mulheres, e depois do ano de 336 ele passou a viver a maior parte do tempo no mosteiro de Pabau. Na data de sua morte outros 3 mil mosteiros já existiam em todo o Egito. Uma geração depois já eram mais de 7 mil, e haviam se espalhado pela Palestina, o deserto da Judéia, a Síria, o norte da África e mesmo a Europa.

Uma ocasião foi visitado por Basílio de Cesaréia, que usou muitas de suas idéias e sistema para criar a Regra Ascética, ainda em uso pela Igreja Ortodoxa, um sistema comparável à Regra de São Bento aplicada pela Igreja Católica. Nem os monges de São Pacômio nem ele próprio se tornaram sacerdotes, preferindo viver sua vida como ascetas. Santo Atanásio tentou ordená-lo em 333 mas Pacômio fugiu dele. Faleceu provavelmente de peste em 9 de maio de 348, com uma reputação de grande santidade. É comemorado em mais de uma confissão cristã. Deixou alguns sermões escritos em copta

SANTA DOMENICA MAZZARELLO




Maria Domenica Mazzarello (Mornese, 9 de maio de 1837 — 14 de maio de 1881) foi uma religiosa italiana co-fundadora das Irmãs Salesianas e da Congregação Filhas de Maria Auxiliadora.

Era filha de camponeses que ritmavam a vida pelo alternar das estações: pessoas honestas e sustentadas por uma fé profunda. Sob orientação de Dom Bosco, Maria Domingas Mazzarello fundou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Toda a vida de Mazzarello foi marcada por um estilo de relações simples, autênticas como convém à vida de família. Como educadora, teve coração de mãe, sabendo ser firme em relação aos princípios e valores universais. Foi realmente um ponto de referência estável, ao mesmo tempo acolhedor e compreensivo. De pouca cultura, jamais lera um tratado de Pedagogia, mas consolidou sua capacidade e competência, enriquecidas pela ânsia apostólica, em um carisma que ainda hoje é vivo e cheio de vida no nosso mundo

sábado, 8 de maio de 2010

UM DIA COM BENTO XVI

TODA A ORAÇÃO PELO SANTO PADRE É POUCA





EU, SIMPLES INTERIORIZANTE, LI O ARTIGO QUE SE SEGUE E GHEGUEI À CERTEZA DE QUE O SANTO PADRE E QUANTOS DIRECTAMENTE, OPERAM FIELMENTE COM ELE, SOFREM MUITO.

*******************************************

"UM ÚLTIMO CARTÃO NO TÚMULO DE JOÃO PAULO II"

O ...! Último cartão para a sepultura do papa que gostaria de ser eu a levá-lo.

Não será uma oração minha, ainda que a partillhe e a faça minha, e a assuma como uma atormentada invocação do meu coração de cristão e de bispo.

Vou explicar:



.No dia 25 de Março de 2005, Sexta Feira Santa, e durante a comovente Via-Sacra que todos os anos se faz no Coliseu, foi lançado um grito na nona estação, um grito corajoso que ainda hoje guardo no santuário da minha consciência:-" Senhor, muitas vezes a Vossa Igreja parece uma barca que está quase a ir ao fundo, uma barca que mete água por todos os lados. E, até na Vossa seara parece haver mais joio que trigo.
A roupa e a face da Igreja, por vezes tão suja...apavoram-nos!
Mas quem a suja somos nós! Somos nós que Vos traímos, depois de todo o palavreado, dos nossos gestos grandiosos.
Tende piedade da Vossa Igreja! Mesmo no seu interior, o Adão volta sempre a cair. Com a nossa queda, nós Vos atiramos ao chão, e Satanás ri-se, porque espera que já não consigais levantar-Vos mais. Ele espera que Vós, tendo já sido puxado para baixo pela queda da Vossa Igreja, havereis de ficar por terra desbaratado. Mas vós haveis de levantar-Vos. E levantastes-Vos, podendo também levantar-nos a nós.
Salvai e santificai a Vossa igreja! Salvai e santificai-nos a todos!".


Estas palavras foram escritas pelo então cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI.

Desejo entregá-las a João Paulo ii, para que as faça render, com o poder da sua oração e da sua intercessão diante de Deus, inspirando Bento XVI com medidas e decisões que são tão necessárias para limpar "A ROUPAGEM E A FACE" da igreja, de modo que ela possa resplandecer e reflectir a maravilhosa face de Jesus
E a resposta eu a vislumbro nas comoventes palavras pronunciadas pelo Santo Padre Bento XVI no final da homilia da Missa de hexéquias pelo papa João Paulo II:"Podemos ter a certeza de que o nosso amado Papa está agora à Janela da Casa do Pai, nos vê, nos abençoa. Sim! Abençoa-nos Santo Padre! Nós confiamos a tua querida alma à mãe de Deus, tua mãe, que te conduziu dia a dia e te guiará agora à glória eterna de Seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amen!".

A TEUS PÉS, MÃE DA IGREJA


SANTO PADRE EM PORTUGAL


Movimentos vão pedir a Santo Padre oração por fetos
29 Abril 2010


A visita do Papa a Portugal não foi esquecida pelos movimentos pró--vida, que têm já disponível uma petição online de boas-vindas e pedidos a Bento XVI. Neste momento conta já com 2099 assinaturas.

A petição pede "a bênção do Santo Padre, em algum momento da sua próxima visita, para alguns destes bebés (filhos das mulheres que o grupo diz ter convencido a desistir do aborto) - verdadeiros milagres de Caridade, arrancados de terço na mão à morte certa". Leonor Ribeiro e Castro considera que esta visita do Papa é "a confirmação da nossa missão. É uma voz que diz para continuarmos".

A fundadora da Missão Mãos Erguidas espera que Bento XVI dirija algumas palavras para os grupos pró-vida e para a defesa da família. Até porque "o aborto é o maior ataque à humanidade", defende Leonor Ribeiro e Castro.

Para a activista, o Papa vem "falar aos corações dos portugueses, que são um povo defensor da vida". Por isso, considera que "faz todo o sentido" Bento XVI falar do aborto e da sua despenalização.

O trabalho da Missão junto das clínicas e hospitais onde se fazem interrupções voluntárias da gravidez é visto pelos voluntários como "um combate espiritual". "Não condenamos ninguém, este é um trabalho espiritual e sentimos isso no trabalho que fazemos na rua", acrescenta Leonor Ribeiro e Castro.

A activista aproveita para sublinhar que "é muito bonito quando ouvimos as pessoas dizerem obrigado por estarmos a fazer isto". E adianta que a presença do Papa, entre 11 e 14 de Maio, em Portugal, vai "ser um tempo de graça e misericórdia".

MEDITANDO A PALAVRA DO SENHOR PARA DOMINGO VI DO TEMPO DA PÁSCOA


PAZ DIFERENTE
“Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns ao outros”.

Amar-nos uns aos outros com o mesmo amor com o qual Jesus nos amou é o único modo pelo qual todos podem reconhecer que nós somos seguidores de Jesus Cristo.

O bom pastor nos disse isto com muita clareza no domingo passado.

Hoje, continuando o assunto, nos diz como demonstrar o nosso amor por ele e pelo Pai.

De facto, se o nosso amor pelo próximo não transparece no modo como o tratamos, como demonstramos ao Senhor que o amamos?

Podemos dizer-lhe com as palavras... Mas com palavras corre-se o risco de ser uma coisa só da boca para fora.
Concretamente, como poderemos mostrar a Deus Pai que o amamos?

Ensina-nos o próprio Jesus: “se alguém me ama, observa a minha palavra... quem não me ama, não observa as minhas palavras”.

Parece tudo tão simples, mas é fundamental. Só podemos demonstrar a Deus que o amamos, escutando a sua palavra, conservando-a no coração e colocando-a em prática. É importante escutar com atenção a Palavra de Jesus e do mesmo jeito é importante colocá-la em prática, isto é, fazer o que ele nos pede, caminhar seguindo os seus passos.
Assim, se na missa dominical ouvimos a Palavra de Deus, e talvez até a escutemos com atenção, mas se depois que saímos da igreja, nos esquecemos do que ouvimos, para que serve?

Pior ainda, se passamos a semana inteira fazendo exactamente o contrário daquilo que Jesus nos ensinou, no fundo, demonstramos que ele não importa muito para nós. É como se disséssemos com as palavras: Te amo, Senhor; com o comportamento, faço do jeito que eu quero. Esta atitude não parece mesmo modo para mostrar a Deus a quem queremos bem. Pelo contrário, se não guardamos os seus mandamentos, não O amamos.
Todos, queremos guardar as palavras de Jesus no nosso coração, e para isso, ele nos assegura que o Espírito Santo enviado do Pai nos recordará tudo: “o Espírito Santo que o Pai mandará em Meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que Eu vos disse”. Se nós ficarmos atentos todo domingo à Palavra de Deus, com certeza, durante toda a semana o Espírito Santo que está em nós nos ajudará a lembrar e a entender as palavras de Jesus e nos fará lembrar no momento justo.
Por exemplo, acontece algo na nossa vida, principalmente quando alguém nos machuca; imediatamente ficamos com raiva, pensando numa maneira de como não ficar por baixo. Se tivermos escutado bem o Evangelho, com certeza, o Espírito Santo nos fará lembrar como nos devemos comportar neste momento: “amai-vos uns aos outros”. Como é possível que naquele momento nos lembremos daquela palavra de Jesus? Eu acredito que tenha sido o Espírito Santo.
Mais adiante, Jesus deixa bem claro o efeito do cumprimento de sua palavra: “eu vos dou a paz, eu vos dou a minha paz. Não como o mundo dá, eu a dou a vós. Que não se turbe o vosso coração e não tenhais medo”. Quando estivermos tristes, preocupados, com medo, é muito bom pensar nestas palavras. É o próprio Jesus quem nos assegura: “não tenham medo nem fiqueis tristes. Não vos inquieteis com aquilo que acontece, porque eu dou um dom precioso: a minha paz”.
A paz que Jesus nos dá é diferente da que o mundo dá. Não é somente a ausência de guerra, o viver em segurança e tranqüilidade, a tolerância. Não! É uma paz que brota do amor e uma paz que conseguimos ter mesmo em tempo de dificuldade e provação. É uma paz que nos torna capazes de reconhecer no rosto de quem está ao nosso lado um irmão para amar.
Que Nossa Senhora de Fátima nos faça sentir a sua presença materna, e que ela nos guie, a Serva do Senhor, a nos abrirmos à sua palavra, acolhendo-a, para uma vida transformada.


Postado por Pe.Carlos Henrique Nascimento

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A PAZ INTERIOR



A paz interior é um dom do Espírito Santo, diz a Carta aos Gálatas:
“Por seu lado, são estes os frutos do Espírito: amor, alegria, paz” (Ga 5, 22).
Mas isto não quer dizer que o Espírito Santo nos substitui nesta tarefa de construir a paz. Deus está connosco, mas não em nosso lugar.
Uma das primeiras atitudes da pessoa para construir a paz interior é tentar educar a sua mente e o coração, tentando eliminar ideias e sentimentos negativos no dia a dia da nossa vida. É uma tarefa, mas sobretudo uma arte que os evangelhos nos aconselham encarecidamente. Os pensamentos negativos não contribuem para a solução dos nossos problemas e são um obstáculo à nossa felicidade: “Quem de entre vós, com as suas preocupações, pode prolongar a duração da sua vida?” (Mt.6,25-27). O evangelho de Lucas acrescenta:
“Tende cuidado para que as vossas vidas não fiquem pesadas devido às preocupações” (Lc.21,34).
Os pensamentos negativos desgastam-nos e geram stress. Este, por seu lado, gera ansiedade a qual provoca uma aceleração do ritmo cardíaco e faz subir tensão arterial.
Apesar do ritmo acelerado em que o mundo caminha, nós podemos contrariar em nós esta tendência de uma crescente excitação da vida diária.
Acolhamos o dom das forças de Deus e teremos a paz necessária para vivermos de modo feliz: “O fruto do Espírito é a paz” (Ga.5,22; Rm.8,6).
Além de se sentir sempre cansada, a pessoa em stress sente-se frustrada por não poder produzir. Os pensamentos positivos como confiança, segurança, vontade de perdoar e servir os outros são um remédio milagroso para curar esta enfermidade.
Cristo deixou-nos a Paz interior como o grande dom do Espírito Santo:
“Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou” (Jo.14,27).
São Paulo, depois de ter experimentado a riqueza do dom da paz, diz aos Colossenses: “Reine em vossos corações a paz de Cristo à qual fostes chamados, formando um só corpo” (Col.3,15).
Estas afirmações não são produto de uma teoria qualquer. São revelação de Deus. O Espírito Santo, no nosso íntimo, é o manancial da paz que faz jorrar em nós alegria e felicidade.
Deus oferece-nos a paz como remédio para edificarmos a nossa felicidade, diz o evangelho de Lucas:
“O Senhor guia os nossos passos no caminho da paz” (Lc.1,79).
A paz e a felicidade não são produto do mundo ruidoso. Emergem no interior da pessoa na medida em que esta sintoniza interiormente com a presença de Deus.
Segundo o ensinamento de Jesus, as coisas mais importantes acontecem no nosso interior. Por isso ele aconselha os discípulos a buscarem o silêncio: “Retiremo-nos para um lugar deserto e fiquemos ali por algum tempo” (Mc.6,31).
Traduzindo esta proposta de Jesus para os nossos dias diríamos que quinze ou vinte minutos de meditação diária são fundamentais para realizarmos a “higiene” da mente e do coração.
Nesses momentos, o nosso coração dilata-se ao ponto de nos sentirmos em comunhão com todos os seres humanos, como diz São Paulo:
“Tudo vos pertence (…) a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus” (1Cor.3,21-23).
Quando sentirmos o nervosismo a progredir ponhamos um travão dizendo-nos: “Para quê toda esta agitação? Não pretendo dominar o mundo!
Jesus convida-nos a pôr as nossas dificuldades nas mãos de Deus. Não para sermos substituídos, mas para que o Espírito Santo dinamize e optimize as nossas forças e capacidades. Eis o que diz o evangelho de Mateus:
“Não andeis preocupados, dizendo: ‘que iremos comer, beber ou vestir? (...) Procurai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta a sua dificuldade” (Mt 6, 31-34).
Se nos deixamos dominar pelo frenesim do mundo destruímo-nos e não conseguiremos ser válidos para os outros. Temos de aprender a livrar-nos da sobrecarga nervosa.
A pressa excessiva e o activismo não trazem vantagens para ninguém. O remédio para curar esta doença está em grande parte ao meu alcance.
Sei que Deus está em mim e por mim. A alegria que brota da paz interior está ao meu alcance. Com efeito, se esvaziar a mente e o coração o dinamismo libertador de Deus invade-me e enche-me da sabedoria necessária para acolher o dom da paz:
“Felizes os servos que o Senhor, ao chegar, encontrar vigilantes” (Lc.12,37).
A presença libertadora de Deus é uma realidade que podemos experimentar. Não se trata apenas de ideias teóricas.
Se treinarmos a mente e o coração para acolher a Palavra e o Espírito Santo, muito em breve sentiremos uma mudança na qualidade da nossa vida pessoal e relacional.
Esta experiência significa o Reino de Deus a acontecer dentro de nós como diz a Carta aos Romanos:
“O Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm.14,17).
Quando Paulo escreveu estas palavras não estava a pensar numa realidade distante e fora do mundo. Pelo contrário, estava a falar de algo que se experimenta, como diz o evangelho de Lucas:
“A vinda do Reino de Deus não é observável no nosso exterior. Não se poderá dizer: ei-lo aqui! ou ei-lo acolá, pois o Reino de Deus está dentro de vós” (Lc.17,20-21). É importante tomarmos estas afirmações bíblicas a sério.
A edificação da paz interior tem muito a ver com o estilo de pensamento que alimentamos no dia a dia da nossa vida.
Se tememos uma realidade de modo contínuo, começamos a criar condicionamentos psíquicos, ao ponto de fazermos que aconteça aquilo que tememos.
Nas nossas conversas eliminemos palavras associadas ao medo e à ansiedade, pois estas condicionam os nossos comportamentos no sentido do fracasso.
As nossas palavras são resultado do nosso pensamento. Mas as palavras também geram o nosso modo de pensar. Por outras palavras, falar muito dos nossos medos de fracassar, faz que tenhamos cada vez mais tendência para pensamentos negativos.
A pessoa que fracassa devido aos seus pensamentos negativos começa a ser progressivamente posta de lado.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ORAÇÃO DO DOENTE


Bendita sejais irmã doença, porque me dais a oportunidade de, pelas minhas limitações que nunca procurei, me encontrar comigo mesma e assim, poder colocar-me sob a misericórdia do Pai, que só quer o melhor para mim, arrependida de todos os meus pecados.

Esta doença, que não sei até onde me levará, não seja nunca repudiada e me introduza, dum modo mais perfeito, no sofrimento de Jesus Cristo que se entregou à morte pelos meus pecados.

Tal como Ele, meu Deus, afastai este sofrer se puderdes. Contudo que se faça a Vossa vontade e não a minha. Só quero neste momento, renovar a aceitação de tudo quanto me dói em favor da minha salvação e de quantos estão sofrendo.

Se esta doença me levar ao perdão dos meus pecados e estiver a preparar-me para bem morrer, concedei-me a graça da perseverança final e a recepção do Sagrado Viático me leve para a união total conVosco na eternidade. Amen.

ESPIRITULIDADE



Gula e Temperança


Assim como o sexo, é forte no homem o instinto da alimentação, mesmo porque é uma questão de sobrevivência. No entanto, o comer e o beber exagerados, desequilibra a vida e prejudica a própria saúde. Na sua bondade eterna, Deus colocou o prazer na comida, a fim de que a atividade necessária da alimentação não fosse sem sabor e desagradável. No entanto, não podemos buscar o alimento apenas pelo prazer; aí está a causa da gula.

Gula é comer além do necessário para se alimentar. Tudo o que comemos, depois que já estamos satisfeitos, é uma forma de gula, que pode ser pequena ou grande.

Para alguns, o prazer do comer, passou a ser um fim em si mesmo, e tem nisto a sua satisfação. Se frustram quando a refeição não é suculenta e variada.

Escrevendo aos filipenses, São Paulo se refere àqueles cujo ´deus é o ventre´ (Fil 3,19); isto é o alimento.

Sabemos bem os prejuízos da gula; tanto para o corpo como para a alma. Um corpo ´pesado´ debilita o espírito.

Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isto:

´Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios. Mas, ao passar do mal da indigência ao contentamento da saciedade, nesse mesmo momento a concupiscência me arma a sua cilada. A mesma passagem é prazer e não há outro caminho senão que nos obriga a necessidade. E, como o comer e beber são condições para a saúde, acompanha´o o prazer, perigoso escudeiro, que muitas vezes toma a dianteira para aproveitar´se do que eu faço ou quero fazer somente para a minha saúde. A medida não é a mesma em ambos os casos, pois o que basta para a saúde, para o prazer é escasso. E muitas vezes não conseguimos discernir quem reclama aquela atenção: se o cuidado obrigatório do corpo ou a hipócrita satisfação do prazer´.

Na verdade, uma alimentação leve e balanceada, é causa de saúde para o corpo e para a alma.

Se a Igreja nos aponta a gula como um vício capital, é porque, sem dúvida, ela gera
outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc...

Santa Catarina de Sena dizia que o ´estômago cheio prejudica a mente´.

Santo Ambrosio afirmava que:

´Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem deixar´se submergir pela paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei porque é capaz de reger a sua própria pessoa´.

Ghandi afirmava que ´a verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula´.

O mestre indiano valorizava tanto a mortificação no comer, que dizia:

´Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos ao controle quando a gula estiver sob controle´.

´É lei da vida que devemos arcar com todas as conseqüências dos nossos atos; logo, aquele que come em demasia sente´se mal e adoece; e não é justo injerir tônicos e remédios para evitar os males da gula. Não é justo que eu me entregue às paixões animalescas e depois queira fugir das suas conseqüências´.

A natureza não sabe perdoar, é inexorável, ´vinga´se´ completamente da violação das suas leis.

A virtude oposta à gula é a temperança; evitar todos os excessos no comer e no beber.

Para destruir as raízes da gula que se aninham no jardim da nossa alma, é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a ação do Espírito Santo, nosso santificador.

São Paulo ensinou aos gálatas e aos romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões.

´Conduzi´vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne´. (Gal 5,16)

´Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito, fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis´. (Rom 8,12)

A ação poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza, e dá´nos a graça de superar os vícios.

Como remédio contra a gula a Igreja propõe o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão.

Há muitas formas de realizar o jejum, desde a mortificação em não comer alguns alimentos, até o jejum total. Cada um deve escolher aquela forma que mais lhe seja adequada. Sobretudo há que se cortar aqueles alimentos que mais nos tentam à gula. Por exemplo, se eu não me controlo diante de um boa macarronada; então, é dessa que eu mais preciso jejuar.

Os santos místicos afirmam que ´é impossível ver a Deus face a face se a carne não estiver crucificada com Cristo´.

Santa Catarina de Sena ensina que ´a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exata medida das forças pessoais.´

Portanto, não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais e nem todos possuem a mesma resistência física.

Neste ponto a Igreja é mais do que nunca sábia e mãe, exige sempre o mínimo, e deixa o resto por conta de cada um.

São João da Cruz, o grande místico espanhol, amigo de Santa Teresa, ensinava que o importante é cortar o amor aos prazeres deste mundo.

´Para atingir o estado sublime de união com Deus, é indispensável atravessar a noite escura da mortificação dos desejos desregrados e da renúncia a todos os prazeres deste mundo´.

Santa Teresa afirmava que: ´desde que me trato com menos cuidado e delicadeza, passo muito melhor´.

Sobretudo temos que dominar a língua. É o órgão da palavra e do gosto. De um lado, com a língua, caímos no exagero e dizemos mentiras e pronunciamos palavras que ferem. De outro lado, a avidez do gosto torna´nos escravos da gula e passamos a ´viver para comer´ ao invés de ´comer para viver´.

Ghandi dizia que ´aquele que dominar os sentidos é o primeiro e o mais importante dos homens´.

Para sermos felizes e tranqüilos temos que dominar as paixões, com o auxílio da graça. As paixões são para o nosso espírito o que a tempestade é para o mar.

É claro que para isto será necessário o sacrifício, mas é ele que diferencia o homem da besta. Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi´nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta, passa, e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida.

O jejum é como se fosse uma dolorosa oração; a oração do corpo. É uma arma poderosa. Jesus afirmou que alguns demônios só podem ser expulsos pelo jejum e pela oração. É algo que purifica e fortalece a alma, e derruba muitas barreiras espirituais. Traz à pessoa uma paz celestial.

Como vivemos na ´comunhão dos Santos´, estamos todos ligados num só corpo de Cristo pelo batismo, o meu jejum beneficia também os outros, tem efeito sobre as almas dos outros; e, neste sentido, aumenta ainda mais o seu valor. Portanto, o jejum purifica a você e aos outros.

Não é à toa que Cristo jejuou quarenta dias no deserto da Judéia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que o queria afastar do caminho traçado por Deus para Ele seguir, para salvar a humanidade.

Ghandi dizia que quando se sentia impotente para resolver os seus problemas, então jejuava; isto é, ´colocava a sua cabeça sobre os joelhos de Deus´.

Sem aderir plenamente ao Cristianismo, Ghandi viveu o Evangelho, e afirmava:

´Quando a dor é insuportável, é preciso jejuar e orar´.

É preciso dizer aqui que muitas pessoas tem o ´hábito´ de comer demais, às vezes de maneira compulsiva, que revela ´fuga´ de outros problemas. Nestes casos será preciso uma análise do comportamento, e buscar a cura deste mal com a ajuda de um psicológo e da oração de cura interior.


DO LIVRO ´OS PECADOS E AS VIRTUDES CAPITAIS´ do Prof. Felipe de Aquino

FAMÍLIA, BERÇO DE VIDA E FÉ



.
Estamos convencidos de que vivemos um tempo de mudanças, tempo
decisivo para a Igreja e a família. Sabemos da necessidade de uma
nova evangelização que responda aos anseios de um povo, que vive
envolvido na luta, para construir uma família nova, para os novos
tempos.
Para a Igreja, segundo Santo Domingo, "a missão da família é viver,
crescer e aperfeiçoar-se como comunidade de pessoas que se
caracteriza pela unidade e pela indissolubilidade. A família é o lugar
privilegiado para a realização pessoal, junto com os seres amados" (SD 214).
O aperfeiçoamento da comunidade de pessoas se dá na compreensão de que a família é o berço de vida e fé. Nela, fortalece-se a convivência num espaço de encontro, de acolhida, de valorização e respeito entre as pessoas, de superação das fraquezas e limitações mútuas. A família é o espaço da alegria e da celebração, das novas conquistas e descobertas. É da família que brota a vida e ela se torna, por natureza e missão, guardiã da vida.
A família, fundada sob o matrimônio, é, por sua natureza, uma comunidade de vida e de amor e tem por missão guardá-Io, revelá-Io e comunicá-Io. Este amor vem de Deus, do qual os pais são chamados a colaborar como intérpretes, na transmissão da vida, na educação dos filhos e na construção de uma comunidade de vida e de fé. O amor que se partilha na família é sinal concreto de generosidade, acolhimento, respeito e doação. Somente na família, cada um é reconhecido, respeitado e amado como é.
A família é berço de vida e deve acompanhar todos os membros, durante toda a existência de cada um, desde o nascimento até a morte. Ela é verdadeiramente "o santuário da vida (...), o lugar onde a vida, dom de Deus, pode ser, convenientemente, acolhida e protegida, contra os múltiplos ataques a que está exposta, e pode desenvolver- se, segundo as exigências de um crescimento humano autêntico. Por isso, o papel da família é determinante e insubstituível, na construção da cultura da vida" (EV 92).
FAMÍLIA E A CONSTRUÇÃO DA FÉ
Assim como a família é o santuário da vida, é também o berço da fé. As atitudes da fé, vivenciadas e testemunhadas pelos pais, têm forte influência, no aprendizado das noções religiosas e na estruturação da vida na fé das crianças, adolescentes e jovens.
O papa João Paulo II, em sua exortação apostólica "Catechesi Tradendae", lembra-nos que: "a educação para a fé, feita pelos pais - a começar desde a mais tenra idade das crianças - já se realiza, quando os membros de determinada família se ajudam uns aos outros a crescer na fé, graças ao próprio testemunho de vida cristã, muitas vezes silencioso, mas perseverante, no desenrolar da vida de todos os dias, vivida segundo o Evangelho" (CT 68).
O Diretório Nacional de Catequese aponta para a importância dos pais, na condução do processo de educação da fé: "Para a Igreja, os pais são os primeiros e principais responsáveis pela vida e pela educação de seus filhos; são os primeiros educadores da fé" (Cf. DGC 255; CDC 774 § 2; DNC 297).

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DESTAS MÃES E NÃO SÓ


1-LEVAREI COMIGO O TEU PRIMEIRO CHORO, PARA ONDE QUER QUE VÁ(Paula d,Arcy)
.

2-UM BEBÉ É A OPINIÃO DE DEUS,
DIZENDO QUE A VIDA DEVE CONTINUAR(Carl Sandburg)
.

3-TÃO PEQUENINO! TÃO LINDO!
NÃO
IMPORTA O QUE VENHA A ACONTECER...
EIS A PERFEIÇÃO! EIS O AMOR!(Pam Brawn)
.

4-QUANDO TEMOS UM FILHO, POR CADA PASSO QUE DAMOS, NÃO CONSEGUIMOS IMAGINAR AMÁ-LO AINDA MAIS PORQUE O AMOR BROTA NATURALMENTE DE NÓS, AMAMOS COMO HUMANAMENTE É POSSÍVEL AMAR...(Anne Lamot)
.
5-OS BEBÉS SÃO A MANEIRA MAIS BONITA DE COMEÇARMOS A SER PESSOAS...(Don Herold)
.

6-MUITO ANTES DE APRENDER A FALAR, O BEBÉ JÁ SABE O QUE VALEM OS SEUS ENCANTOS (Charlotte Gray)
.

7-TU, VAGABUNDO DOS ABRAÇOS CARINHOSOS, JOVEM TREPADOR DE JOELHOS, QUANDO ME ESQUEÇO DAS TUAS MIL E UMA PERIPÉCIAS, A VIDA E TUDO O MAIS DEIXA DE EXISTIR.(Mary Lams)
.

8-A CANÇÃO DA VIDA PERDERIA O ENCANTO SE NÃO HOUVESSE MAIS BEBÉS PARA A COMEÇAR; O MUNDO TORNAR-SE -IA UM LUGAR TRISTE, SEM OS PEQUENINOS PARA O ALEGRAR (J.G.Whittier)
.

9-ONDE HOUVER CRIANÇAS EXISTE UMA ERA DOURADA(Novalis)
.

10-NINGUÉM MERECE NA TERRA, REALMENTE, O SORRISO RADIANTE DE RECONHECIMENTO DE UM BEBÉ (Charlotte Gray)
.

11-ANTES DE TERES SIDO CONCEBIDO, EU JÁ TE QUERIA; ANTES DE NASCERES, JÁ TE AMAVA;
ANTES DE ESTARES CÁ , HÁ APENAS UMA HORA, JÁ MORRIA POR TI...EIS O MILAGRE DA VIDA!(Maureen hawkins)
.

12-UM BÉBÉ É COMO UM NOVO COMEÇO DE VIDA, O INÍCIO DE TODAS AS COISAS- É ESPERANÇA, DESLUMBRAMENTO, O SONHO QUE TUDO TORNA POSSÍVEL!(Eda Leshan)

terça-feira, 4 de maio de 2010

ORAÇÃO DA NOITE COM O SANTO PADRE PAULO VI




ÓVirgem Maria, Mãe da Igreja, a Ti se recomenda a igreja inteira......"TU,"auxilium Episcoporum, protege e ampara os bispos na sua missão apostólica e a todos aqueles sacerdotes, religiosos e leigos. que os ajudam nas suas difíceis tarefas.
Tu que foste representada pelo seu próprio Filho no momento da Sua morte como a mãe do discípulo predilecto, lembra-te do povo cristão que ainda confia em ti. Lembra-te de todos os Teus filhos; confirma diante de Deus as suas preces; conserva incólume a sua Fé, reforça a sua esperança, aumenta a sua caridade Lembra-Te de todos os que encontram em qualquer necessidade, na tribulação ou em perigos; particularmente, de todos os que sofrem perseguições e estão encarcerados por causa da fé.
Ó Virgem santa! Concede-lhes a fortaleza e apressa o dia da sua libertação. Olha benignamente para os nossos irmãos separados e digna-te conceder a graça da união a todos os que geraste para Cristo, ponte de união entre Deus e os homens.
Ó templo de luz sem sombra e sem mancha! diante do teu Filho unigénito, Mediador da nossa reconciliação com o Pai ,intercede para que misericórdia para as nossas culpas e afaste a discórdia entre os homens, dando às nossas almas a alegria de viver
.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

QUANTO VALE UMA AVÉ- MARIA




UM TRIBUTO À AVÉ-MARIA


Hoje quero dar um tributo à Avé Maria, a pequenina e doce oração dos humildes, dos fracos, dos injustiçados, dos sofredores e dos pequenos, daqueles que precisam e que nunca deixam de receber a graça.

Sem duvida a Avé Maria é a oração mais rezada em todo mundo e isso porque é eficaz. Não porque Maria seja mais importante que Deus, mas Ele quer que seja assim, porque Maria é uma simples – embora excepcional – criatura, a quem Deus deu o poder de esmagar a cabeça de satanás.

A Ela com seus filhos.

Quais filhos? Os que rezam a Avé Maria!

E tenham certeza, com esta nossa singela campanha de milhões de Avé Maria, pelo Universo inteiro está ecoando esta canção, e milhares chegam diariamente às mãos de Deus o Pai, por Jesus. Nós estamos sentindo que o inferno ruge com isso.

O inferno ruge mas se acabrunha! Sabemos que o maligno odeia esta Oração e odeia os que a rezam. Quanto mais ele odeia, mais será acicatado por ela! Além do que a Avé Maria é certamente a oração mais indulgenciada pela nossa Igreja, mediante a qual milhões de pecadores encontraram a conversão e salvação.

AVÉ MARIA « hino de amor ao Pai » Cada vez que reza uma Avé Maria, retirada do fundo de seu coração, lembra ao Todo Poderoso a sua obra mais perfeita. Isso ao tempo que Lhe agradece por nos ter dado esta Mãe tão solícita e carinhosa.

AVÉ MARIA « canção de batalha » Cada vez que reza uma Avé Maria, com vigor e fé, faz parte de um exército vitorioso que avança, e vem para vencer. Que já é sim vencedor, porque Maria é Mãe todas as vitórias! Em Deus.

AVÉ MARIA « espada de esgrima >» Cada vez que reza uma Avé Maria com confiança e destemor, brande sua espada diante do exército inimigo, sinal de que não tem medo porque amparado Naquela que Deus fez vencedora do inferno.

AVÉ MARIA « terror dos demônios » Cada vez que reza uma Avé Maria com toda força de seu coração, faz saber aos demônios que eles são perdedores, e assim saberão que Maria será Triunfante, e lhes esmagará a cabeça.

AVÉ MARIA « bombo que aterroriza o inferno » Cada vez que reza uma Avé Maria com toda a força de sua expressão, e assim a repete repele a acção dos inimigos de nossas almas.

AVÉ MARIA « canção dos simples » Cada vez que reza uma Avé Maria com amor e ternura, está colocando-se nos braços de Maria, que o protegerá e lhe dará guarida sob seu manto sagrado. Maria não é teologia, é apenas amor, humildade e simplicidade!

AVÉ MARIA « amparo dos desvalidos » Cada vez que no desamparo reza uma Avé Maria, ela virá em seu socorro imediatamente, pois pelo poder e a graça do Altíssimo Esta Mãe solícita recebeu o dom de poder atender todos os seus filhos como se fossem um só.

AVÉ MARIA « hino dos humildes > Cada vez que você reza uma Avé Maria, com toda a singeleza de seu coração, pratica um gesto de humildade que é terror para Lúcifer, aquele mau anjo arrogante e pestilento, que se lançou a perdição eterna.

AVÉ MARIA « pranto dos penitentes » Cada vez que reza uma Avé Maria, contrito e humilhado, cumpre um sufrágio precioso tantas vezes passado pelos sacerdotes, e com o auxílio precioso da Mãe, recebe a graça da remissão das penas de seus pecados.

AVÉ MARIA « sufrágio das almas do purgatório » Cada vez que reza uma Avé Maria com devoção e amor, por uma alma do Purgatório, esta recebe um alivio momentâneo de suas penas, quando não, a graça da remissão imediata e total.

AVÉ MARIA « cântico dos anjos e santos » Cada vez que reza uma Avé Maria com toda devoção, canta junto com os anjos e santos do Céu aos milhares, que repetem sem cessar a mesma preciosa prece, porque ela embala o coração da Trindade Santíssima.

AVÉ MARIA « fortaleza dos enfermos » Cada vez que na doença reza uma Avé Maria confiante e suplicante, recebe de Deus a graça da fortaleza, que se não lhe trouxer a cura, lhe dará forças de lutar e vencer a enfermidade.

AVÉ MARIA « protecção dos moribundos » Cada vez que reza uma Avé Maria por um moribundo, ou este consegue rezá-la antes do último suspiro, recebe a certeza de que terá a salvação eterna, pois a Mãe jamais abandona um filho suplicante.

AVÉ MARIA « graça dos suplicantes » Cada vez que reza uma Avé Maria recebe uma graça, mesmo que não tenha sido ela retirada do fundo da alma. Maria é aquela cheia de graças, ou seja: ela tem todas as graças! Não se chega aos céus sem as graças e Maria!

AVÉ MARIA « suplica dos necessitados » Cada vez que reza suplicante uma Avé Maria, pedindo por uma necessidade, seja material ou espiritual, pode ter certeza de que a Mãe do Céu acolhe o pedido em seu coração, e por Jesus o leva ao Pai.

AVÉ MARIA « agradecimento dos alimentados » Cada vez que à mesa reza uma Avé Maria, lembra ao Pai Criador todos os alimentos, as maravilhas que Ele fez em nosso favor, e Ele abençoa aquela comida, que será sustento para nosso corpo.

AVÉ MARIA « conversão dos ateus » Cada vez que reza uma Avé Maria por alguém que se separou da fé, que não acredita em Deus, ou até que O combate colocará nesta pessoa um selo de graça, e por esta graça, já milhões de renegados se converteram.

AVÉ MARIA « reserva perene de graças » Cada vez que reza uma Avé Maria, em honra a Maria Santíssima, Mãe e Medianeira, estará colocando em suas mãos novas graças, que poderão ser distribuídas com prodigalidade a todos os necessitados.

AVÉ MARIA « cura dos doentes do corpo » Cada vez que na doença reza uma Avé Maria, com amor confiante, recebe na fronte o toque que se fará então ali presente, para dar-lhe ânimo e fortaleza, na luta contra o sofrimento e a dor.

AVÉ MARIA « luz para os doentes da alma » Cada vez que reza uma Avé Maria por alguém que morre espiritualmente, que cai no antro do espiritismo ou nos antros das seitas, estará atando a esta pessoa um cordel que a liga a Maria, ela o puxará para Jesus.

AVÉ MARIA « canto de adormecer as crianças » Cada vez que reza uma Avé Maria junto ao berço de seu filhinho, coloca em seu coração a semente do amor e da paz. Isso a fará ter um sono tranqüilo e repousante e são milhões as mães que assim fazem.

AVÉ MARIA « sussurro de embalar os velhinhos » Cada vez que na velhice reza uma Avé Maria com as mãos enrugadas postas em prece, lembra quem o acompanhou por toda a vida, e agradece a quem milhares de vezes veio em seu socorro.

AVÉ MARIA « ternura dos embrutecidos » Cada vez que reza uma Avé Maria, com seu som terno e aconchegante, faz amolecer os corações mais duros, as almas mais brutas, porque nada resiste ao som deste canto de amor.

AVÉ MARIA « escudo dos perseguidos » Cada vez que na perseguição reza uma Avé Maria, faz vir em seu auxilio os anjos da Mãe de Deus, que podem operar milagres inauditos em defesa de seus devotos.

AVÉ MARIA « lágrima dos humilhados * Cada vez que na humilhação reza uma Avé Maria, lembrará também do Filho dela, que como ninguém foi humilhado. Então a Mãe estará novamente junto de todos, como o fez um dia na Cruz.

AVÉ MARIA « socorro dos aflitos » Cada vez que na aflição reza uma Avé Maria, como um grito de desespero, fará esta Mãe solícita acorrer pressurosa, pois ela jamais abandona a quem suplica seu amparo.

AVÉ MARIA « valia dos desesperados » Cada vez que no desespero reza uma Avé Maria, pode ter certeza de que terá a presença da Mãe, nem que seja como sua última valia, seu último socorro.

AVÉ MARIA « linimento dos feridos » Cada vez que na dor e no sofrimento reza uma Avé Maria, imediatamente recebe da Mãe de Deus o auxílio das suas graças. Ela jamais deixa alguma filha ou filho desamparado.

AVÉ MARIA « descanso dos cansados » Cada vez que reza uma Avé Maria em seu cansaço, recebe um alívio e novo ânimo, novo alento, porque absolutamente nada do que lhe peça , Jesus seu filho lhe nega.

AVÉ MARIA « esperança dos injustiçados » Cada vez que reza uma Avé Maria, no meio da perseguição e da injustiça, seguramente recebe a graça de um inesperado consolo. E no Céu ecoa então seu grito, porque Deus jamais deixa de escutar os devotos de Maria.

AVÉ MARIA « amparo dos esquecidos » Cada vez que reza uma Avé Maria, quando esquecido por todos, para quem ninguém liga, tenha certeza de que terá ao seu lado a presença carinhosa de Maria, Mãe terna dos esquecidos e dos pecadores.

AVÉ MARIA « união das famílias » Cada vez que reza uma Avé Maria, em família, como um Rosário, na verdade prende-se como uma corrente inquebrantável, porque nada haverá de separar os devotos que repetem amorosos, Ave, Ave, Ave Maria!

AVÉ MARIA « oração inventada por Deus » Cada vez que reza uma Avé Maria com devoção e amor, repete uma das mais prodigiosas orações jamais inventadas, porque pelo próprio Deus. E isso agrada aos ouvidos do Pai, que se embala nesta canção.

ORAÇÃO DAS TRÊS HORAS DA TARDE


Orações das Três Horas da Tarde
Jesus pediu a Sor Faustina e por meio dela a todo o mundo que veneremos sua Paixão e Morte às três da tarde, hora em que morreu na cruz.

Suas palavras foram:

"Às três horas da tarde, implora à Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia.

Esta é a Hora de grande misericórdia para o Mundo inteiro.

Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal.

Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão..."

Orações para as três da tarde
1. Expiraste, Jesus, mas Vossa morte fez brotar um manancial de vida para as almas e o oceano de Vossa misericórdia inundou todo o mundo.

Oh! Fonte de Vida, insondável misericórdia divina, abraça o mundo inteiro derramando sobre nós até Vossa última gota de Sangue.

2. Oh!, Sangue e água que brotaste do Coração de Jesus, manancial de misericórdia para nós, em Vós confio.

Jaculatória:
O Salvador ordenou a Sor Maria Faustina que escrevesse, e a rezasse com freqüência, esta pequena jaculatória:

"Oh! Sangue e Água, que brotastes do Sagrado Coração de Jesus como uma Fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós".

Oração da misericórdia Divina
Oh! Deus de grande misericórdia, bondade infinita, desde o abismo de seu abatimento, toda a humanidade implora hoje vossa misericórdia, vossa compaixão.

Oh! Deus, clamamos com potente voz.

Deus de Benevolência, não deixe de ouvir a oração deste exílio terreno!

Oh! Senhor, Bondade que escapa nossa compreensão, que conheces nossa miséria a fundo e sabes que com nossas forças não podemos elevar-nos a Vós, imploramos:

Sustentai-nos com vossa graça e continuai aumentando vossa misericórdia em nós, para que possamos, fielmente, cumprir vossa santa vontade, ao longo de nossa vida e na hora da morte.

Que a onipotência de tua misericórdia nos defenda das flechas que atiram os inimigos de nossa salvação, para que com confiança, como filhos vossos, aguardemos a última vinda (dia que somente Vós sabeis).

E esperamos obter o que Jesus nos prometeu a pesar de nossa mesquinhez.

Porque Jesus é nossa esperança:

Através de seu coração misericordioso, como no Reino dos céus.

Oração:
Oh! Deus, cuja misericórdia é infinita e cujos tesouros de compaixão não tem limites, olhai-nos com vosso favor e aumentai vossa misericórdia dentro de nós, para que em nossas grandes ansiedades não desesperemos, mas sim que sempre, com grande confiança, nos conformemos com vossa Santa vontade, a qual é idêntica a vossa misericórdia.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei de misericórdia, quem Convosco e o Espírito Santo manifestam misericórdia por nós para sempre. Amém.

Jaculatória:
O Salvador ordenou a Sor Maria Faustina que escrevesse, e a rezasse com freqüência, esta pequena jaculatória:

"Oh! Sangue e Água, que brotastes do Sagrado Coração de Jesus como uma Fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós".

ORAÇÃO DA MANHÃ


A manhã já vai alta e eu comecei agora o dia. Mas que importa? A dormir ou acordada, com ou sem trabalhar, doente ou sã, pobre ou rica, seja qual for a situação, o tempo ou destempo, basta para que Te diga que estou aqui e saberes que CONTINUO ao Teu serviço. Sinto nada e tudo,somente cuidada por Ti, . Então limito-me a apresentar-Te os meus maiores cuidados pelos quais Te peço uma especial intervenção:

1º- Olha pelas intenções do Santo Padre e pelo bom êxito da sua vinda a Portugal.

"º- Dá forças aos bispos que noto que andam cansados com tantas preocupações e zelosos dos Teus serviços.

3º- Dá a recta intenção aos leigos que trabalham na Tua messe, para que tudo fação para bem da santa Igreja e Tua glória.

Tudo por Vós, Sagrado Coração de Jesus!

domingo, 2 de maio de 2010

DOMINGO V DA PÁSCOA





Data: 02-05-2010 Dia: Domingo
Semana: Páscoa V Tempo: Páscoa


ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 97, 1-2
Cantai ao Senhor um cântico novo,

porque o Senhor fez maravilhas:

aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.


Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que nos enviastes o Salvador
e nos fizestes vossos filhos adoptivos,
atendei com paternal bondade as nossas súplicas
e concedei que, pela nossa fé em Cristo,
alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 14, 21b-27
«Contaram à Igreja tudo o que Deus tinha feito com eles»

Terminada a primeira viagem missionária, através do sudoeste da Ásia menor, Paulo regressa a Antioquia, visitando, pelo caminho, as comunidades nascidas do seu trabalho, sob a acção do Espírito Santo. Como o anúncio da salvação lhes havia sido já dirigido, o Apóstolo, sem deixar de pregar a palavra, preocupa-se, sobretudo, em consolidar as jovens comunidades, preparando-as para suportarem as tribulações.
Ao mesmo tempo, S. Paulo organiza hierarquicamente a Igreja, pondo à sua frente os anciãos (presbíteros) escolhidos, não pela comunidade, como se fazia entre os judeus dispersos no mundo pagão, mas directamente por ele. Assim se manifestava a colegialidade. Assim se asseguravam as relações entre a Igreja local e a universal.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, Paulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.
Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Salmo 144, 8-13ab (R. 1)
Refrão: Louvarei para sempre o vosso nome,
Senhor, meu Deus e meu Rei. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. Refrão

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos. Refrão

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,
a glória e o esplendor do vosso reino.
O vosso reino é um reino eterno,
o vosso domínio estende-se por todas as gerações. Refrão



LEITURA II Ap 21, 1-5a
«Deus enxugará todas as lágrimas dos seus olhos»

A Ressurreição de Jesus não eliminou, totalmente, o mal, que continua a estar presente na nossa vida. Contudo (e é esta a grande mensagem que o Apocalipse nos transmite), a humanidade conhecerá, um dia, em Cristo, a vitória plena e definitiva sobre o mal. O fim dos tempos, com efeito, não será uma destruição, mas uma transformação. Nesse dia das núpcias definitivas com o Seu Criador, a humanidade resplandecerá com a mesma juventude de Deus. O próprio mundo material, enobrecido pelo trabalho do homem, será transformado. Será então que a obra da nova criação, iniciada na manhã de Páscoa, atingirá a sua plenitude e Jesus entregará ao Pai os homens, chamados para a glória eterna, em Cristo (I Ped. 5, 10).

Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». Disse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».
Palavra do Senhor
.



ALELUIA Jo 13, 34
Refrão: Aleluia. Repete-se

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Refrão


EVANGELHO Jo 13, 31-33a.34-35
«Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros»

Aos discípulos, que não podem ainda segui-l’O na Sua glória, Jesus entrega-lhes, como Seu testamento espiritual, o mandamento novo: amar os homens, nossos irmãos, como Ele os amou, até ao amor do inimigo, até ao dom da vida, até às últimas consequências.
Este amor não é uma simples norma legal. É uma espécie de instituição «sacramental», pela qual se assegura, continuamente a presença de Jesus no meio de nós. Vivido em realidade, é o mesmo amor do Pai, encarnado em Jesus, que através de nós se comunica aos homens. É este amor que torna a Igreja, esta «nova» comunidade de Deus com os homens, uma comunidade distinta de todas as comunidades humanas e um sinal do «mundo novo», onde só se fala uma linguagem – a do amor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Palavra da salvação

REZEMOS O TERÇO TODOS OS DIAS

A CONTRACEPÇÃO-HOJE -DIA DA MÃE






Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz

(que ensina a Igreja Católica sobre isso?)
1. Para que serve a união sexual?
R. Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.

2. Toda a relação sexual tem que gerar filhos?
R. Não necessariamente. Mas deve estar sempre aberta à procriação. Senão deixa de ser um acto de amor para ser um acto de egoísmo a dois.

3. Uma mulher depois da menopausa já não pode ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com o seu marido?
R. Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.

4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim pode ter relação sexual com a sua esposa?
R. Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.

5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
R. Neste caso eles estarão a pecar contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.

6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
R. Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injecções contraceptivas, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.

7. Como é que a pílula contraceptiva funciona?
R. A pílula contraceptiva é um conjunto de dois hormónios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormónio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma a pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre a receber a mensagem falsa de que ela está grávida.

8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
R. Não chamaria remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está a funcionar bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.

9. Quais são os efeitos desse veneno?
R. Além de fechar o acto sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves consequências para a sua saúde. Eis algumas delas:
.doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
.aumento da pressão arterial;
.tumores no fígado;
•câncro da mama;
.problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
.obesidade;
•manchas de pele;
.cefaléias (dores de cabeça);
.certos distúrbios de visão;
.aparecimento de caracteres secundários masculinos;
.envelhecimento precoce.

(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)

10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
R. É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.

11. Assim as mulheres de hoje que usam a pílula podem ovular?
R. Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.

12. Então a pílula contraceptiva é também abortiva?
R. Sim. Este é um dos seus mecanismos de acção: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.

13. Em resumo, quais são os mecanismos de acção das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
R. a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).

14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
R. Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.

15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
R. Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
[Nota da autora do blog: Somente por motivos graves, de extrema gravidade (psicológicos, económicos), deve uma mulher limitar, espaçar ou mesmo chegar a impedir a concepção de mais filhos. Motivos graves, não dá cá aquela palha. Egoísmo e trabalhar fora de casa; dar muito boa situação económica aos filhos que já tem e fazer viagens todos os anos não são motivos graves.

16. Como se chama a abstinência de actos conjugais nos dias férteis?
R. Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planiamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planiamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.

17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
R. “Em relação às condições físicas, económicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).

18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
R. Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimónio ordena-se, pela sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, economica ou social”.

As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.

“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anómalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.

“As razões económicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga económica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.

Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)

19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
R. Não. Se fizesse isso estaria a frustrar o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).

20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
R. O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, com vários filhos, porque para que o novo homem forme a sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também se diz que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)

De facto, o filho único arrisca-se a ser uma criança problemática. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldades no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.

21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação (da natalidade, da fecundidade, são outras expressões válidas)?
R. Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje o seu uso está quase abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão electrónica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. A vantagem é que pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
[Nota da autora do blog: fiz um curso sobre este método, posso explicar na perfeição como funciona. Tenho a certeza absoluta que só falha se o casal quiser que falhe, se não tiver os cuidados necessários. É muito eficaz este método]

22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
R. “Não funciona” para os fabricantes de contraceptivos, que não querem perder os seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.

23. Mas não é muito mais cómodo tomar a pílula contraceptiva do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
R. Sem dúvida é mais cómodo. Mas o verdadeiro amor prova-se pelo sacrifício.
[Nota da autora: o amor a Deus tem, obrigatoriamente, que estar acima de qualquer amor. Por isso não aceito certo tipo de discurso, como por exemplo que os divorciados recasados são convertidos. Mentira! Conversão é radical! Amor a Deus acima de todo e qualquer amor.]

24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
R. O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar a contar com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
[Nota da autora do blog: E também é fundamental para o crescimento na santidade e na fidelidade a Deus.]