terça-feira, 18 de maio de 2010

DEVOÇÃO AO ESPÍRITO SANTO



ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO


Ó Espírito Santo, Espírito de amor e de verdade, autor da santificação das nossas almas, eu Vos adoro como o princípio de minha felicidade eterna. Muitas graças Vos dou, Soberano Dispensador dos benefícios que do céu recebo, e Vos invoco como a fonte das luzes e da fortaleza que me são necessárias para conhecer o bem e poder praticá-lo.

Espírito de luz e de fortaleza, alumiai o meu entendimento, fortificai a minha vontade, purificai o meu coração, regulai todos os meus movimentos, e fazei-me dócil a todas as vossas inspirações. Espírito Consolador, aliviai as penas e os trabalhos que me afligem neste vale de lágrimas, dai-me conformidade e paciência, para que eu mereça fazer neste mundo penitência dos meus pecados e gozar no outro a luz da eterna bem-aventurança. Amém.





SEQUÊNCIA DEVOTÍSSIMA


Vinde, Santo Espírito, e mandai do céu um raio da vossa luz.
Vinde, Pai dos pobres, vinde, ó Distribuidor dos bens, vinde, ó Luz dos corações.
Vinde, Consolador óptimo, doce Hóspede, e suave alegria das almas.
Vinde aliviar-lhes os trabalhos, temperar-lhes os ardores, e enxugar-lhes as lágrimas.
Ó Luz beatíssima, inflamai o íntimo dos corações dos vossos fiéis.
Sem a vossa graça nada há no homem, nada que se possa dizer inocente.
Lavai, pois, o que em nós é sórdido, regai o que é seco, sarai o que está ferido.
Abrandai o que é duro, abrasai o que é frio, e reconduzi o desviado.
Concedei aos vossos servos, que em Vós confiam, o setenário dos vossos dons.
Dai-lhes o mérito da virtude, o dom da graça final e o glorioso prêmio dos prazeres eternos. Amém
.






ORAÇÃO
Para alcançar os sete dons e doze frutos do Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor!
Ó Espírito Santo, concedei-me o "dom do temor de Deus", para que eu sempre me lembre com suma reverência e profundo respeito da vossa divina presença, trema, como os mesmos Anjos, diante de vossa divina Majestade, e nada receie tanto como desagravar aos vossos santos olhos.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. Amém.
Espírito Santo, concedei-me o "dom da piedade", que me tornará delicioso o trato convosco na oração, e me fará amar a Deus com íntimo amor como a meu Pai, a Maria Santíssima, como a minha Mãe, e a todos os homens, como a meus irmãos em Jesus Cristo.

Glória ao Pai...
Espírito Santo, concedei-me o "dom da ciência", para que eu conheça cada vez mais a minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma, e para que sempre veja claramente as ciladas do demônio, da carne e do mundo, para poder evitá-las.

Glória ao Pai...
Espírito Santo, concedei-me o "dom da fortaleza", para que eu, sem respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com fervor, e sofra com paciência e com alegria de espírito os desprezos, prejuízos, perseguições e a própria morte, antes que renegar por palavras e por obras ao meu amabilíssimo Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Glória ao Pai...
Espírito Santo, concedei-me o "dom do conselho", tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolha o que mais Vos agrada, e siga em tudo a vossa divina graça, e com bons e caridosos conselhos socorra ao próximo.

Glória ao Pai...
Espírito Santo, concedei-me o "dom da inteligência", para que eu, alumiado pela luz celeste de vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da fé cristã.

Glória ao Pai...
Espírito Santo, concedei-me o "dom da sabedoria", a fim de que eu, cada vez mais, goste das coisas divina e, abrasado no fogo do vosso amor, prefira com alegria o caminho do céu a tudo que é mundano e me una para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por seu amor.

Glória ao Pai...

Vinde, Espírito Criador, visitai-me e enchei meu coração, que Vós criastes com a vossa divina graça. Vinde e repousai sobre mim, Espírito de sabedoria e inteligência, Espírito do conselho e fortaleza, Espírito de ciência e piedade e de temor de Deus.

Espírito Santo, Amor eterno do Pai e do Filho, dignai-Vos também conceder-me os vossos doze frutos: o "fruto da caridade", que me una intimamente convosco pelo amor; o "fruto do gozo", que me encha da santa consolação; o "fruto da paz", que produza em mim a tranqüilidade da alma; o "fruto da paciência", que me faça sofrer tudo por amor de Jesus; o "fruto da benignidade", que me leve a socorrer de boa vontade aos que sofrem; o "fruto da bondade", que me torne bem-fazejo e clemente a todos; o "fruto da longaminidade", que me faça esperar com paciência em qualquer demora; o "fruto da brandura", que me faça suportar com toda a mansidão as fraquezas do próximo; o "fruto da fé", que me faça crer firmemente na palavra de Deus; o "fruto da modéstia", que regule todo o meu exterior; enfim, os "frutos da continência e castidade", que me conservem o coração limpo e imaculado.
Espírito Divino, fazei que minha alma seja para sempre vossa morada, e meu corpo, vosso sagrado templo. Habitai em mim e ficai comigo na terra, para que eu mereça ver-Vos eternamente mo reino da glória. Amém.



ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Pela Santa Igreja
Ó Espírito Santo Criador, assisti benignamente a toda a Igreja Católica. Fortalecei-a e confirmai-a pela vossa divina virtude contra todos os ataques dos inimigos. Renovai também, pela vossa graça e caridade, o espírito dos vossos servos, que ungistes, para que em Vós glorifiquem o Pai e seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

NOSSA SENHORA DE LOURDES

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIVER SEGUNDO O ESPÍRITO SANTO



A Bíblia diz que há três espécies de pessoas:
1. O Homem Natural
(aquele que ainda não recebeu a Cristo)

"O homem que não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente" (1 Coríntios 2:14)

VIDA
CONTROLADA PELO "EU"

O "EU" no centro da vida.

CRISTO do lado de fora da vida.

Acções e atitudes controladas pelo "EU" , resultando em discórdias e frustrações.

2. O Homem Espiritual
(aquele recebeu a Cristo e tem a sua vida dirigida pelo Espírito de Deus)
"O homem espiritual discerne todas as coisas" (1 Coríntios 2:15,16).

VIDA CONTROLADA POR CRISTO

CRISTO no centro da vida.
O "EU" fora do centro.
Acções das atitudes controladas por CRISTO,

resultando em harmonia com o plano de Deus.


3. O Homem Carnal
(aquele que já recebeu a Cristo,

mas vive em derrota,

porque confia em seus próprios esforços para viver a vida cristã)

"Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais,

mas como a carnais,

como a crianças em Cristo.

Dei-lhes leite e não alimento sólido,

pois não estavam em condições para isso.

De fatco, vocês ainda não estão em condições,

porque ainda são carnais.

Pois, visto que há inveja e divisão entre vós,

não estão sendo carnais

e agindo como mundanos? (1 Coríntios 3:1-3)

VIDA
CONTROLADA PELO "EU"

O "EU" entronizado.
CRISTO destronado.
Acções e atitudes controladas pelo "EU",

resultando em discórdias e frustrações.

1. Deus Providenciou para nós Uma Vida Cristã Frutífera e Abundante

Disse Jesus: "Eu vim para que tenham vida,

e a tenham plenamente." (João10:10)
"Eu sou a videira; vocês são os ramos.

Se alguém permanecer em mim e eu nele,

esse dá muito fruto; pois sem mim,

vós não podeis fazer coisa alguma." (João 15:5)
"Mas o fruto do Espírito é amor,

alegria, paz, paciência, amabilidade,

bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Contra essas coisas não há lei." (Gálatas 5:22,23).
"Mas receberão poder

quando o Espírito Santo descer sobre vocês,

e serão minhas testemunhas

em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria,

e até os confins da terra" (Atos 1:8)
O Homem Espiritual

- Algumas características pessoais

resultantes da sua confiança em Deus:

É Cristocêntrico
É dirigido pelo Espírito Santo
Conduz outros a Cristo
Possui vida efectiva de Oração
Conhece a Palavra de Deus
Confia em Deus
Obedece a Deus
Amor
Alegria
Paz
Paciência
Bondade

Fifelidade
Mansidão
Domínio próprio



À medida que o cristão vai confiando no Senhor

em todos os detalhes da sua existência

e segundo a sua maturidade em Cristo,

essas características se manifestam em sua vida.

Aquele que está apenas começando

a compreender o ministério do Espírito Santo

não deve desanimar,

se não é tão frutífero como cristãos

mais maturos que já experimentaram

esta verdade por um período mais extenso.


Por que a maior parte dos cristãos

não está experimentando esta "vida abundante"?

2. O Homem Carnal não pode

experimentar a vida cristã

abundante e frutífera


O Homem carnal confia

em seus próprios esforços

para viver a vida cristã:

Ou ele não está informado

a respeito do amor de Deus, seu perdão

e poder ou se esqueceu deles (Romanos 5:8-10;

Hebreus 10:1-25; 1 João 1; 1 João 2:1-3;

2 Pedro 1:9; Atos 1:8).


Tem uma experiência espiritual

cheia de altos e baixos.


Não entende a si mesmo

- deseja fazer o que é certo,

mas não consegue.


Deixa de receber o poder

do Espírito Santo para viver a vida cristã.
(1 Coríntios 3:1-3;

Romanos 7:15-24; 8:7;

Gálatas 5:16-18)

O Homem Carnal - Algumas ou todas as caracterísiticas seguintes identificam o cristão que não confia plenamente em Deus:

ignorância de sua herança espiritual
Incredulidade
Desobediência
Perda do amor para com Deus e com os outros
Vida pobre de oração
Falta de desejo de estudar a Bíblia
Atitudes Legalistas
Pensamentos impuros
Ciúmes
Inveja
Preocupação
Desânimo
Espírito de Crítica
Frustração
Falta de Propósito na vida



(A pessoa que se declara cristã

mas continua na prática do pecado,

deve compenetrar-se de que talvez

não seja verdadeiramente cristã,

de acordo com (1 João 2:3; 3:6, 9; Efésios 5:5).

A terceira verdade, nos oferece a única solução deste problema...

3. Jesus prometeu a vida abundante

e frutífera como resultado da plenitude

(controle e poder) do Espírito Santo


A vida cheia do Espírito

é a vida dirigida por Cristo, pela qual Cristo

vive sua vida em nós e através de nós,

no poder do Espírito Santo (João 15).


Uma pessoa se torna cristã

através do poder do Espírito Santo,

conforme João 3:1-8.

Desde o nascimento espiritual de novo

o Espírito Santo permanentemente no cristão (João1:12;

Colossenses 2:9, 10;

João14:16,17).

Embora o Espírito Santo habite em todos os cristãos,

nem todos os cristãos são cheios

(vivem sob o controle e poder) do Seu poder.

O Espírito Santo é a fonte da vida transbordante (João 7:37-39).


O Espírito Santo veio para glorificar a Cristo (João 16:1-15).

Quando alguém é cheio do Espírito Santo,

ele é um verdadeiro discípulo de Cristo.


Antes de ascender aos céus,

Cristo prometeu enviar-nos o poder do Espirito Santo

para nos capacitar a fim de sermos suas testemunhas (Atos 1:1-9).
Então, como alguém pode ser cheio do Espírito Santo?
4. Somos cheios do Espírito Santo pela fé;

Podemos, então, experimentar

a vida abundante e frutífera

que Cristo prometeu a todo cristão


Pode ser cheio do Espírito Santo agora mesmo, se:
Desejar sinceramente ser controlado

e fortalecido pelo Espírito Santo (Mateus 5:6; João 7:37-39).

Confessar os seus pecados.

Pela fé agradeça a Deus o facto

de lhe haver perdoado todos os pecado

- passados, presentes e futuros

- porque Cristo morreu por você

(Colossenses 2:13-15; 1 João 1; 2:1-3; Hebreus10:1-17).


Apresente a sua vida a Deus (Romanos 12:1-2).

Pela fé tome posse da plenitude

do Espírito Santo, de acordo com:
1. Sua Ordem - Seja cheio do Espírito Santo.

"E não vos embriagueis com vinho,

em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18)

2. Sua Promessa - Ele responderá quando orarmos

de acordo com Sua vontade.

"E esta é a confiança que temos Nele,

que, se perdirmos alguma coisa, segundo a sua vontade,

ele nos ouve.

E, se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos,

sabemos que alcançamos

as petições que lhe fizemos". (1 João 5:14,15)
A fé pode ser expressa através da oração…

Como orar com fé para ser cheio do Espírito Santo
Somos cheios do Espírito Santo

pela fé. Entretanto, a verdadeira oração

é um modo de expressar a sua fé.

Sugerismo a seguinte oração:

"Querido Pai, eu preciso de Ti. Reconheço que tenho procurado dirigir a minha própria vida e como resultado, tenho pecado contra Ti. Te agradeço pelo perdão dos meus pecados através da morte de Cristo na cruz.

Agora convido a Cristo para tomar novamente a direcção da minha vida. Enche-me do teu Espírito como ordenastes que eu fosse cheio e como prometeste em Tua Palavra que farias se pedisse com fé. Peço isto no nome de Jesus. Como expressão da minha fé, agradeço-te agora por dirigir a minha vida e encher-me do teu Espírito Santo. Amém"

Esta oração expressa o desejo do seu coração ? Se é assim ore a Deus e confie em que Ele o encherá do Espírito Santo agora mesmo.


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Como saber se está cheio (sob o controle e poder) do Espírito Santo?

Pediu a Deus que o enchesse do Espírito Santo ?

Sabe que está cheio do Espírito Santo agora?

Baseado em que?

(Na fidelidade do próprio Deus e Sua Palavra),

(Hebreus 11:6; Romanos 14:22, 23.)

A nossa autoridade é a promessa da Palavra de Deus,

a Bíblia, e não as nossas emoções .

O cristão vive pela fé (confiança)

na fidelidade de Deus e de Sua Palavra.

O diagrama do trem, ilustra a relação entre fato

(Deus e Sua Palavra),

fé (nossa confiança em Deus e em Sua Palavra),

e emoção (o resultado da nossa fé e obediência) (João 14:21).




A locomotiva correrá com o vagão ou sem ele.

Entretanto, seria inútil o vagão tentar puxar a locomotiva.

Da mesma forma, nós, como cristãos,

não dependemos de sentimentos ou emoções,

mas colocamos a nossa fé (confiança)

na fidelidade de Deus e nas promessas de Sua Palavra.


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Como andar no Espírito

A fé (confiança em Deus e em Suas Promessas)

é o único meio pelo qual um cristão pode viver

uma vida dirigida pelo Espírito Santo.

À medida que continuo confiando em Cristo

momento após momento:
Avida demonstrará mais e mais

o fruto do Espírito (Gálatas 5:22, 23)

e será cada vez mais transformado

a imagem de Cristo (Romanos 12:2; 2 Coríntios 3:18).


A vida de oração e o estudo da Palavra de Deus

se tornarão mais significativos.
Experimentará o Seu poder ao testemunhar (Atos 1:8).
Estará preparado para o confronto espiritual contra o mundo

(1 João 2:15-17); contra a carne

(Gálatas 5:16-17); e contra satanás

(1 Pedro 5:7-9; Efésios 6:10-13).
Experimentará o poder de Deus

para resistir a tentação e ao pecado

(1 Coríntios 10:13;

Filipenses 4:13;

Efésios 1:19-23;

2 Timóteo 1:7;

Romanos 6:1-16).

Respiração Espiritual

Pela fé pode continuar a experimentar

o amor de Deus e Seu perdão.

Se percebe que algo em sua vida (atitudes ou acções)

desagrada a Deus, mesmo que esteja andando com Ele

e sinceramente deseje serví-lo,

agradeça a Deus o perdão dos seus pecados

- passados, presentes e futuros -

mediante a morte de Cristo na cruz.

Pela fé recebo o amor e perdão de Deus

e continuo a viver em comunhão com Ele.

Se retomar o trono de sua vida através de algum pecado

- o que é um acto definido de desobediência

- respire espiritualmente.
Respiração Espiritual

(exalando o que é impuro e inalando o que é puro)

é um exercício de fé que permite a

continuar a experimentar o amor e o perdão de Deus.


1. Exale - confesse o pecado - reconheça que este pecado (ou pecados) é errado e desagrada a Deus e agradeça-lhe pelo seu perdão, de acordo com 1 João 1:9 e Hebreus 10:1-25. A confissão também envolve arrependimento - uma mudança de atitude que gera um mudança de ação.

2. Inale - submeta o controle de sua vida a Cristo e pela fé aproprie-se da plenitude do Espírito Santo. Confie em que agora Ele o dirige e fortalece de acordo com a ordem de Efésios 5:18, e a promessa de 1 João 5:14,15.


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Milhares de cópias do folheto, "Você já fez a maravilhosa descoberta da vida cheia do Espírito?" tem sido distribuídas nos principais idiomas do mundo. Como resultado, milhares de cristãos tem aprendido como experimentar o poder e o controle do Espírito Santo, momento após momento. A vida abundante que Cristo prometeu a eles, a qual estão agora experimentando, fez com que se tornassem mais efetivos em compartilhar a sua fé com os outros. Estas experiências tem confirmado o mandamento que Cristo deu aos seus discipulos para esperar até que eles fossem cheios do Espírito Santo antes de sair e levar ao mundo as boas novas do Seu amor e perdão. Muitos cristãos, quando aprendem sobre a vida cheia do Espírito Santo, querem compartilhar Cristo como um estilo de vida e ajudar a cumprir a Grande Comissão em nossa geração

NA SEMANA DE PREPARAÇÃO PARA O PENTECOSTES


Oração:
Deus Pai, concede-nos a graça de vermos o Teu Filho,
Jesus Ressuscitado,
caminhando sempre connosco,
e de sentirmos a assistência do Espírito Santo
em cada desafio que o mundo nos coloca. Ámen.

Compromisso:
Perante as dificuldades e os obstáculos
que o dia-a-dia me vai colocando, n
ão me deixo invadir pelo cansaço,
nem pelo pensamento de que Deus me abandona.
O Espírito Santo será a minha Força,
se lhe souber ser fiel

domingo, 16 de maio de 2010

DIA DO PENTECOSTES

COROA EM HONRA DO ESPÍRIT SANTO



Acto de Contrição
Por ser Vós tão bom, me arrependo, Deus meu,
de ter pecado contra Vós,
e prometo com vossa graça não
ofender-Vos mais daqui em adiante.

Hino
Vinde, Espírito Criador,
Visitai as almas de vossos servos,
E cheia de celestiais graças
Os corações que haveis criado.
Sois chama do paráclito o Consolador,
Dom do Altíssimo Deus
Fonte viva, fogo, caridade, e unção espiritual.
Vos, que dais os vossos sete dons,
Sois o dedo a fortaleza do Pai;
Sois o Prometido do mesmo Pai,
E nos inspirais o que temos de dizer.
Acende com vossa luz nossos sentidos,
Infundi vosso amor em nossos corações,
E fortalece com perpétuo auxílio,
A debilidade de nossa carne.
Afastai de nós o inimigo de nossas almas,
Dai-nos pronto a paz do coração,
E postos abaixo de vossa direção,
Evitaremos todo o nocivo.
Por Vos conhecemos ao Pai,
E também ao filho, e por Vos,
que procedeis de ambos.

V. Enviai vosso Espírito e as coisas serão criadas.
R. E renovareis a face da terra.

Oração:
Oh! Deus que haveis instruído
os corações dos fiéis pela luz do Espírito Santo,

Concedei-nos por este mesmo Espírito
o gostar do que é bom e aproveitar
sem cessar do que é a fonte da divindade.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.

Primeiro Mistério:
Jesus foi concebido da
Virgem Maria por virtude do Espírito Santo

Meditação:
"O Espírito Santo descenderá
sobre ti, e a virtude do Altíssimo
te cobrirá com sua sombra.
Por causa disso, o fruto Santo
que de Vós nascerá,
será chamado filho de Deus." (Luc. 1, 35.)

Propósitos:
Pedir o socorro do divino Espírito
e a intercessão de Maria, para imitar
as virtudes de Jesus Cristo
que é o modelo das mesmas,
para que sejamos conformes a imagem do filho de Deus.

Pai-Nosso, Ave-Maria e sete Glórias.

Segundo Mistério:
O Espírito do Senhor posou sobre Jesus

Meditação:

"Batizado, pois, Jesus,
ao instante que saiu da água,
se abriram os céus, e vimos descer
o Espírito Santo a maneira
de uma pomba, e posar sobre Ele." (Mat. 3, 16.)

Propósitos:

Estimai soberanamente
a inapreciável graça santificante,
que tem sido derramada
em vosso coração pelo Espírito Santo no baptismo.
Guardai o que haveis prometido
e exercitai em contínuos actos
de fé, esperança e caridade.
Vivei sempre como convém
aos filhos de Deus e aos membros
da verdadeira Igreja de Deus
a fim de que recebais
depois desta vida a herança do céu.
Pai-Nosso, Ave-Maria e sete Glórias.

Terceiro Mistério:
Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto
Meditação:
"Jesus, pois, cheio do Espírito Santo,
partiu do Jordão, e foi conduzido
pelo Espírito ao deserto;
e ali esteve quarenta dias
e foi tentado pelo diabo." (Luc. 4, 1-2.)

Propósitos:

Estai sempre agradecidos p
elos sete dons do Espírito Santo,
que haveis recebido na confirmação:
pelo Espírito de sabedoria
e de inteligência, de conselho
e de fortaleza, de ciência
e de piedade e de temor de Deus.

Obedecei fielmente ao Guia divino,
a fim de trabalhar em todos os perigos
desta vida e em todas as tentações,
como convém a um perfeito cristão
e a um esforçado filho de Jesus Cristo.
Pai-Nosso, Ave-Maria e sete Glórias.

Quarto Mistério:
O Espírito Santo na Igreja.

Meditação:

"De repente sobreveio do céu
um ruído, como de vento impetuoso
e tomou toda a casa onde estavam;
e foram cheios todos do Espírito Santo
e começaram a falar as maravilhas de Deus." (Hech. II, 2, 4, 11.)

Propósitos:
Dai graças a Deus porque
nos tem feito filhos de sua Igreja,
a qual o Espírito Santo enviado a
o mundo no dia de Pentecostes,
vivifica e governa sempre.
Escutai e segui ao Soberano Pontífice
que pelo Espírito Santo ensina
infalivelmente, e a Igreja,
que é a coluna e o sustento da verdade.
Guardai seus dogmas,
propagai sua causa, defendei seus direitos.
Pai-Nosso, Ave-Maria e sete Glórias.

Quinto Mistério:
O Espírito Santo na alma do justo.
Meditação:

"Não sabeis que vossos corpos
são templos do Espírito Santo,
que habita em vós ?" (1 Cor. 6, 19.)

"Não extingais o Espírito." (Tes. 5, 19.) "
e não queirais contristar o Espírito Santo de Deus
com o qual fostes selados para o dia da redenção." (Efé s. 4, 30.)

Propósitos:
Acudi sempre ao Espírito Santo, que está em vós;

Vigiai cuidadosamente
pela pureza de vossa alma e de vosso corpo.

Obedecei fielmente às divinas inspirações
para obrar os frutos do Espírito:
caridade, gozo espiritual, paz,
paciência, bondade, benignidade,
longanimidade, mansidão, fé,
modéstia, continência e castidade.

Pai-Nosso, Ave-Maria e sete Glórias

Terminar a Coroa rezando um Credo

MY LORD AND I


MY LORD AND I
I HAVE A FRIEND SO PRECIOUS,
SO VERY DEAR TO ME,!
HE LOVES ME WITH SUCH TENDER LOVE,
HE LOVES SO FAITHFULLY;
I COULD NOT LIVE APART FROM HIM,
I LOVE TO FEEL HIM NIGH,
AND SO WE DWELL TOGETHER,
.
MY LORD AND I.
.
SOMETIMES I,M FAINT AND WEARY,
HE KNOWS THAT I AM WEAK,
AND AS HE BIDS ME LEAN ON HIM.
HIS HELP I GLADLY SEEK;
HE LEADS ME IN THE PATHS OF LIGHT
BENEATH A SUNNY SKY,
AN SO WALK TOGETHER,
.
MY LORD AND I

DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 44º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

«O sacerdote e a pastoral no mundo digital:
os novos media ao serviço da Palavra»

[Domingo,16 de Maio de 2010]



Queridos irmãos e irmãs!

O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» – insere-se perfeitamente no trajecto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal.

A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De facto, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: «Ai de mim se não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.

Contudo, a divulgação dos «multimédia» e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.

Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».

Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e actual. De facto, a pastoral no mundo digital há-de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e actual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no actual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efectivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?

O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De facto nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios actuais de comunicação.

Com estes votos, invoco sobre vós a protecção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afecto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.


BENEDICTUS PP. XVI

sábado, 15 de maio de 2010

HORA DE COMPLETAS




Fonte: Secretariado Diocesano da Pastoral Litúrgica de Viseu

Completas

V/ Deus vinde em nosso auxílio.
R/ Senhor socorrei-nos e salvai-nos.
V/ Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo:
R/ Como era no princípio, agora e sempre. Amen.

Façamos uma paragem e passemos em revista o nosso dia. Façamos um exame de consciência, sobre o caminho que nos temos dedicado ao serviço dos outros.




Hino

Clara Luz do Cordeiro,
Já a noite me invade,
Mas fique em mim de vela
A tua claridade.

Dia e noite, Senhor,
Teu braço me sustente:
Que todo o mal se afaste
E todo o bem se aumente.

Enquanto os olhos dormem,
Vigie o coração;
Teu Anjo me acompanhe
E arrede a tentação.

Cai a noite; a tua graça
Nas trevas me alumia,
Até que venha a aurora
Trazer-me o eterno dia.





Salmodia

Antífona 1
Senhor, sede o meu refúgio e a fortaleza da minha salvação.

Salmo 30, 1-6
Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido, *
pela vossa justiça, salvai-me.
Inclinai para mim os vossos ouvidos, *
apressai-Vos em libertar-me.

Sede a rocha do meu refúgio *
e a fortaleza da minha salvação;
porque Vós sois a minha força e o meu refúgio, *
por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

Livrai-me da armadilha que me prepararam, *
porque Vós sois o meu refúgio.
Em vossas mãos entrego o meu espírito, *
Senhor, Deus fiel, salvai-me.

Antífona 1
Senhor, sede o meu refúgio e a fortaleza da minha salvação.

Antífona 2
Do abismo profundo chamo por Vós, Senhor.

Salmo 129
Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor: *
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam vossos ouvidos atentos *
à voz da minha súplica.

Se tiverdes em conta as nossas faltas, *
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão, *
para serdes temido com reverência.

Eu confio no Senhor, *
a minha alma confia na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor, *
mais do que as sentinelas pela aurora.

Mais do que as sentinelas pela aurora, *
Israel espera pelo Senhor,
porque no Senhor está a misericórdia *
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel *
de todas as suas faltas.

Antífona 2
Do abismo profundo chamo por Vós, Senhor.




Leitura Breve Ef 4, 26-27

Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.

Responsório Breve
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.




Oração

Senhor Jesus Cristo, que sois manso e humilde de coração e ofereceis aos que Vos seguem um jugo suave e uma carga leve, aceitai os desejos e as acções deste dia que terminou, e fazei que possamos descansar durante a noite, para continuarmos fiéis e constantes no vosso serviço. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Amen.

V. O Senhor omnipotente nos dê uma noite tranquila e no fim da vida uma santa morte.
R. Amen.




Magnificat

A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre

Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre. Amen.

SONDA-ME E USA-ME





Sonda-me, senhor

Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, senhor, usa-me

[REFRÃO]

Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo

Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar,
eis aqui a minha vida
Usa-me, senhor,usa-me

Sonda-me, senhor, e me conhece, quebranta o meu coração

Transforma-me conforme a tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a ti
Então, usa-me, senhor, usa-me

[REFRÃO]

Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo

Eu quero ser usado, da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar,
eis aqui a minha vida

usa-me,senhor usa-me

Sonda-me,Quebranta-me,trasnforma-me,enche-me,e usa-me.
Sonda-me,Quebranta-me,trasnforma-me,enche-me,e usa-me.
Sonda-me,Quebranta-me,trasnforma-me,enche-me,e usa-me.Sonda-me senhor
Sonda-me,Quebranta-me,trasnforma-me,enche-me,e usa-me.
Sonda-me,Quebranta-me,trasnforma-me,enche-me,e usa-me.senhor.

SONDA-ME

sexta-feira, 14 de maio de 2010

MENSAGENS DE BENTO XVI EM FÁTIMA




Encontro com as organizações da Pastoral Social na Igreja da Santíssima Trindade (Fátima, 13 de maio de 2010)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

ENCONTRO COM AS ORGANIZAÇÕES DA PASTORAL SOCIAL

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Igreja da SS.ma Trindade - Fátima
Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Queridos irmãos e amigos,

Ouvistes Jesus dizer: «Vai e faz o mesmo» (Lc 10, 37). Recomenda-nos que façamos nosso o estilo do bom samaritano, cujo exemplo acaba de ser proclamado, ao aproximar-nos das situações carentes de ajuda fraterna. E qual é esse estilo? «É “um coração que vê”. Este coração vê onde há necessidade de amor e actua em consequência» (Bento XVI, Enc. Deus caritas est, 31). Assim fez o bom samaritano. Jesus não se limita a recomendar; como ensinam os Santos Padres, o Bom Samaritano é Ele, que Se faz próximo de todos os homens e «derrama sobre as suas feridas o óleo da consolação e o vinho da esperança» (Missal Romano, Prefácio Comum VIII) e os conduz à estalagem, que é a Igreja, onde os faz tratar, confiando-os aos seus ministros e pagando pessoalmente de antemão pela cura. «Vai e faz o mesmo»! O amor incondicionado de Jesus que nos curou há-de converter-se em amor entregue gratuita e generosamente, através da justiça e da caridade, para vivermos com um coração de bom samaritano.

É com grande alegria que me encontro convosco neste lugar bendito que Deus escolheu para recordar à humanidade, através de Nossa Senhora, os seus desígnios de amor misericordioso. Saúdo com grande amizade cada pessoa aqui presente e as entidades a que pertencem, na diversidade de rostos unidos na reflexão das questões sociais e sobretudo na prática da compaixão, voltada para os pobres, os doentes, os presos, os sós e desamparados, as pessoas com deficiência, as crianças e os idosos, os migrantes, os desempregados e os sujeitos a carências que lhes perturbam a dignidade de pessoas livres. Obrigado, Dom Carlos Azevedo, pelo preito de união e fidelidade à Igreja e ao Papa que prestou tanto da parte desta assembleia da caridade como da Comissão Episcopal de Pastoral Social a que preside e que não cessa de estimular esta imensa sementeira de bem-fazer em Portugal inteiro. Cientes, como Igreja, de não poderdes dar soluções práticas a todos os problemas concretos, mas despojados de qualquer tipo de poder, determinados ao serviço do bem comum, estais prontos a ajudar e a oferecer os meios de salvação a todos.

Queridos irmãos e irmãs que operais no vasto mundo da caridade, «Cristo ensina-nos que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8) e simultaneamente ensina-nos que a lei fundamental da perfeição humana e, consequentemente, também da transformação do mundo é o novo mandamento do amor. Portanto aqueles que crêem na caridade divina têm a certeza d’Ele que a estrada da caridade está aberta a todos os homens» (Conc. Ecum. Vaticano II, Const. Gaudium et spes, 38). O cenário actual da história é de crise sócio-económica, cultural e espiritual, pondo em evidência a oportunidade de um discernimento orientado pela proposta criativa da mensagem social da Igreja. O estudo da sua doutrina social, que assume como principal força e princípio a caridade, permitirá marcar um processo de desenvolvimento humano integral que adquira profundidade de coração e alcance maior humanização da sociedade (cf. Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 20). Não se trata de puro conhecimento intelectual, mas de uma sabedoria que dê sabor e tempero, ofereça criatividade às vias cognoscitivas e operativas para enfrentar tão ampla e complexa crise. Que as instituições da Igreja, unidas a todas as organizações não eclesiais, melhorem as suas capacidades de conhecimento e orientações para uma nova e grandiosa dinâmica que conduza para «aquela civilização do amor, cuja semente Deus colocou em todo o povo e cultura» (Ibid., 33).

Na sua dimensão social e política, esta diaconia da caridade é própria dos leigos, chamados a promover organicamente o bem comum, a justiça e a configurar rectamente a vida social (cf. Bento XVI, Enc. Deus caritas est, 29). Consta das vossas conclusões pastorais, resultantes de reflexões recentes, formar uma nova geração de líderes servidores. A atracção de novos agentes leigos para este campo pastoral merecerá certamente especial cuidado dos pastores, atentos ao futuro. Quem aprende de Deus Amor será inevitavelmente pessoa para os outros. Realmente, «o amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro» (Bento XVI, Enc. Spe salvi, 28). Unidos a Cristo na sua consagração ao Pai, somos tomados pela sua compaixão pelas multidões que pedem justiça e solidariedade e, como o bom samaritano da parábola, esforçamo-nos por dar respostas concretas e generosas.

Muitas vezes, porém, não é fácil conseguir uma síntese satisfatória da vida espiritual com a acção apostólica. A pressão exercida pela cultura dominante, que apresenta com insistência um estilo de vida fundado sobre a lei do mais forte, sobre o lucro fácil e fascinante, acaba por influir sobre o nosso modo de pensar, os nossos projectos e as perspectivas do nosso serviço, com o risco de esvaziá-los da motivação da fé e da esperança cristã que os tinha suscitado. Os pedidos numerosos e prementes de ajuda e amparo que nos dirigem os pobres e marginalizados da sociedade impelem-nos a buscar soluções que estejam na lógica da eficácia, do efeito visível e da publicidade. E todavia a referida síntese é absolutamente necessária para poderdes, amados irmãos, servir Cristo na humanidade que vos espera. Neste mundo dividido, impõe-se a todos uma profunda e autêntica unidade de coração, de espírito e de acção.

No meio de tantas instituições sociais que servem o bem comum, próximas de populações carenciadas, contam-se as da Igreja Católica. Importa que seja clara a sua orientação de modo a assumirem uma identidade bem patente: na inspiração dos seus objectivos, na escolha dos seus recursos humanos, nos métodos de actuação, na qualidade dos seus serviços, na gestão séria e eficaz dos meios. A firmeza da identidade das instituições é um serviço real, com grandes vantagens para os que dele beneficiam. Passo fundamental, além da identidade e unido a ela, é conceder à actividade caritativa cristã autonomia e independência da política e das ideologias (cf. Bento XVI, Enc. Deus caritas est, 31 b), ainda que em cooperação com organismos do Estado para atingir fins comuns.

As vossas actividades assistenciais, educativas ou caritativas sejam completadas com projectos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal. Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos, preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões. Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto. As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum. Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.

Tudo isto bem se enquadra na mensagem de Nossa Senhora que ressoa neste lugar: a penitência, a oração, o perdão que visa a conversão dos corações. Esta é a estrada para se construir a referida civilização do amor, cujas sementes Deus lançou no coração de todo o homem e que a fé em Cristo Salvador faz germinar.



Encontro com os Bispos de Portugal na Salão das Conferências da Casa de Nossa Senhora do Carmo (Fátima, 13 de maio de 2010)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

PAPA AOS BISPOS PORTUGUESES: PROMOVAM UMA CULTURA DE CARIDADE E PAZ

Fátima, 13 mai (RÁDIO VATICANO) - Bento XVI concluiu, nesta quinta-feira, o penúltimo dia de sua 15ª Viagem Apostólica Internacional, encontrando-se com os bispos portugueses na Casa de Nossa Senhora do Carmo, em Fátima.

"Que Deus vos pague, derramando em abundância o Espírito Santo sobre vós e vossas dioceses a fim de que, num só coração e numa só alma, possais levar a cabo o empenho pastoral que vos propusestes: oferecer a todos os fiéis uma iniciação cristã exigente e atrativa, comunicadora da integridade da fé e da espiritualidade radicada no Evangelho, formadora de agentes livres no meio da vida pública" – disse o Papa aos bispos.

Bento XVI frisou que os tempos em que vivemos exigem um novo ardor missionário dos cristãos chamados a formar um laicato maduro, identificado com a Igreja, solidário com a complexa transformação do mundo.

"Há necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: políticos, intelectuais, profissionais da comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida" – ressaltou o Papa.

Bento XVI convidou os bispos a redescobrirem, neste Ano Sacerdotal que está para se concluir, a paternidade episcopal, sobretudo para com os sacerdotes, e a recuperarem o fervor das origens, da alegria do início da experiência cristã.

O Papa agradeceu e reconheceu os esforços dos bispos portugueses em favor das dioceses mais carentes, sobretudo dos países lusófonos. "Continue bem vivo no país o vosso testemunho de profetas de justiça e da paz, defensores dos direitos inalienáveis da pessoa, juntando a vossa voz à dos mais necessitados a quem tendes sabiamente motivado para ter voz própria, sem temer nunca levantar a voz em favor dos oprimidos, humilhados e maltratados" – sublinhou o Santo Padre.

O Pontífice concluiu confiando os bispos aos cuidados de Nossa Senhora de Fátima para que eles possam com a sua ajuda materna enfrentar os desafios do serviço episcopal e os exortou a continuarem promovendo uma cultura e uma espiritualidade "de caridade e de paz, de esperança e de justiça, de fé e de serviço".



2º DIA - 12.MAIO.2010 - LISBOA/FÁTIMA



Encontro com o mundo da cultura no Centro Cultural de Belém (Lisboa, 12 de maio de 2010) (Vídeo)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

ENCONTRO COM O MUNDO DA CULTURA

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Centro Cultural de Belém - Lisboa
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

(Vídeo)

Venerados Irmãos no Episcopado,
Distintas Autoridades,
Ilustres Cultores do Pensamento, da Ciência e da Arte,
Queridos amigos,

Sinto grande alegria em ver aqui reunido o conjunto multiforme da cultura portuguesa, que vós tão dignamente representais: Mulheres e homens empenhados na pesquisa e edificação dos vários saberes. A todos testemunho a mais alta amizade e consideração, reconhecendo a importância do que fazem e do que são. Às prioridades nacionais do mundo da cultura, com benemérito incentivo das mesmas, pensa o Governo, aqui representado pela Senhora Ministra da Cultura, para quem vai a minha deferente e grata saudação. Obrigado a quantos tornaram possível este nosso encontro, nomeadamente à Comissão Episcopal da Cultura com o seu Presidente, Dom Manuel Clemente, a quem agradeço as expressões de cordial acolhimento e a apresentação da realidade polifónica da cultura portuguesa, aqui representada por alguns dos seus melhores protagonistas, de cujos sentimentos e expectativas se fez porta-voz o cineasta Manoel de Oliveira, de veneranda idade e carreira, a quem saúdo com admiração e afecto juntamente com vivo reconhecimento pelas palavras que me dirigiu, deixando transparecer ânsias e disposições da alma portuguesa no meio das turbulências da sociedade actual.

De facto, a cultura reflecte hoje uma «tensão», que por vezes toma formas de «conflito», entre o presente e a tradição. A dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro. Mas uma tal valorização do «presente» como fonte inspiradora do sentido da vida, individual e em sociedade, confronta-se com a forte tradição cultural do Povo Português, muito marcada pela milenária influência do cristianismo, com um sentido de responsabilidade global, afirmada na aventura dos Descobrimentos e no entusiasmo missionário, partilhando o dom da fé com outros povos. O ideal cristão da universalidade e da fraternidade inspiravam esta aventura comum, embora a influência do iluminismo e do laicismo se tivesse feito sentir também. A referida tradição originou aquilo a que podemos chamar uma «sabedoria», isto é, um sentido da vida e da história, de que fazia parte um universo ético e um «ideal» a cumprir por Portugal, que sempre procurou relacionar-se com o resto do mundo.

A Igreja aparece como a grande defensora de uma sã e alta tradição, cujo rico contributo coloca ao serviço da sociedade; esta continua a respeitar e a apreciar o seu serviço ao bem comum, mas afasta-se da referida «sabedoria» que faz parte do seu património. Este «conflito» entre a tradição e o presente exprime-se na crise da verdade, pois só esta pode orientar e traçar o rumo de uma existência realizada, como indivíduo e como povo. De facto, um povo, que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados. Prezados amigos, há toda uma aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade. Com efeito, a Igreja «tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do ser humano, da sua dignidade, da sua vocação. […] A fidelidade à pessoa humana exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 9). Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina; é o «Logos» eterno, que ganhou expressão humana em Jesus Cristo, que pôde afirmar com objectividade: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). A convivência da Igreja, na sua adesão firme ao carácter perene da verdade, com o respeito por outras «verdades» ou com a verdade dos outros é uma aprendizagem que a própria Igreja está a fazer. Nesse respeito dialogante, podem abrir-se novas portas para a comunicação da verdade.

«A Igreja – escrevia o Papa Paulo VI – deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, a Igreja torna-se mensagem, a Igreja faz-se diálogo» (Enc. Ecclesiam suam, 67). De facto, o diálogo sem ambiguidades e respeitoso das partes nele envolvidas é hoje uma prioridade no mundo, à qual a Igreja não se subtrai. Disso mesmo dá testemunho a presença da Santa Sé em diversos organismos internacionais, nomeadamente no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa instituído há 20 anos aqui em Lisboa, tendo como pedra angular o diálogo intercultural a fim de promover a cooperação entre a Europa, o Sul do Mediterrâneo e a África e construir uma cidadania mundial fundada sobre os direitos humanos e as responsabilidades dos cidadãos, independentemente da própria origem étnica e adesão política, e respeitadora das crenças religiosas. Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza.

Esta é uma hora que reclama o melhor das nossas forças, audácia profética, capacidade renovada de «novos mundos ao mundo ir mostrando», como diria o vosso Poeta nacional (Luís de Camões,Os Lusíadas, II, 45). Vós, obreiros da cultura em todas as suas formas, fazedores do pensamento e da opinião, «tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e colectiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. […] E não tenhais medo de vos confrontar com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história rumo à Beleza infinita» (Discurso no encontro com os Artistas, 21/XI/2009).

Foi para «pôr o mundo moderno em contacto com as energias vivificadoras e perenes do Evangelho» (João XXIII, Const. ap. Humanae salutis, 3) que se fez o Concílio Vaticano II, no qual a Igreja, a partir de uma renovada consciência da tradição católica, assume e discerne, transfigura e transcende as críticas que estão na base das forças que caracterizaram a modernidade, ou seja, a Reforma e o Iluminismo. Assim a Igreja acolhia e recriava por si mesma, o melhor das instâncias da modernidade, por um lado, superando-as e, por outro, evitando os seus erros e becos sem saída. O evento conciliar colocou as premissas de uma autêntica renovação católica e de uma nova civilização – a «civilização do amor» - como serviço evangélico ao homem e à sociedade.

Caros amigos, a Igreja sente como sua missão prioritária, na cultura actual, manter desperta a busca da verdade e, consequentemente, de Deus; levar as pessoas a olharem para além das coisas penúltimas e porem-se à procura das últimas. Convido-vos a aprofundar o conhecimento de Deus tal como Ele Se revelou em Jesus Cristo para a nossa total realização. Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza. Interceda por vós Santa Maria de Belém, venerada há séculos pelos navegadores do oceano e hoje pelos navegantes do Bem, da Verdade e da Beleza.

© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana





Visita à Capelinha das Aparições: Oração do Santo Padre (Fátima, 12 de maio de 2010)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

VISITA À CAPELINHA DAS APARIÇÕES

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA

Esplanada do Santuário de Fátima
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Santo Padre:

Senhora Nossa
e Mãe de todos os homens e mulheres,
aqui estou como um filho
que vem visitar sua Mãe
e o faz na companhia
de uma multidão de irmãos e irmãs.

Como sucessor de Pedro,
a quem foi confiada a missão
de presidir ao serviço
da caridade na Igreja de Cristo
e de confirmar a todos na fé
e na esperança,
quero apresentar ao vosso
Coração Imaculado
as alegrias e esperanças
e também os problemas e as dores
de cada um destes vossos filhos e filhas,
que se encontram na Cova da Iria
ou nos acompanham de longe.

Mãe amabilíssima,
Vós conheceis cada um pelo seu nome,
com o seu rosto e a sua história,
e a todos quereis com
a benevolência maternal
que brota do próprio coração de Deus Amor.
A todos confio e consagro a Vós,
Maria Santíssima,
Mãe de Deus e nossa Mãe.

Cantores e assembleia:

Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 1)

Santo Padre:

O Venerável Papa João Paulo II,
que Vos visitou três vezes, aqui em Fátima,
e agradeceu a «mão invisível»
que o libertou da morte
no atentado de treze de Maio,
na Praça de São Pedro, há quase trinta anos,
quis oferecer ao Santuário de Fátima
uma bala que o feriu gravemente
e foi posta na vossa coroa de Rainha da Paz.
É profundamente consolador
saber que estais coroada
não só com a prata
e o oiro das nossas alegrias e esperanças,
mas também com a bala
das nossas preocupações e sofrimentos.

Agradeço, Mãe querida,
as orações e os sacrifícios
que os Pastorinhos
de Fátima faziam pelo Papa,
levados pelos sentimentos
que lhes infundistes nas aparições.
Agradeço também todos aqueles que,
em cada dia,
rezam pelo Sucessor de Pedro
e pelas suas intenções
para que o Papa seja forte na fé,
audaz na esperança e zeloso no amor.

Cantores e assembleia:

Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 2)

Santo Padre:

Mãe querida de todos nós,
entrego aqui no vosso Santuário de Fátima,
a Rosa de Oiro
que trouxe de Roma,
como homenagem de gratidão do Papa
pelas maravilhas que o Omnipotente
tem realizado por Vós
no coração de tantos que peregrinam
a esta vossa casa maternal.

Estou certo que os Pastorinhos de Fátima,
os Beatos Francisco e Jacinta
e a Serva de Deus Lúcia de Jesus
nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo.

Cantores e assembleia:

Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 5)


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Celebrações das Vésperas com sacerdotes, religiosos, seminaristas e diáconos na Igreja da SS.ma Trindade (Fátima, 12 de maio de 2010)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

CELEBRAÇÃO DAS VÉSPERAS COM OS SACERDOTES,
RELIGIOSOS, SEMINARISTAS E DIÁCONOS

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI

Igreja da SS.ma Trindade - Fátima
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Queridos irmãos e irmãs,

«Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher […] para nos tornar seus filhos adoptivos» (Gal 4, 4.5). A plenitude dos tempos chegou, quando o Eterno irrompeu no tempo; por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do Altíssimo foi concebido e fez-Se homem no seio de uma mulher: a Virgem Mãe, tipo e modelo excelso da Igreja crente. Esta não cessa de gerar novos filhos no Filho, que o Pai quis primogénito de muitos irmãos. Cada um de nós é chamado a ser, com Maria e como Maria, um sinal humilde e simples da Igreja que continuamente se oferece como esposa nas mãos do seu Senhor.

A todos vós que doastes a vida a Cristo, desejo nesta tarde exprimir o apreço e reconhecimento eclesial. Obrigado pelo vosso testemunho muitas vezes silencioso e nada fácil; obrigado pela vossa fidelidade ao Evangelho e à Igreja. Em Jesus presente na Eucaristia, abraço os meus irmãos no sacerdócio e os diáconos, consagradas e consagrados, seminaristas e membros dos movimentos e novas comunidades eclesiais aqui presentes. Queira o Senhor recompensar, como só Ele sabe e pode fazer, quantos tornaram possível encontrarmo-nos aqui junto de Jesus Eucaristia, designadamente a Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios com o seu Presidente, Dom António Santos, a quem agradeço as palavras repassadas de afecto colegial e fraterno pronunciadas no início das Vésperas. Neste ideal «cenáculo» de fé que é Fátima, a Virgem Mãe indica-nos o caminho para a nossa oblação pura e santa nas mãos do Pai.

Permiti abrir-vos o coração para vos dizer que a principal preocupação de todo o cristão, nomeadamente da pessoa consagrada e do ministro do Altar, há-de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor. A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote. «Se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). Neste Ano Sacerdotal, já a caminho do fim, uma graça abundante desça sobre todos vós para viverdes a alegria da consagração e testemunhardes a fidelidade sacerdotal alicerçada na fidelidade de Cristo. Isto supõe, evidentemente, uma verdadeira intimidade com Cristo na oração, pois será a experiência forte e intensa do amor do Senhor que há-de levar os sacerdotes e os consagrados a corresponderem ao seu amor de modo exclusivo e esponsal.

Esta vida de especial consagração nasceu como memória evangélica para o povo de Deus, memória que manifesta, atesta e anuncia a toda a Igreja o radicalismo evangélico e a vinda do Reino. Pois bem, queridos consagrados e consagradas, com o vosso empenho na oração, na ascese, no progresso da vida espiritual, na acção apostólica e na missão, tendeis para a Jerusalém Celeste, antecipais a Igreja escatológica, firme na posse e contemplação amorosa de Deus-Amor. Como é grande, hoje, a necessidade deste testemunho! Muitos dos nossos irmãos vivem como se não houvesse um Além, sem se importar com a própria salvação eterna. Os homens são chamados a aderir ao conhecimento e ao amor de Deus, e a Igreja tem a missão de os ajudar nesta vocação. Bem sabemos que Deus é senhor dos seus dons; e a conversão dos homens é graça. Mas somos responsáveis pelo anúncio da fé, da totalidade da fé, e das suas exigências. Queridos amigos, imitemos o Cura d’Ars que assim rezava ao bom Deus: «Concedei-me a conversão da minha paróquia, e eu estou pronto a sofrer o que Vós quiserdes, todo o resto da vida». E tudo fez para arrancar as pessoas à própria tibieza a fim de as reconduzir ao amor.

Há uma solidariedade profunda entre todos os membros do Corpo de Cristo: não é possível amá-Lo, sem amar os seus irmãos. Foi para a salvação deles que João Maria Vianney quis ser sacerdote: «Ganhar as almas para o Bom Deus», declarava ele ao anunciar a sua vocação, aos dezoito anos de idade, tal como Paulo dizia: «Ganhar a todos» (1 Cor 9, 19). O Vigário Geral tinha-lhe dito: «Não há muito amor de Deus na paróquia, vós introduzi-lo-eis». E, na sua paixão sacerdotal, o santo pároco era misericordioso como Jesus no encontro com cada pecador. Preferia insistir sobre o lado atraente da virtude, sobre a misericórdia de Deus diante da qual os nossos pecados são «grãos de areia». Mostrava a ternura de Deus ofendida. Temia que os sacerdotes «se insensibilizassem» e habituassem à indiferença dos seus fiéis: «Ai do Pastor – advertia – que fica calado ao ver Deus ultrajado e as almas perderem-se!»

Amados irmãos sacerdotes, neste lugar que Maria fez tão especial, tendo diante dos olhos a sua vocação de discípula fiel do Filho Jesus desde a sua conceição até à Cruz e depois no caminho da Igreja nascente, considerai a graça inaudita do vosso sacerdócio. A fidelidade à própria vocação exige coragem e confiança, mas o Senhor quer também que saibais unir as vossas forças; sede solícitos uns pelos outros, sustentando-vos fraternalmente. Os momentos de oração e estudo em comum, de partilha das exigências da vida e trabalho sacerdotal são uma parte necessária da vossa vida. Como é maravilhoso quando vos acolheis uns aos outros nas vossas casas, com a paz de Cristo nos vossos corações! Como é importante que vos ajudeis mutuamente por meio da oração e com conselhos e discernimentos úteis! Particular atenção vos devem merecer as situações de um certo esmorecimento dos ideais sacerdotais ou a dedicação a actividades que não concordem integralmente com o que é próprio de um ministro de Jesus Cristo. Então é hora de assumir, juntamente com o calor da fraternidade, a atitude firme do irmão que ajuda seu irmão a manter-se de pé.

Embora o sacerdócio de Cristo seja eterno (cf. Heb 5, 6), a vida dos sacerdotes é limitada. Cristo quer que outros perpetuem ao longo dos tempos o sacerdócio ministerial por Ele instituído. Por isso mantende, dentro de vós e ao vosso redor, a inquietude por suscitar – secundando a graça do Espírito Santo – novas vocações sacerdotais entre os fiéis. A oração confiante e perseverante, o amor jubiloso à própria vocação e um dedicado trabalho de direcção espiritual permitir-vos-ão discernir o carisma vocacional naqueles que são chamados por Deus.

A vós, queridos seminaristas, que já destes o primeiro passo para o sacerdócio e estais a preparar-vos no Seminário Maior ou nas Casas de Formação Religiosa, o Papa encoraja-vos a serdes conscientes da grande responsabilidade que ides assumir: examinai bem as intenções e as motivações; dedicai-vos com ânimo forte e espírito generoso à vossa formação. A Eucaristia, centro da vida do cristão e escola de humildade e serviço, deve ser o objecto principal do vosso amor. A adoração, a piedade e o cuidado do Santíssimo Sacramento, durante estes anos de preparação, farão com que um dia celebreis o Sacrifício do Altar com unção edificante e verdadeira.

Neste caminho de fidelidade, amados sacerdotes e diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e leigos comprometidos, guia-nos e acompanha-nos a Bem-aventurada Virgem Maria. Com Ela e como Ela somos livres para ser santos; livres para ser pobres, castos e obedientes; livres para todos, porque desapegados de tudo; livres de nós mesmos para que em cada um cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos, de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado, que permanece connosco até ao fim dos séculos e a todos Se dá na Santíssima Eucaristia.

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Ato de Confiança e Consagração dos Sacerdotes ao Imaculado Coração de Maria (Igreja da Santíssima Trindade - Fátima, 12 de maio de 2010)
[Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português]

ATO DE CONFIANÇA E CONSAGRAÇÃO
DOS SACERDOTES AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

ORAÇÃO DO PAPA BENTO XVI

Igreja da Santíssima Trindade - Fátima
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Mãe Imaculada,
neste lugar de graça,
convocados pelo amor do vosso Filho Jesus,
Sumo e Eterno Sacerdote, nós,
filhos no Filho e seus sacerdotes,
consagramo-nos ao vosso Coração materno,
para cumprirmos fielmente a Vontade do Pai.

Estamos cientes de que, sem Jesus,
nada de bom podemos fazer (cf. Jo 15, 5)
e de que, só por Ele, com Ele e n’Ele,
seremos para o mundo
instrumentos de salvação.

Esposa do Espírito Santo,
alcançai-nos o dom inestimável
da transformação em Cristo.
Com a mesma força do Espírito que,
estendendo sobre Vós a sua sombra,
Vos tornou Mãe do Salvador,
ajudai-nos para que Cristo, vosso Filho,
nasça em nós também.

E assim possa a Igreja
ser renovada por santos sacerdotes,
transfigurados pela graça d'Aquele
que faz novas todas as coisas.

Mãe de Misericórdia,
foi o vosso Filho Jesus que nos chamou
para nos tornarmos como Ele:
luz do mundo e sal da terra
(cf. Mt 5, 13-14).

Ajudai-nos,
com a vossa poderosa intercessão,
a não esmorecer nesta sublime vocação,
nem ceder aos nossos egoísmos,
às lisonjas do mundo
e às sugestões do Maligno.

Preservai-nos com a vossa pureza,
resguardai-nos com a vossa humildade
e envolvei-nos com o vosso amor materno,
que se reflecte em tantas almas
que Vos são consagradas
e se tornaram para nós
verdadeiras mães espirituais.

Mãe da Igreja,
nós, sacerdotes,
queremos ser pastores
que não se apascentam a si mesmos,
mas se oferecem a Deus pelos irmãos,
nisto mesmo encontrando a sua felicidade.

Queremos,
não só por palavras mas com a própria vida,
repetir humildemente, dia após dia,
o nosso « eis-me aqui».

Guiados por Vós,
queremos ser Apóstolos
da Misericórdia Divina,
felizes por celebrar cada dia
o Santo Sacrifício do Altar
e oferecer a quantos no-lo peçam
o sacramento da Reconciliação.

Advogada e Medianeira da graça,
Vós que estais totalmente imersa
na única mediação universal de Cristo,
solicitai a Deus, para nós,
um coração completamente renovado,
que ame a Deus com todas as suas forças
e sirva a humanidade como o fizestes Vós.

Repeti ao Senhor aquela
vossa palavra eficaz:
« não têm vinho » (Jo 2, 3),
para que o Pai e o Filho derramem sobre nós,
como que numa nova efusão,
o Espírito Santo.

Cheio de enlevo e gratidão
pela vossa contínua presença no meio de nós,
em nome de todos os sacerdotes quero,
também eu, exclamar:
« Donde me é dado que venha ter comigo
a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

Mãe nossa desde sempre,
não Vos canseis de nos visitar,
consolar, amparar.
Vinde em nosso socorro
e livrai-nos de todo o perigo
que grava sobre nós.
Com este acto de entrega e consagração,
queremos acolher-Vos de modo
mais profundo e radical,
para sempre e totalmente,
na nossa vida humana e sacerdotal.

Que a vossa presença faça reflorescer o deserto
das nossas solidões e brilhar o sol
sobre as nossas trevas,
faça voltar a calma depois da tempestade,
para que todo o homem veja a salvação
do Senhor,
que tem o nome e o rosto de Jesus,
reflectida nos nossos corações,
para sempre unidos ao vosso!

Assim seja!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SAUDAÇÃO AOS DOENTES PELO SANTO PADRE BENTO XVI



Queridos Irmãos e Irmãs doentes,
Antes de me aproximar de vós aqui presentes, levando nas mãos a custódia com Jesus Eucaristia, queria dirigir-vos uma palavra de ânimo e de esperança, que estendo a todos os doentes que nos acompanham através da rádio e da televisão e a quantos não têm sequer esta possibilidade mas estão unidos connosco pelos vínculos mais profundos do espírito, ou seja, na fé e na oração:
Meu irmão e minha irmã, tens para Deus «um valor tão grande que Ele mesmo Se fez homem para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue, como nos é demonstrado na narração da Paixão de Jesus. A partir de então entrou, em todo o sofrimento humano, Alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de então propaga-se em todo o sofrimento a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança» (Bento XVI, Enc. Spe salvi, 39). Com esta esperança no coração, poderás sair das areias movediças da doença e da morte e pôr-te de pé sobre a rocha firme do amor divino. Por outras palavras: poderás superar a sensação de inutilidade do sofrimento que desgasta a pessoa dentro de si mesma e a faz sentir-se um peso para os outros, quando na verdade o sofrimento, vivido com Jesus, serve para a salvação dos irmãos.
Como é possível? As fontes da força divina jorram precisamente no meio da fragilidade humana. É o paradoxo do Evangelho. Por isso o divino Mestre, mais do que demorar-Se a explicar as razões do sofrimento, preferiu chamar cada um a segui-Lo, dizendo: «Toma a tua cruz e segue-Me» (cf. Mc 8, 34). Vem comigo. Toma parte com o teu sofrimento nesta obra de salvação do mundo, que se realiza por meio do meu sofrimento, por meio da minha Cruz. À medida que abraçares a tua cruz, unindo-te espiritualmente à minha Cruz, desvendar-se-á a teus olhos o sentido salvífico do sofrimento. Encontrarás no sofrimento a paz interior e até mesmo a alegria espiritual.
Queridos doentes, acolhei este chamamento de Jesus que vai passar junto de vós no Santíssimo Sacramento e confiai-Lhe todas as contrariedades e penas que enfrentais para se tornarem – segundo os seus desígnios – meio de redenção para o mundo inteiro. Sereis redentores no Redentor, como sois filhos no Filho. Junto da cruz… está a Mãe de Jesus, a nossa Mãe
.

HOMILIA DE BENTO XVI




VIAGEM APOSTÓLICA A PORTUGAL NO 10º ANIVERSÁRIO DA BEATIFICAÇÃO DE JACINTA E FRANCISCO, PASTORINHOS DE FÁTIMA (11-14 DE MAIO DE 2010)
SANTA MISSA
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Esplanada do Santuário de Fátima Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Queridos peregrinos,
«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9). Assim começava a primeira leitura desta Eucaristia, cujas palavras encontram uma realização admirável nesta devota assembleia aos pés de Nossa Senhora de Fátima. Irmãs e irmãos muito amados, também eu vim como peregrino a Fátima, a esta «casa» que Maria escolheu para nos falar nos tempos modernos. Vim a Fátima para rejubilar com a presença de Maria e sua materna protecção. Vim a Fátima, porque hoje converge para aqui a Igreja peregrina, querida pelo seu Filho como instrumento de evangelização e sacramento de salvação. Vim a Fátima para rezar, com Maria e tantos peregrinos, pela nossa humanidade acabrunhada por misérias e sofrimentos. Enfim, com os mesmos sentimentos dos Beatos Francisco e Jacinta e da Serva de Deus Lúcia, vim a Fátima para confiar a Nossa Senhora a confissão íntima de que «amo», de que a Igreja, de que os sacerdotes «amam» Jesus e n’Ele desejam manter fixos os olhos ao terminar este Ano Sacerdotal, e para confiar à protecção materna de Maria os sacerdotes, os consagrados e consagradas, os missionários e todos os obreiros do bem que tornam acolhedora e benfazeja a Casa de Deus.
São a linhagem que o Senhor abençoou… Linhagem que o Senhor abençoou és tu, amada diocese de Leiria-Fátima, com o teu Pastor Dom António Marto, a quem agradeço a saudação inicial e todas as atenções com que me cumulou nomeadamente através de seus colaboradores neste santuário. Saúdo o Senhor Presidente da República e demais autoridades ao serviço desta Nação gloriosa. Idealmente abraço todas as dioceses de Portugal, aqui representadas pelos seus Bispos, e confio ao Céu todos os povos e nações da terra. Em Deus, estreito ao coração todos os seus filhos e filhas, especialmente quantos vivem atribulados ou abandonados, no desejo de comunicar-lhes aquela esperança grande que arde no meu coração e que, em Fátima, se faz encontrar mais sensivelmente. A nossa grande esperança lance raízes na vida de cada um de vós, amados peregrinos aqui presentes, e de quantos estão em comunhão connosco através dos meios de comunicação social.
Sim! O Senhor, a nossa grande esperança, está connosco; no seu amor misericordioso, oferece um futuro ao seu povo: um futuro de comunhão consigo. Tendo experimentado a misericórdia e consolação de Deus que não o abandonara no fatigante caminho do regresso do exílio de Babilónia, o povo de Deus exclama: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus» (Is 61, 10). Filha excelsa deste povo é a Virgem
Mãe de Nazaré, a qual, revestida de graça e docemente surpreendida com a gestação de Deus que se estava operando no seu seio, faz igualmente sua esta alegria e esta esperança no cântico do Magnificat: «O meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador». Entretanto não se vê como privilegiada no meio de um povo estéril, antes profetiza-lhe as doces alegrias duma prodigiosa maternidade de Deus, porque «a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem» (Lc 1, 47.50).
Prova disto mesmo é este lugar bendito. Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: «Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo». E o Francisco dizia: «Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127).
Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: «Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12, 24). As Escrituras convidam-nos a crer: «Felizes os que acreditam sem terem visto» (Jo 20, 29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.
Mais ainda, aquela Luz no íntimo dos Pastorinhos, que provém do futuro de Deus, é a mesma que se manifestou na plenitude dos tempos e veio para todos: o Filho de Deus feito homem. Que Ele tem poder para incendiar os corações mais frios e tristes, vemo-lo nos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 32). Por isso a nossa esperança tem fundamento real, apoia-se num acontecimento que se coloca na história e ao mesmo tempo excede-a: é Jesus de Nazaré. E o entusiasmo que a sua sabedoria e poder salvífico suscitavam nas pessoas de então era tal que uma mulher do meio da multidão – como ouvimos no Evangelho – exclama: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». Contudo Jesus observou: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 27. 28). Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo.
«A linhagem do povo de Deus será conhecida […] como linhagem que o Senhor abençoou» (Is 61, 9) com uma esperança inabalável e que frutifica num amor que se sacrifica pelos outros, mas não sacrifica os outros; antes – como ouvimos na segunda leitura – «tudo desculpa, tudo acredita, tudo espera, tudo suporta» (1 Cor 13, 7). Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus. Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz.
Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: «Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim» (Gn 4, 9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).
Com a família humana pronta a sacrificar os seus laços mais sagrados no altar de mesquinhos egoísmos de nação, raça, ideologia, grupo, indivíduo, veio do Céu a nossa bendita Mãe oferecendo-Se para transplantar no coração de quantos se Lhe entregam o Amor de Deus que arde no seu. Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima