quinta-feira, 9 de julho de 2009

VERDADE


Mas, Senhor, deixa-me chorar.

Não leves a mal este meu pranto.

Certamente irá amansar

o que desejaria ,fosse canto.


E é-o dentro do coração

que se dói porque ausente

do calvário da redenção

onde foste luz corrente.


É esta a minha fraqueza

que simples Te confesso.

Acompanha-me a certeza

Do perdão que Te professo

O OLHAR DE DEUS


Nas horas de angústia
faz bem rezar com "o olhar de Deus"


Teus olhos são-me cheios de ternura,

repassados da doçura que atrai!

Escusado é que finjas não dizer;

estou mesmo a ver; só podes ser meu Pai!


Mergulhas Teu olhar em meu olhar

e faz-me descansar esse Teu brilho:

fome e sede me saciam os olhos Teus;

se bem que és meu Deus,eu sou Teu filho.


no Teu olhar cálido se aquece

quem dele se não esquece: o pecador;

nele arde sempre fogo que repassa;

é a Tua Graça, Teu espírito de Amor.


Com que poder sustentas em Teu braço

meu cansaço de vencer as tentações1

Mas fico sem saber se és Pai, se Mãe,

pois o Teu olhar também me diz canções.


Os Teus olhos são ternos e são doces,

como sendo de quem és, meu Bem!

Se um olhar de Pai fosse Amor pouco,

Quiseras ter um louco olhar de Mãe

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CONCLUSION ENCICLICA"CARITA VERITATE" OF BENTO XVI


.
CONCLUSION
78. Without God man neither knows which way to go, nor even understands who he is. In the face of the enormous problems surrounding the development of peoples, which almost make us yield to discouragement, we find solace in the sayings of our Lord Jesus Christ, who teaches us: “Apart from me you can do nothing” (Jn 15:5) and then encourages us: “I am with you always, to the close of the age” (Mt 28:20). As we contemplate the vast amount of work to be done, we are sustained by our faith that God is present alongside those who come together in his name to work for justice. Paul VI recalled in
Populorum Progressio that man cannot bring about his own progress unaided, because by himself he cannot establish an authentic humanism. Only if we are aware of our calling, as individuals and as a community, to be part of God's family as his sons and daughters, will we be able to generate a new vision and muster new energy in the service of a truly integral humanism. The greatest service to development, then, is a Christian humanism[157] that enkindles charity and takes its lead from truth, accepting both as a lasting gift from God. Openness to God makes us open towards our brothers and sisters and towards an understanding of life as a joyful task to be accomplished in a spirit of solidarity. On the other hand, ideological rejection of God and an atheism of indifference, oblivious to the Creator and at risk of becoming equally oblivious to human values, constitute some of the chief obstacles to development today. A humanism which excludes God is an inhuman humanism. Only a humanism open to the Absolute can guide us in the promotion and building of forms of social and civic life — structures, institutions, culture and ethos — without exposing us to the risk of becoming ensnared by the fashions of the moment. Awareness of God's undying love sustains us in our laborious and stimulating work for justice and the development of peoples, amid successes and failures, in the ceaseless pursuit of a just ordering of human affairs. God's love calls us to move beyond the limited and the ephemeral, it gives us the courage to continue seeking and working for the benefit of all, even if this cannot be achieved immediately and if what we are able to achieve, alongside political authorities and those working in the field of economics, is always less than we might wish[158]. God gives us the strength to fight and to suffer for love of the common good, because he is our All, our greatest hope.
79. Development needs Christians with their arms raised towards God in prayer, Christians moved by the knowledge that truth-filled love, caritas in veritate, from which authentic development proceeds, is not produced by us, but given to us. For this reason, even in the most difficult and complex times, besides recognizing what is happening, we must above all else turn to God's love. Development requires attention to the spiritual life, a serious consideration of the experiences of trust in God, spiritual fellowship in Christ, reliance upon God's providence and mercy, love and forgiveness, self-denial, acceptance of others, justice and peace. All this is essential if “hearts of stone” are to be transformed into “hearts of flesh” (Ezek 36:26), rendering life on earth “divine” and thus more worthy of humanity. All this is of man, because man is the subject of his own existence; and at the same time it is of God, because God is at the beginning and end of all that is good, all that leads to salvation: “the world or life or death or the present or the future, all are yours; and you are Christ's; and Christ is God's” (1 Cor 3:22-23). Christians long for the entire human family to call upon God as “Our Father!” In union with the only-begotten Son, may all people learn to pray to the Father and to ask him, in the words that Jesus himself taught us, for the grace to glorify him by living according to his will, to receive the daily bread that we need, to be understanding and generous towards our debtors, not to be tempted beyond our limits, and to be delivered from evil (cf. Mt 6:9-13).
At the conclusion of the Pauline Year, I gladly express this hope in the Apostle's own words, taken from the Letter to the Romans: “Let love be genuine; hate what is evil, hold fast to what is good; love one another with brotherly affection; outdo one another in showing honour” (Rom 12:9-10). May the Virgin Mary — proclaimed Mater Ecclesiae by Paul VI and honoured by Christians as Speculum Iustitiae and Regina Pacis — protect us and obtain for us, through her heavenly intercession, the strength, hope and joy necessary to continue to dedicate ourselves with generosity to the task of bringing about the “development of the whole man and of all men”
[159].
Given in Rome, at Saint Peter's, on 29 June, the Solemnity of the Holy Apostles Peter and Paul, in the year 2009, the fifth of my Pontificate.
BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, 6 de julho de 2009

SÒ EXISTE UM JESUS CRISTO- O VERDADEIRO FILHO DE DEUS





Jesus histórico é diferente do Jesus da fé?
John Meier é sacerdote católico, professor da cadeira de Novo Testamento na Universidade Católica da América em Washington, D.C. Escreveu "Um Judeu Marginal. Repensando o Jesus Histórico". Trata-se de um ensaio cristológico onde John pretende estudar os Evangelhos, abstraindo dos critérios da fé, a fim de tentar depreender o que um judeu, um agnóstico e um cristão concluiriam em consenso unânime se estudassem os Evangelhos conjuntamente.
O autor tenta distingüir o Jesus real do Jesus da história. Para ele, os Evangelhos terão sido acrescidos de concepções da Igreja Nascente, que ornamentaram a figura real de Jesus. Para realizar este estudo, o autor estipula certos critérios (aceitos e reconhecidos por outros pesquisadores) que poderemos aqui citar alguns:
1) Critério da descontinuidade: Afirma serem autênticos os atos e dizeres de Jesus que não podem ser originários do judaísmo de seu tempo nem da Igreja Primitiva, como a proibição do divórcio e a recusa do juramento;
2) Critério da Múltipla Confirmação: Seriam autênticos os atos e dizeres de Jesus atestados em mais de uma fonte independente. O "reino de Deus" foi proclamado, por exemplo, em Mc, Jo, Lc, Mt e por Paulo. As curas praticadas por Jesus, a especial atenção aos proscritos da sociedade, como os pecadores e os coletores de impostos; a recomendação do perdão em número indefinido de vezes, a nova compreensão do preceito do Sábado,a ética radical de abandonar tudo para seguir Jesus; a proibição do divórcio, a Eucaristia, as alterações com os fariseus, etc;
3) Critério da rejeição: Seriam autênticos os atos e dizeres de Jesus que resultaram no fim violento nas mãos de autoridades judias e romanas. Como Jesus foi preso gratuitamente? Logo, sua afirmação de que era Filho de Deus, Deus-homem, pode ser considerado, por este critério, dito verdadeiro;
4) Critério dos traços de aramaico: Seriam autênticos os atos e dizeres de Jesus que, na versão grega das palavras de Cristo, aparecessem com traços de vocabulário, sintaxe, ritmo e rima aramaicos. Este critério se apóia em dados filológicos elaborados por especialistas em aramaico, como Joachim Jeremias e Geza Vermes;
5) Princípio da razão suficiente: Afirma que o fato histórico "Jesus e suas conseqüências através dos séculos" não se explica se não se admite em Cristo uma grandeza de personalidade, manifestada em palavras e ações marcantes ou mesmo extraordinárias. Tudo que é belo e impressionante a respeito de Jesus, narrado nos Evangelhos, não deve ser descartado facilmente, pois se isto acontecesse teríamos um Jesus pobre e limitado, o que descartaria o fenômeno CRISTIANISMO através dos séculos. A própria Filosofia assim exige.
Estes e outros critérios ou princípios estipulados por Meier (critérios usados até por outros pesquisadores) levam a atribuir alto grau de credibilidade aos Evangelhos. Aliás, tais critérios englobam várias facetas e se completam mutuamente.
O livro de Meier está repleto de hipóteses, proposições condicionais, sentenças vagamente afirmativas e negativas que deixam o leitor perplexo. Meier cita um grande número de autores que desenvolveram(como Ele)a crítica dos Evangelhos, ora num terreno tão complexo e, ao mesmo tempo, tão desprovido de documentos, que compreende-se que haja "tantas sentenças quanto cabeças" para cada ponto investigado na obra .Segundo D.Estevão, para "cada sim e cada não há um mas", que faz o leitor sempre ficar na estaca zero.
Contudo, enunciaremos alguns exemplos de tal procedimento, elencados no livro de D. Estevão, para que você possa entender a dinâmica da obra de Meier.
1) O nascimento de Jesus em Belém: O autor conclui que Jesus pode ter nascido em Belém da Judéia ou em Nazaré da Galiléia... Enfim, foi em uma pequena cidade em algum ponto dentro dos limites do reino de Herodes.
2) O nascimento virginal de Jesus: No Talmud judaico do séc. I d.C. os rabinos teriam usado expressões distorcidas para justamente zombar da virgindade de Maria. Ou seja, tal verdade estava presente nos acontecimentos descritos nos Evangelhos. Logo, este "nascimento virginal" não foi invenção posterior das primeiras comunidades católicas.
3) Os irmãos de Jesus: Não existe certeza absoluta de que Jesus não teve irmãos, mas a idéia de que os irmãos de Cristo sejam parentes ou familiares no sentido mais amplo é muito forte.
4) A infância de Jesus: As divergências entre Mt 1-2 e Lc1-2 são aparentes, e não reais. As concordâncias são consideradas por todos como históricas.
5) Jesus foi casado?: Não existe certeza absoluta, mas todos os contextos, próximos e remotos, levam à conclusão de que Jesus se manteve celibatário. O total silêncio sobre esposa e filhos, por exemplo, pode muito indicar que Ele nunca se casou.
6) Jesus dos doze aos trinta anos: Passou quase totalmente estes anos como cidadão de Nazaré, como marceneiro. Meier até acrescenta que Jesus se exprimia em grego, para fins profissionais, incluindo o diálogo com Pilatos, durante o julgamento.
Na verdade, basta analisar passagens como At 1,21s; 2,32; 3,15;4,33;5,31s;10,39-42; Gl 1,8s... e concluir que os apóstolos e pregadores faziam questão de ser meras testemunhas respeitosas do que haviam visto e ouvido, tanto que tudo aquilo que não corresponde à história, virou "literatura apócrifa". Resumindo : os Evangelhos são históricos, não foram moldados ou distorcidos pelas primeiras comunidades. Não é necessário estudo tão descabido e vagamente concebido como este de J.Meier. Os apóstolos estavam tão convictos de que diziam a verdade, que até desafiavam o tribunal dos judeus (At 4,19s). Os apóstolos vigiaram o "desabochar" das palavras de Jesus, evitando docetismo, dualismo, etc.
Até Gamaliel nada pode apontar de enganoso na pregação dos apóstolos, quando concluiu: At 5,38s.
Como bem concluiu D. Estevão, o "Evangelho escrito é a cristalização da pregação dos Apóstolos", só pode ser corretamente entendido com o auxílio da Tradição Oral. Se não for feito desta forma, cai-se em hipóteses que vão de um extremo ao outro das possíveis interpretações, incorrendo em contradições alarmantes, como se percebe no livro de J.Meier.
Em Jo 20,30 s e Jo 21,24 s observamos que muitos dizeres de Jesus não foram escritos e que os que foram tiveram o objetivo de provar que Jesus é o Cristo, Nosso Salvador.
São por estes motivos que os protestantes e outros autores falham, isolando a Bíblia da Tradição Oral. Logo, o livro de Meier pode lançar confusão, com suas conclusões do tipo "em cima do muro", quando deveria apontar ao leitor que somente com a Tradição podemos ter um entendimento autêntico dos Evangelhos.
Fonte de Pesquisa: Curso de Cristologia, D. Estevão Tavares Bettencourt, Escola Mater Ecclesiae.

domingo, 5 de julho de 2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DEVOÇÃO DOS CINCO PRIMEIROS SÁBADOS


A MAGNÍFICA PROMESSA DOS CINCO PRIMEIROS SÁBADOS.
junho 23rd, 2009 Author: admin
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… Disse Nossa Senhora de Fátima, no dia 13 de Junho de 1917.
“A quem abraçar esta devoção, Eu prometo a salvação.”
De Fátima - Portugal à Pontevedra - Espanha:
O cumprimento do Segredo. Ao descrever as aparições e ao explicar a mensagem de Pontevedra, falaremos apenas das palavras pronunciadas por Nossa Senhora a 13 de Julho de 1917. São palavras concisas, mas muito ricas em significado:
“Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas … virei pedir … a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados de cada mês.”
Portanto, é este o primeiro “Segredo de Maria” que nós devemos descobrir e entender. É uma forma segura e fácil de arrancar as almas aos perigos do inferno: primeiro, as nossas almas; e também as dos nossos próximos; e até as almas dos maiores pecadores – porque a misericórdia e o poder do Imaculado Coração de Maria não têm limites.
I. Pontevedra: As Aparições e a Mensagem
Dia 10 de Dezembro de 1925: a Aparição do Menino Jesus e de Nossa Senhora
Na noite de quinta feira, 10 de Dezembro, logo depois do jantar, a jovem postulante Lúcia, que tinha apenas 18 anos, voltou à sua cela. Foi ali que recebeu a visita de Nossa Senhora e do Menino Jesus. Escutemos a sua narração (escrita na terceira pessoa):
“A 10 de Dezembro de 1925, apareceu-lhe a Santíssima Virgem e, a Seu lado, suspenso numa nuvem luminosa, o Menino Jesus. A Santíssima Virgem pousou a mão no ombro de Lúcia e, nesse momento, mostrou-lhe um Coração cercado de espinhos que tinha na outra mão. Ao mesmo tempo, disse o Menino:
‘Tem pena do Coração de tua Mãe Santíssima, que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar’.
E a Santíssima Virgem disse-lhe:
“Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação.”
II. A Grande Promessa e as suas condições
O mais assombroso de Pontevedra é, certamente, a incomparável promessa de Nossa Senhora: “A todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro Sábado …”, cumprirem todas as condições pedidas, “Eu prometo assistir-lhes à hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação”. Com generosidade ilimitada, a Santíssima Virgem promete aqui a maior, a mais sublime de todas as graças: a da perseverança final. Ora esta graça, ninguém a pode garantir para si próprio – nem com uma vida inteira de santidade, empregada em oração e sacrifício –, porque se trata de um dom puramente gratuito da Misericórdia Divina. E a promessa é sem nenhuma exclusão, limitação ou restrição: “A todos aqueles que … Eu lhes prometo … “.
1. O Primeiro Sábado de cinco meses seguidos
“Todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro Sábado …” Este primeiro requisito do Céu não contém nada de arbitrário, nem nada totalmente novo. Ajusta-se à tradição imemorial da piedade católica que, havendo dedicado as sextas-feiras para recordar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e honrar o Seu Sacratíssimo Coração, acha perfeitamente natural dedicar os Sábados à Sua Mãe Santíssima. É esta tradição venerável que motivou a escolha do sábado.
III. O espírito da Devoção de Reparação:
A Revelação do dia 29 de Maio de 1930
A Irmã Lúcia estava em Tuy - Espanha nessa época. O seu confessor, o Padre Gonçalves, tinha-lhe feito uma série de perguntas por escrito. Lembramos aqui só a quarta: “Porque hão de ser cinco sábados – perguntou ele – e não nove, ou sete em honra das Dores de Nossa Senhora?” Nessa mesma noite, a vidente implorou a Nosso Senhor que a inspirasse com uma resposta a essas perguntas. Poucos dias depois, ela enviou o seguinte ao seu confessor.
“Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus em Paray-le-Monial), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:
‘Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3. As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4. Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5. Os que A ultrajam diretamente nas Suas Sagradas imagens.
Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria levou a pedir esta pequena reparação

OS PECADOS CAPITAIS




c) porque são origem, fonte de vários outros, ainda que não sejam necessariamente e sempre, pecados mortais.
PECADOS CAPITAIS
Há sete pecados, ou vícios, que podem ser tidos como graves, quer quanto à sua natureza, quer quanto às suas conseqüências. Estes sete pecados capitais são:1) Soberba; 2) Avareza; 3) Luxúria; 4) Inveja; 5) Gula; 6) Ira; 7) Preguiça. Alguns: soberba, avareza, inveja, ira e preguiça, quando desídia do intelecto, são mais especialmente pecados do espírito. A luxúria e a gula, pelo contrário, são pecados do corpo.
1. SOBERBA
1º. Natureza. Soberba é a estima excessiva da própria pessoa. Manifesta-se principalmente de três maneiras:
a) o soberbo mostra-se ufano das qualidades que tem, não se lembra que deve por elas dar glória a Deus: "Que tens tu, diz São Paulo, sem o teres recebido? E se o recebeste, como é que te glorias, como se aquilo fosse teu?" (I Cor IV, 7);
b) atribui-se dotes que não possui;
c)rebaixa as vantagens dos outros. É parecido com o fariseu que coteja suas virtudes com os senões do próximo.
2º. Derivadas da soberba. A soberba produz a ambição, a presunção, e a vanglória.
A. Ambição é o desejo descomedido de glória, honras, fortuna, poder, etc. o ambicioso anda atrás das posições de destaque e das dignidades. "Apreciam o primeiro lugar nos banquetes, os assentos mais elevados nas sinagogas" (Mt XXIII, 6) diz Nosso Senhor, falando dos Escribas e dos Fariseus.
B. Presunção é a demasiada confiança em si próprio. Presunção e ambição não raro andam a par. O presunçoso exagera seus talentos, julga-se preparadíssimo para qualquer encargo. E trata de meter-se em negócios e empregos altos, para os quais lhe falecem habilidades e competência.
C. Vanglória é a mania de se envaidecer por predicados, mais brilhantes e espalhafatosos, do que reais e sólidos; de colher louvores, e pasmar os circunstantes, quanto não há motivo para tanto. Este gaba-se de uma estirpe nobre, de linhagem ilustre; aquele é altaneiro por causa do palacete; este outro, é pela roupa, ou pelo automóvel. Esquecidos, todos, de que se houver glória nisso, não é a eles que deve ninbar (não quer dizer que todo luxo é soberba e impostura. Não é, quando fica em relação natural com a posição que se ocupa na sociedade. Então, justifica-se no ponto de vista hierárquico e econômico. Quem não atendesse às exigências da fortuna que possui cairia no excesso oposto que entra no segundo pecado capital [avareza]).
A vanglória, por sua vez, gera:
a) a jactância. A jactância, a bazófia, ou gabolice está doida pelos elogios. Baba-se por eles, suplica-os. E quando não os consegue logo, vai-se, o sujeito, encomiando a si mesmo. Nas palestras, não deixa os outros falar. Só ele, só dele. Não aprecia os companheiros, nem se importa com eles, e por isso, conta, o que fez e não fez, mandou e desmandou, suas boas obras, virtudes, esmolas (em dois casos é permitido dar a conhecer o bem que se obrou: a) para livrar-se de censura imerecida; b) para instruir e edificar o próximo, como o pratica São Paulo na Epístola aos Gálatas);
b) a hipocrisia é outro fruto espúrio da vanglória. As felicitações que os gabolas se outorgam nos seus alardes palavrosos, o hipócrita quer granjeá-las por seus atos fiteiros, e suas virtudes de aparato. Anda deslembrado dos conselhos de Nosso Senhor: "Tende cuidado em não fazer vossas boas obras para serdes vistos pelos homens ... quando dais esmola, não toqueis trombeta, como costumam os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para que vos honrem os homens’ (Mt VI, 1,2);citemos, ainda, o aferro, a obstinação, a teimosia, três vocábulos mais ou menos sinônimos, exprimindo o apego que se tem ao próprio parecer, não querendo que vingue a opinião dos outros, nem até quando a razão está com eles.
3º. Malícia da soberba. É pecado grave, quando o orgulho quer elevar-se acima de Deus e dos superiores. É tido como fonte de todos os males.
4º. Remédios. Os meios para curar a chaga do orgulho são:
a) um exame atento, demorado, sincero, das nossas misérias, das nossas falhas e fraquezas; da inconsistência dessas coisas que nos envaidecem;
b) a contemplação da humildade de Nosso Senhor, que, sendo Deus, se rebaixou a ponto de revestir-se da humanidade, e sujeitar-se a todas as contingências mais triviais e vis da nossa natureza; depois, a todos os ultrajes.

2. AVAREZA


1º. Natureza. Avareza é o amor desregrado às riquezas. Assume duas modalidades:

a) É avarento o que anda aflito por ganhar mais dinheiro, sempre excogita artes de aumentar seus cabedais, e antes trata os bens como donos do que como servos. A fortuna, para ele, é um fim, e não o meio de prover às necessidades da existência.

b) É avarento mais encontradiço, o que está afeiçoado a seus tesouros. Sovina. Não dá nada. E quando precisa gastar, parece que lhe arrancam um pedaço da alma. A economia é outra coisa. Consiste em regular as despesas pelos rendimentos,: aquelas não excedendo estes. Não é vício. É virtude preciosa, estímulo do trabalho, e mãe da prosperidade. A avareza tanto se aninha no coração do pobre, como no do rico. Avulta, não raro, com a idade. Recrudesce com a velhice.

2º. Efeitos. Da avareza nascem:
a) a injustiça para com o próximo: fraudes, trapaças, roubos;
b) a traição: Judas vendeu seu Mestre por trinta moedas;
c) o empedernimento do coração para com os indigentes. O avarento não se compadece da miséria: nunca abre a mão para obsequiar, para dar esmola aos pobres.

3º. Malícia. A avareza pode vir a ser pecado grave:
a) contra Deus: o avarento prefere, com efeito, a tudo, o dinheiro. Adora o ouro. É seu ídolo. Deus não existe mais para ele.
b) contra o próximo: o avarento, certo é que não cumpre o dever de caridade. E este dever, em determinados casos, constitui obrigação imperiosa.

4º. Remédios. Dois remédios podem fazer bem ao avarento:
a) lembre-se amiúde que tudo passa neste mundo; que são perecedouros, frágeis, e de pouquíssimo valor, os bens da terra. Caducam rapidamente. Única riqueza de verdade é amar a Deus.
b) medite nos exemplos de Jesus Cristo. Era riquíssimo, quis nascer, viver e morrer, paupérrimo.


3. LUXÚRIA

Luxúria, ou lascívia, é o vício contrário à pureza, proibido pelo 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus.
I. A pureza. 6º e 9º Mandamentos

1º. Excelência da virtude da pureza. A castidade, ou pureza, consiste na abstenção dos prazeres carnais ilícitos. Nenhuma virtude tem mais valor do que a castidade, porque ela, melhor que as outras, é o domínio do espírito sobre a carne, da alma sobre o corpo. Por isso, não é de estranhar que esta virtude, preceito ou lei natural muito embora, fique sendo como que apanágio e monopólio da religião católica. É a pura verdade afirmar que não a conheceu o mundo pagão, e que, hoje em dia, desabrocha e viceja apenas no ambiente do Catolicismo.

2º. Objeto do 6º e 9º Mandamentos. O 6º e 9º Mandamentos da Lei de Deus proíbem os pecados de luxúria, contrários à virtude da pureza. Única diferença entre os dois, é que o 9º, repetindo o 6º, vai além, reforça a proibição, abarcando a mais os maus pensamentos e maus desejos. Assim, enquanto o 6º Mandamento veda atos, olhares e palavras ofensivas da modéstia cristã, o 9º atalha o mal na própria fonte, e condena o simples pensamento impuro, o simples desejo desonesto: de um lado, pois, os atos exteriores, e do outro, os atos interiores, como sendo, estes, causa daqueles, e comparáveis à fagulha que ateia o incêndio. Na explanação desta matéria, andaremos lembrados, de contínuo, dos prudentes avisos de Santo Afonso de Ligório e São Francisco de Sales, concordes nisso, e ambos com São Paulo, dizendo que não é bom, tocar em termos muito explícitos nestes assuntos, e que já se ofende a castidade, só com o nomear a impureza.

II. O que é proibido pelo sexto Mandamento da Lei de Deus.

O 6º Mandamento da Lei de Deus proíbe:

1º. As más ações. Há certas coisas indecentes que o menino não se atreveria a praticar à vista de seus pais ou de seus mestres, e que desonram e envergonham os autores, quando essas coisas vêm a ser conhecidas. Ora, aquilo, ainda que fique ignorado dos homens, não está escondido aos olhos de Deus. Logo, é pecado mortal por natureza. Sempre. Esteja, o culpado, só, ou na companhia de outras pessoas. Entretanto, a malícia varia segundo a qualidade destas pessoas e segundo as coisas más que se fazem.

2º. Maus olhares. Consistem em demorar a vista, por gosto e sem necessidade, nos objetos ou nas pessoas que podem excitar as paixões: por exemplo, estátuas, imagens ou pessoas que não têm a devida decência.

3º. Escritos e palavras desonestas. Quer dizer, qualquer escrito (maus livros e maus jornais), qualquer palavra (cantigas ou conversas despudoradas) que ofendem o recato, ou abertamente, às escâncaras, ou disfarçadamente, por meio de equívocos, ambigüidades, reticências. Nada mais prejudicial do que as más leituras. Quanto às más conversas, afirma São Paulo (I Cor XV, 33) "que corrompem os bons costumes".
III. O que proíbe o 9º Mandamento
O 9º Mandamento proíbe:

1º. Os maus pensamentos. O pecado de pensamento, que os teólogos, chamam de "deleitação morosa", consiste em se demorar, voluntariamente, na imaginação de uma coisa ruim, sem querer mesmo chegar à prática da mesma. Tal deleitação, ou gozo, é chamada morosa, do vocábulo latim "mora" atraso, diz Santo Tomás, porque a razão, em lugar de repelir sem tardança, como fôra de mister, as cogitações impuras que se apresentam, se demora nelas (immoratur), as acolhe com agrado, e nelas se compraz livremente (por aí se vê que vai grande diferença entre "deleitação morosa" e "sugestão má". Esta independe da vontade. É uma tentação, nem mais nem menos). Quem se entregou à deleitação morosa tem que declarar na confissão, a natureza específica deste pensamento; por exemplo, se tem voto de castidade, ou se as cogitações diziam respeito a uma parenta, ou a uma pessoa casada. É pecado mortal, quando a coisa é mesmo ruim, e o consentimento pleno. Do contrário, é venial. E não há pecado nenhum, quando se combate e se afugenta a representação do mal, e se reprova.

2º. Os maus desejos. O desejo é mais do que o pensamento, porque, com a imaginação do ato mau, está a intenção e vontade de praticá-lo. Perante Deus, é a mesmíssima coisa: querer ver, ouvir ou fazer, coisas impudicas, e ver, ouvir, ou fazer. Agora os desejos desonestos são como os pensamentos: culpados, exatamente na proporção em que são voluntários.
IV. Gravidade dos atos contra a pureza.
É facílimo avaliar a gravidade dos atos contra a pureza, pela meditação das conseqüências desastradas que acarretam na alma e no corpo:

a) Na alma. Nublam, entenebrecem, e materializam, a inteligência. Cegam-na para as coisas de Deus (I Cor II, 14). Desmoralizam e embrutecem o coração que, então, se separa e afasta de Deus, abandona a religião, cai na impiedade.

b) No corpo. A impureza estraga a saúde, exaure as forças, traz as doenças mais repugnantes e vergonhosas, as enfermidade mais asquerosas, e não raro, fim prematuro. Portanto, são mortais, geralmente, os pecados de impureza, a não ser que a irreflexão diminua esta gravidade.
V. Causas que levam à impureza.

As causas determinantes de pecados contra a castidade podem se classificar em: exteriores e interiores.

1º. Causas exteriores. São as que deparamos fora do nosso espírito viciado e do nosso coração corrupto pelo pecado original:

a) As más leituras. Esta rubrica geral abrange os livros ímpios, licenciosos, jornal ruim, revista ruim, e em especial, folhetins e romances que pintam ou encarecem o vício: denominam-se realistas ou naturalistas, e o que querem, é estadear o crime em todos seus pormenores, toda a hediondez, sem rebuços; ou denominam-se psicológicos, pretendendo escalpelar as almas com seus sentimentos mais abjetos, em todos seus refolhos. Uns e outros provocam desgraças. Não há iludir ou anestesiar a consciência. Ninguém se imuniza contra este tóxico violento, traiçoeiro e fatal. Dirão que procuram unicamente as belezas literárias, o encanto das descrições, a magia do estilo. É verdade. Isca fementida. Engodo. Procura-se tudo isso, e encontra-se mais alguma coisa: o veneno, que a alma engole por doses pequenas ou grandes, e que mata. Não se hão de perlustrar pântanos lodosos e pestilenciais sem apanhar pingos de lama. É absurdo. E será mesmo tão minguada a nossa literatura, que só nesses charcos se poderão descobrir modelos de estilo, de bela dição, de alta cultura clássica?

b) Espetáculos. Teatros e cinemas não são maus por índole, por natureza, é claro. Haveriam mesmo de aformosear a alma, educar a vontade, e nobilitar o coração. Infelizmente, sucede quase sempre o contrário. E passam a ser verdadeiras escolas do crime e da imoralidade. Glorificação do vício, apoteose e triunfo da impureza, e menosprezo ou escárnio da virtude, isto é que é. Alexandre Dumas o disse alto e bom som: a mãe prudente não assiste aos espetáculos, e muito menos levaria aí sua filha.

c) Dança e baile. Sendo exercício corporal, a dança é ginástica nada reprovável. A Bíblia refere, em muitas passagens, sem nota alguma pejorativa, as danças praticadas pelas moças e senhoras de Israel, para divertimento (Juízes XXI, 21, 23; Jerem. XXXI, 4,13) antes religioso, manifestação de piedade, do que mundano. A filha de Jefté vai ao encontro do pai, e vai dançando com uma porção de companheiras (Juízes XI, 34). Quando Davi, vencedor de Golias, regressa triunfante, as mulheres de Israel o ovacionam e celebram, com danças, a glória dele (Reis XVIII, 6, 7; XXI, 11). Davi ia dançando diante da Arca da Aliança, que ele mandava recolher, com inaudita pompa (II Reis VI, 5). Nota-se, entretanto, que, as mais das vezes, dançavam, as jovens, sozinhas, separadas dos moços (Ex XV, 20; I Samuel XVIII, 6).

A dança moderna, conhecida por nomes variadíssimos, é outra coisa. Altamente condenável, por causa da liberdade infrene que nela reina, dos encontros que ali se realizam. Excetuando determinadas reuniões de família, a regra geral é que não se deve dançar. Muito menos ainda, se hão de freqüentar bailes públicos, ou bailes mascarados, que são os mais perigosos. Em que conta teremos os tais bailes de caridade? São organizados para angariar donativos, para aliviar os desamparados, ou as vítimas de alguma calamidade: inundação, seca, incêndio, etc.; motivo de beneficiência. Ora, para saber o que vale este sistema, examinemos o caso. Será, um baile, mais puro e menos arriscado, porque o fim é a esmola? Que tem uma coisa com outra? Onde é que se viu alterada a essência de uma coisa porque se lhe mudou o destino?

d) Reuniões mundanas e más companhias. "Dize-me com quem andas, que te direi quem és". A freqüentação, os passeios, as amizades, ou familiaridade com pessoas levianas, frívolas, em busca de passatempos quaisquer, e que gastam o dia no ócio e na moleza, são também causas de muitos pecados de impureza.

e) Modas desonestas. Nos trajes femininos, a moda apresenta, por vezes, excentricidades que constituem verdadeiro desafio e insulto ao bom gosto e ao pudor. Tais modas são reprovadas pela religião, pela moral, e até pelo senso comum.

2º. Causas interiores. As causas provenientes de nós mesmos são:

a) Orgulho. Deus não ama os que "se ensoberbecem nos seus juízos", desampara-os, e deixa-os "entregues a paixões de ignomínia" (Rm I, 21,26).
b) Intemperança. "Não vos embebedeis com vinho, diz São Paulo, isto é, fonte de devassidão: mas inebriai-vos do Espírito Santo" (Ef V, 18). Quem anda atrás dos deleites dos festins, dá a mão às tentações da carne e da concupiscência.
c) Ócio. A preguiça é mãe de todos os vícios, e São Jerônimo afirma, desassombrado que, se está um demônio solicitando ao mal o homem que trabalha, estão mais de cem demônios tentando o que está desocupado.

VI. Remédios contra a impureza.
1º. Meios naturais.

a) é preciso lembrar, primeiro, a fuga das ocasiões que podem levar ao pecado, quer dizer, a supressão, de vez, de todas as causas acima mencionadas.

A ocasião se diz remota ou próxima.

a) Ocasião remota é a que conduz, de modo muito indireto, até a ofensa a Deus. Tais ocasiões enxameiam pelo mundo, não há como evitá-las sempre, porque se alastram por todas parte. A melhor boa vontade não o conseguiria. Fugir delas não constitui obrigação.

b) Ocasião próxima é a que provoca a tal ponto que é quase certo cometermos o pecado, se ela não for removida. (1) A ocasião próxima será necessária de necessidade física ou moral: necessidade física, quando é de todo impossível suprimi-la; necessidade moral, quando a dificuldade é grande. Em ambos estes casos, é preciso lançar mão de todos os preservativos e orações, recepção dos Sacramentos da Penitência e Eucaristia. Renovar, amiúde, o propósito de nunca mais pecar. (2) Ou a ocasião próxima pode ser afastada, e então, há obrigação imperiosa de removê-la. É condição "sine qua non" para obter a absolvição. A Igreja impõe esta regra, porque conhece o que diz a Sagrada Escritura: "Quem ama o perigo, há de cair no abismo" (Ecl. III, 24).

b) a vigilância é guarda dos sentidos, da imaginação e das afeições;c) a humildade;d) a mortificação;e) o trabalho, são outros tantos meios naturais e auxiliares poderosos na luta pela pureza.

2º. Meios sobrenaturais. Com os meios naturais, é indispensável ainda, o emprego dos meios sobrenaturais. Os principais são:

a) Oração. Deus nada recusa a quem pede.b) Confissão. Desvendar a chaga é curá-la.c) Comunhão freqüente. A Eucaristia é o alimento da força.d) Devoção a Maria Santíssima. Vendo perigo, a criancinha recolhe-se junto da mãe. Maria Santíssima é mãe de todos nós, e ela tanto estima a virtude de pureza, que protegerá seus devotos que lhe suplicam auxílios, que se recolhem pela prece, à sombra benéfica de sua égide maternal.


4. INVEJA


1º. Natureza. A inveja deriva-se da soberba. Consiste no regozijo pela desgraça que sucede ao próximo e no pesar pela boa sorte dele, como se a felicidade alheia perturbasse a nossa. Logo, a inveja tem duas caras: expandida e risonha perante o mal dos outros; amarrada e tristonha diante da prosperidade alheia.

O distintivo essencial da inveja é a falta de caridade. Portanto, não tem inveja:

1. quem se entristece porque vê que é feliz e passa bem uma pessoa que não o merece. Não é inveja, é "zelo desatinado" porque a repartição dos bens deste mundo é da conta exclusiva de Deus;

2. quem fica triste com a promoção de fulano, porque isto poderá causar transtornos; é "temor legítimo", se não ajuizado;

3. quem anda acabrunhado, porque outro ganhou o lugar que ele mesmo havia pleiteado por seus esforços; chama-se "brio, emulação".

Ciúme é uma face da inveja. Não se alegra com os reveses e dissabores alheios. Mas tem o receio exacerbado de perder o bem que possui, e cobiça violentamente o bem dos outros.

2º. Efeitos. Da inveja nascem a calúnia, a maledicência, a delação, as rivalidades, as discórdias, o ódio e até o homicídio.

3º. Malícia. A inveja ofende a caridade que devemos ao próximo. É tanto mais culpada quanto mais avultado fôr o dano que ela causar aos outros.

4º. Remédios.

a) primeiro meio para tratamento desta enfermidade moral é recordarmos que todos os homens tem igual natureza e igual destino. Não são irmãos em Cristo todos os católicos? E não são todos eles membros da mesma sociedade que é a Igreja?

b) segundo meio, é ponderarmos as conseqüências nefandas que formam o séquito da inveja.
5. A GULA.


1º. Natureza. Gula é o amor desordenado ao alimento. Quando se aplica de modo especial à bebida chama-se embriaguez, alcoolismo.

A. Considerada em geral, a gula manifesta-se de duas maneiras:

a) pelo excesso na quantidade. O guloso multiplica as refeições; come a torto e a direito; ou então come demais, ou muito depressa, avidamente;

b) por excessiva exigência na qualidade. Peca por gula o que procura iguarias finas, e requinta nos prazeres do paladar; e até, quem repisa, a toda hora, na conversa, esses tópicos.

B. Embriaguez é a forma mais torpe e repugnante da gula. Com efeito, quem cai neste vício até ficar bêbado, perde o uso da razão e resvala abaixo dos brutos.

C. Alcoolismo é a paixão dos excitantes, das bebidas fortes. O alcóolico não chega a embebedar-se; mas, em doses exageradas e múltiplas, ingurgita o temível veneno. Tornou-se hábito, necessidade fatal.

2º. Efeitos. A gula em geral provoca:

a) o abandono das obrigações religiosas;

b) a transgressão das leis do jejum e da abstinência;
O alcoolismo tem conseqüências ainda mais desastradas. Com efeito, o alcoolismo não é senão embriaguez no estado crônico:

a) no indivíduo viciado por este funestíssimo hábito, aparecem as doenças mais impiedosas (...) As faculdades intelectuais embotam-se gradualmente, e breve, a vítima acha-se como que bestificada. No ponto de vista moral destrói o pudor e os brios, deixando apenas a medrar os instintos da animalidade.

b) na família é fautor de anarquia. O alcóolico foge do lar; deixa no desamparo mulher e filhos. E se, porventura ainda trabalha, gasta com o vício tudo o que vai ganhando.

c) para a sociedade também o alcoolismo é um flagelo, um cancro. Nos países onde grassa, queima as veias de um povo inteiro, dessora e desfibra a raça mais profundamente do que a chacina das batalhas.

3º. Malícia.
O amor exagerado do comer e do beber não é, em si, pecado grave. Adquire, porém, este caráter, quando levado ao ponto de menosprezar e transgredir o preceito da penitência.
Com a embriaguez, o caso é outro. Quando acidental e involuntária, desculpa-se; mas se for propositada, é pecado mortal. Quanto às faltas cometidas pelo bêbado, ele é responsável no grau em que as previu: a culpabilidade não está no ato, está na causa.
Tanto mais culpado é o alcoolismo quanto mais lamentáveis são os estragos que produz.

4º. Remédios. Para sanar este defeito da gula são eficazes as seguinte receitas:

a) evitar tudo o que lisonjeia demais o paladar, como as iguarias saborosas e muito finas;

b) pensar que isto de comer e beber não é o fim da atividade humana. Existe o alimento para a vida, não a vida para o alimento.

c) os pais devem incutir no ânimo dos filhos o amor da temperança e sobretudo dar-lhes bons exemplos a respeito.

d) as donas de casa zelem por ter um lar confortável e atraente, que agrade às visitas, ao esposo e aos filhos, desviando-os da freqüentação de tabernas e botequins.


6. IRA


1º. Natureza. Ira é um movimento desordenado da alma que se revolta contra o que não lhe apraz. Muitas vezes, é o resultado do orgulho que se julga melindrado, e quer desforçar-se. Mas é também uma paixão proveniente da índole, e que a vontade custa a senhorear.
Nem sempre alcança, a ira, o mesmo grau de violência. Por isso distinguem-se:

a) a impaciência;b) a raiva;c) o arrebatamento, que se derrama em berros e desaforos;d) o furor, que se traduz por insânias, acessos próximos da loucura;e)a vingança, que é o desejo cultivado de prejudicar a quem nos desagradou.

Há certa cólera que não é pecado. Vem a ser, apenas, justa indignação, quando se manifesta dentro de limites razoáveis: na hora azada, contra quem a merece, e com intensidade prudente. Um pai de família se mostrará oportuna e eficazmente irritado com o comportamento mau do filho, e infligirá uma correção enérgica que produza frutos de emenda. Um superior de comunidade, no desempenho do seu cargo, castiga publicamente uma ofensa à regra. A cólera, então, não é vício, é virtude.

Na Sagrada Escritura, temos muitos fatos destes. Moisés, ao deparar com o bezerro de ouro, deixa-se arrebatar pelo furor da ira santa, e quebra as tábuas da Lei (Ex XXXII, 19). Deus, muitas vezes, ira-se contra os pecadores (Sl CV, 40). Nosso Senhor lança mão do chicote, e tange para fora, irado, os vendilhões do Templo (Mt XXI, 12). Zanga com os Fariseus, que andavam espiando, para ver se haveria de curar, em dia de Sábado, o enfermo com a mão ressequida (Mc III, 5). São cóleras santas que têm justificativa no fim almejado: debelar ou fustigar o mal, e emendar os pecadores.

2º. Efeitos. A ira gera as disputas, as quisílias, doestos e vitupérios, brados e invectivas, rancor, ódios, assassínios e demandas.

3º. Malícia. Quando a cólera provém da índole, do gênio, é culpa venial só, a não ser que se desmande em crises, e seja deliberada. Quando inclui o desejo desnorteado de vingança, ofende a justiça ou a caridade, e então é pecado grave.

4º. Remédios. Para amordaçar e refrear a cólera, é preciso:

a) atalhar logo o primeiro ímpeto;b) lembrar-se do preceito do Senhor: "Amai vossos inimigos ... fazei o bem aos que vos odeiam" (MT V, 44);c) meditar o exemplo do divino Mestre, Cordeiro manso e humilde de coração.


7. PREGUIÇA


1º. Natureza. Preguiça é o apego desmedido ao descanso que leva a omitir nossas obrigações, ou a descuidá-las. O espírito e o corpo do homem que trabalha necessitam de repouso. Mas, este não pode vir a ser regra geral, e com que o único fruto da existência.

Distinguem-se:
a) preguiça espiritual;b) preguiça corporal.

Aquela é falta de ânimo, de coragem no cumprimento dos deveres religiosos, na oração. Esta é desleixo das nossas obrigações de estado.

2º. Efeitos. A preguiça faz ociosa a vida, e franqueia, a todas as tentações, os caminhos da alma. "A preguiça é a mãe de todos os vícios". A preguiça espiritual põe em perigo a salvação eterna, pois "cada um há de receber a própria remuneração, conforme o próprio trabalho" (I Cor III, 8).

3º. Malícia. É pecado grave, a preguiça, quando chega até o esquecimento de Deus e das nossas obrigações mais importantes.

4º. Remédios. Para extirpar a preguiça, reflita-se que o trabalho é lei universal imposta pelo Criador. Os ricos não são dispensados. Existe, para eles, o grande dever da caridade, que os manda trabalhar a fim de aliviar, mais eficazmente, a sorte dos pobres

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PELA CIDADANIA- A.M.I.


A visão de um cidadão activo e inconformado com certos aspectos e da sociedade.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
As instituições da Sociedade Civil não estão lançadas na conquista do poder - conceito cada vez mais ilusório, efémero, diluído, relativo e pouco substantivo no mundo actual - mas estão, sim, empenhadas numa cruzada pelo reconhecimento sem ambiguidades da utilidade e mesmo da indispensabilidade de uma sociedade civil organizada, forte, credível, transparente, participativa, exigente, frontal, coerente, empreendedora, activa e atenta, em Portugal como no resto do Mundo.

De facto, a implicação sistemática da Sociedade Civil organizada nos processos de decisão de assuntos que dizem respeito à vida dos cidadãos, é decisiva, se quisermos um Portugal, uma Europa e um Mundo aberto e democrático que, efectivamente, pretenda, e talvez consiga, erradicar a pobreza e promover um desenvolvimento sustentado e durável para todos.

É este, hoje, o novo paradigma de sociedade pelo qual lutamos democraticamente pois estamos perfeitamente conscientes e convictos de que, sem uma Sociedade Civil atenta e participativa, não há Cidadania plena, não há Democracia duradoira, não há Desenvolvimento harmonioso.

Disso também as Nações Unidas estão cientes quando tentam incentivar e implementar o conceito de “Diplomacia Democrática” que mais não é do que o indispensável diálogo activo e construtivo entre Sociedade Civil, Governos e Nações Unidas, na expectativa de que as decisões tomadas, nomeadamente nas Assembleias Gerais, sejam seguidas de implementação e não se acumulem em arquivadas e inúteis resmas legislativas que só contribuem para a Globalização Armadilhada em curso.

Pessoalmente e em nome da AMI, creio sinceramente que só uma Sociedade Civil forte, politicamente independente e, por isso, obrigatoriamente, financeiramente independente, pode fazer ouvir a sua voz sobre temas candentes que condicionam o futuro da Humanidade, contribuindo assim decisivamente para a perenidade da Democracia que é, convenhamos, o bem mais precioso que a Humanidade alcançou um dia.

Não estamos à procura da usurpação do poder dos órgãos democraticamente eleitos nem de protagonismos fúteis e estéreis mas sim, prontos a darmos um contributo, que pensamos ser positivo, na procura das soluções para os problemas que nos afligem, sejam eles nacionais ou globais.

O que nós pretendemos e ousamos até exigir, em nome da Sociedade Civil Portuguesa e Mundial e das centenas de milhões de seres humanos que diariamente são vítimas da globalização economicista e autista em curso, pese embora a violentíssima crise que abalou a economia de Mundo e cujos efeitos sociais e políticos ainda não são conhecidos em toda a sua amplitude, é uma globalização com marcadas preocupações humanas, sociais, ambientais e culturais, em que os direitos humanos, enfim respeitados, possam andar de mãos dadas com uma maior equidade no que diz respeito a uma melhor redistribuição da riqueza, dos cuidados de saúde e dos alimentos assim como a uma boa acessibilidade à educação, à cultura e à água para todos!

Para nós, é de todo impensável e inaceitável que a Humanidade continue a trilhar, por mais 30 anos, o mesmo caminho intolerante, indiferente e autista que vem percorrendo nas últimas três décadas sob a batuta feroz e cega de uma economia liberal selvagem, unicamente preocupada com o lucro fácil e o seu deus-mercado que tudo parece condicionar e justificar, esquecendo-se das suas responsabilidades sociais, morais e éticas. Tal evolução, a ser mantida, não seria compatível com a sobrevivência da Humanidade! Os senhores de Davos e os governantes têm que entender esta evidência!
A nossa visão do Mundo é partilhada por milhares de organizações espalhadas pelo mundo, com preocupações humanistas e sociais, actuantes, que sonham e trabalham para a construção de um mundo melhor e até já ousam falar da necessidade de uma cidadania planetária participativa e actuante.

O perdão da dívida dos países em desenvolvimento e o congelamento das contas bancárias astronómicas dos seus corruptos e insensíveis governantes, a defesa das mulheres no mundo, a luta pela democracia participativa em todos os países, mesmo nos actualmente ditos democráticos, o fim dos regimes ditatoriais e corruptos, a luta pela salvaguarda do meio-ambiente, o fim do trabalho e da prostituição infantis, o fim da violação dos Direitos Humanos, a luta sem tréguas contra as doenças esquecidas (nomeadamente a Sida, a malária, a tuberculose), o fim das manipulações genéticas dos alimentos, o fim das crianças-soldados, o fim das armas biológicas, nucleares e químicas, sejam elas “empobrecidas” ou não, continuarão a ser, entre muitas outras, a razão da luta sem quartel que os movimentos da Sociedade Civil Mundial continuarão a travar em prol do Ser Humano, até que sejam ouvidos!

Que ninguém tenha dúvidas a esse respeito: o movimento de mudança começado em Seattle e organizado em Porto Alegre não tem retorno e far-se-á pacificamente, espero, ou senão, violentamente, bem o receio.
Estou convicto, como li algures, que o optimismo da vontade ainda se pode sobrepor ao pessimismo da razão. Este é o meu sonho, possivelmente e provavelmente o vosso também, mas sei que só é possível atingirmos esse objectivo se estivermos juntos.
Notas:

a) De notabilizar o lançamento, pelas Nações Unidas, da oportuna e indispensável iniciativa “Condomínio da Terra” (salvaguarda dos espaços comuns do Planeta Terra: atmosfera, hidrosfera e biosfera), do qual sou um dos Embaixadores em Portugal.

b) Sábado, dia 27 de Junho, estava previsto decorrer um jantar de gala, seguido de leilão de obras de arte, a favor da AMI, no Porto. Foi cancelado, por ter havido demasiadas desistências quanto às presenças. Dizem-me que terá tido a ver com as minhas opções pessoais, enquanto cidadão, durante a campanha para as eleições europeias, o que muito lamento. Felizmente, ainda há Pessoas que sabem separar o trigo do joio e compreender o outro para além do juízo de valor fácil e gratuito… o Doutor Mário Soares convidou-me para apresentar o seu último livro, mesmo sabendo da minha opção pessoal nas eleições europeias; no próprio dia 27 de Junho (amanhã) receberei a medalha de ouro da cidade de Vila Nova de Gaia, atribuída pela Autarquia, presidida por Luís Filipe Menezes; e da parte dos meus ilustres e queridos Amigos Dra. Leonor Beleza, Prof. Doutor Adriano Moreira, Senhor Dom Duarte Pio e Senhora Dona Isabel de Herédia não senti a mínima alteração na relação de profunda amizade e respeito que mantemos.
Admitir a diferença, e respeita-la, é o valor basilar da Paz e de uma Cidadania esclarecida.

c) Sei que tenho estado bastante ausente deste espaço. E não posso prometer que nos próximos tempos vá ser diferente… Em Julho estarei em “retiro”, durante duas semanas, para estruturar e alinhavar o meu próximo livro, que consistirá num conjunto de reflexões pessoais sobre o actual estado do Mundo, seus problemas e, quanto a mim, caminhos a seguir. Perdoem-me os que acharam que este blog teria uma outra cadência. É, isso sim, inversamente proporcional ao ritmo da minha vida…
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terça-feira, 30 de junho de 2009

AO DEITAR UM BOM EXAME DE CONSCIÊNCIA




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EU E DEUS: Tenho amado a Deus acima de todas as coisas? Tenho tempo para rezar e cultivar a minha fé? Leio a Bíblia e medito a Palavra de Deus? Procuro viver os mandamentos? Dou testemunho de vida? Valorizo e participo da minha comunidade? Tenho aperfeiçoado meu caráter? Tenho sido honesto,justo e íntegro? Neguei ou duvidei de alguma verdade de minha religião? Procurei outras religiões? Faltei à missa sem motivo sério?

EU E OS OUTROS: Tenho vivido o mandamento de amar os irmãos como a mim mesmo? Faço caridade? Meu coração é sensível à situação dos pobres? Perdoei e pedi perdão? Magoei ou feri alguém? Tenho sido egoísta? Menti? Roubei? Traí? Caluniei? Tive ciúme ou inveja? Disse palavras ofensivas? Procurei vingança? Provoquei escândalo? Provoquei discórdia e divisão?

EU E A MINHA PESSOA: Procurei ser senhor de minhas paixões e não escravo dos meus instintos? Procurei respeitar meu corpo que é templo do Espírito Santo? Deixei a vaidade e o orgulho fazer morada em meu coração? Permiti algum vício? Consenti em maus desejos? Obedeci à lei do repouso? Tive apego exagerado ao dinheiro,prazer e poder?

EU E A SOCIEDADE: Tenho contribuido para transformar a sociedade? Sou solidário na luta pela justiça social? Sei partilhar os meus bens e dons? Participo da política com responsabilidade ou a uso para meus interesses particulares? Preocupo-me com o bem-comum,com o direito de cidadania? Procuro tirar vantagem em meus negócios? Aproveito-me dos outros? Sou egoísta pensando só em mim? Deixo-me levar pela ganância,pela ambição e procuro prestígio na sociedade? Gosta das aparências e gasto dinheiro em coisas supérfluas? Esbanjo o meu tempo e dinheiro em diversões desonestas,bebedeiras e farras de tantos tipos? Discrimino e condeno os assalariados,os sem-terra,sem-tecto, sem casa?

EU E A IGREJA: Como cristão batpizado sinto-me responsável pela minha Igreja,minha comunidade? Procurei ajudar minha Igreja ser melhor? Participo o mais que posso na minha Igreja,da comunidade? Interesso-me pelas pastorais em minha paróquia e comunidade? Valorizo os sacramentos? Tenho participado da missa, do sacramento da penitência, da comunhão? Gosto de falar mal da minha Igreja, da minha comunidade? Essa confissão está ajudando-me a ser melhor,a converter-me mais um pouco?

Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós irmãos e irmãs que pequei muitas vezes por pensamentos,palavras,actos e omissões: por minha culpa, minha tão grande culpa.E peço à Virgem Maria,aos anjos e santos e a vós irmãos e irmãs,que rogueis por mim,a Deus,nosso Senhor.Amen.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CANTO SUBLIME E EVANGÉLICO"MAGNÍFICAT"



Magnificat
My soul glorifies the Lord, *
my spirit rejoices in God, my Saviour.
He looks on his servant in her lowliness; *
henceforth all ages will call me blessed.
The Almighty works marvels for me. *
Holy his name!
His mercy is from age to age, *
on those who fear him.
He puts forth his arm in strength *
and scatters the proud-hearted.
He casts the mighty from their thrones *
and raises the lowly.
He fills the starving with good things, *
sends the rich away empty.
He protects Israel, his servant, *
remembering his mercy,
the mercy promised to our fathers, *
to Abraham and his sons for ever.

CADEIRA DE SÃO PEDRO


"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela." Mt 16,18
Hoje é o Dia da Cátedra de São Pedro. Não sabemos bem como se originou essa festa. Mas é certo que existe uma inscrição, datada de 370 - portanto, há mais de 1.600 anos - atribuída ao Papa São Dâmaso, falando de uma cadeira portátil, dentro do Vaticano, e que é considerada a "cátedra" do Apóstolo Pedro.Hoje, dessa cadeira restam apenas algumas relíquias de madeira, conservadas e honradas, num lugar onde o grande artista Bernini levantou um monumento grandioso, em honra do primeiro Papa, a Basílica de São Pedro.
Escavações, feitas por cientistas de diversas nações, também provam que os restos mortais de São Pedro se encontram debaixo do mesmo Vaticano, que se torna, assim, símbolo de unidade da Igreja. A celebração de festa da Cátedra de São Pedro tem o significado e o apelo à unidade dos cristãos, sob a guia do Papa, representante visível de Cristo.O Evangelho une-nos a Pedro, mas também a todos os apóstolos e membros da Igreja.

sábado, 27 de junho de 2009

AINDA NO ANO PAULINO

São Paulo nasceu em Tarso, na Cilícia, numa família judaica. Não chegou a conhecer pessoalmente Jesus.
Foi perseguidor dos cristãos e converteu-se pelos 36 anos. Quando Jesus se mostrou esplendoroso a caminho de Damasco,ele ficou perplexo e aí começou a sua conversão, tornando-se num apóstolo ecoménico e universal.
E foi tal o grau de conversão que se considerou lixo para o mundo, acabando por consciencializar-se de que já não era ele que vivia mas sim Cristo que vivia em si.
Foi o inspirador do apostolado progressista e o escritor mais apontado no Concílio Vaticano II.
A sua maior entrega expressa-a ele na frase "Para mim, viver é Cristo"
O ano Paulino, em vias de oficialmmmente, estar a chegar ao fim, deve tornar-se para todos nós uma vivência sem desfalecer para que um dia também possamos repetir com o APÓSTOLO" COMBATI O BOM COMBATE. TERMINEI A MINHA CARREIRA DELE ESPERO A RECOMPENSA"
De Maria do Rosario Guerra

O GRANDE DOM DA FÉ

O sofrimento é parcela da vida de todos. Ao mesmo tempo que nos causa dor, deve levar-nos à Esperança duma união mais directa com o Autêntico SOFREDOR. O Seu sofrimento foi apenas um grande testemunho do Seu Amor por nós, pecadores.Todo Ele doação duma infinidade sem limites, inocentemente suportou as maiores das dores pela nossa salvação, pois que nEle não havia a mais leve mancha de pecado. Só quem tem consciência da sua condição de pecador ,compreende o incessante pedido de Jesus Cristo para o seguir pelo sofrimento.Foram muitos os milagres que Jesus fez, através dos quais manifestou que era o próprio Deus. Ele mesmo se nos mostrou, pelo testemunho, ser o Caminho, a Verdade e a Vida.
Pela fé , aceitando todos os momentos dolorosos ou não, é que nos aproximamos cada vez mais dEle.
É esta aceitação generosa da vida que, como diz São Paulo "A quem tinha colhido muito não sobrou e a quem tinha colhido pouco não faltou"nos conduz à verdadeira Felicidade.
Peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine com o Seu Dom da Sabedoria a compreender os desígnios de Deus e acetá-los com aquela Fé que ressuscita mortos como sucedeu com a filha de Jairo para melhor interiorizarmos a dose sem medida do Amor de quem é só AMOR.
do Barro do OLEIRO

quarta-feira, 24 de junho de 2009

BATISMO DE JESUS


Bem Vindo à Missão Nova Vida.
Espalhar o evangelho da água (batismo de Jesus) e o Espírito que capacita as pessoas a resolverem seus problemas de pecados baseado na pura Palavra de Deus revelada na Bíblia, a Missão Nova Vida tem traduzido e publicado livros Cristãos grátis em vários idiomas.

Embora hája muitos Cristãos hoje, vemos que muitos deles só vão à igreja aos Domingos, e isto não aclara o padrão e a Palavra de salvação não é achada em os seus corações. Mas Jesus disse, "Bem seguramente, digo a você, a menos que uma pessoa nasça da água e do Espírito, ele não pode entrar o reino de Deus" (João 3:5).

O que é nascer novamente aqui? Nascer novamente não é só desistir de uma vida pecaminosa e começar uma nova vida depois que acreditar em Jesus, como a maioria das pessoas pensam. Embora isto seria bom, isto em si não faz nascer novamente, nem terá como salvar. Quando a Bíblia nosconta que nós devemos nascer novamente da água e do Espírito, significa que os "pecadores devem arrepender-se, devem acreditar no batismo de Jesus e no sangue da Cruz, e assim receber a remissão dos pecados nos seus corações e torna-se justo " Em outras palavras, significa nascer de cima. Isto não é uma mudança que vem do ser humano, mas é uma transformação que vem de Deus.

Em 1João 5:6-7, a Bíblia diz, "Ele é quem adquiriu água e sangue - Jesus Cristo; não só por água, mas por água e sangue. E é o Espírito é o que testemunha, porque o Espírito é a verdade. Há três testemunhas no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um "veio a esta terra por água e por sangue. Jesus nasceu encarnado no corpo da Virgem Maria na carne de homem, e quando completou 30, foi batizado por João Batista no Rio Jordão. O trabalho de salvação que nos faz nascer novamente da água e do Espírito começou com o nascimento de Jesus, e pelo modo como lavou os pecados do mundo por receber Seu batismo de João Batista, o representante da humanidade, no Rio Jordão.

Sabemos muito bem que Jesus foi condenado em nosso lugar por derramar Seu sangue na Cruz. Mas por quê Jesus, o próprio Deus em pecados, teve que suportar esta condenação na Cruz? Há causas e efeitos em todas coisas. Que Jesus morreu na Cruz para nossos pecados muito proximamente está relacionado ao acontecimento de Seu batismo, quando foi batizado por João Batista no Rio Jordão, era uma forma de nos colocar em suas mãos. O Apóstolo Pedro disse em 1 Pedro 3:21 que aquele batismo é um modelo que nos salva. Isso significa que Jesus veio pelo batismo e pela cruz.

No batismo de Jesus está escondido o mistério da remissão dos pecados, o mistério do nascer da água e do Espírito. Se, apesar disso, nós quisermos ignorar este batismo de Jesus e não acreditar nele, então nós nos estaremos traindo e nos afastando de Deus e abandonando a própria salvação. Os livros Cristãos grátis da Missão Nova Vida proporcionam uma explicação clara do padrão de salvação por estarem em fundações bíblicas, sólidas e completas, e eles endereçam os conceitos básicos de salvação como uma pessoa pode nascer novamente da água e do Espírito. Para mais detalhes, nós encorajamos nossos visitantes a ler os livros Cristãos grátis que nós proporcionamos em formato imprimido ou eletrônico.

terça-feira, 16 de junho de 2009

DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS



Vos prometemos viver cristãmente praticando as virtudes de nossa religião, sem nos envergonharmos de testemunhar a fé.




ORIGEM DA DEVOÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com os desejos de Nosso Senhor, manifestados a Santa Margarida Maria Alacoque, deve ser dia de reparação, pela ingratidão, frieza, desprezo e sacrilégios que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte de maus cristãos, e às vezes até por parte de pessoas que se presumem piedosas. Em todas as igrejas se fazem neste dia, solenes atos coletivos de reparação. Para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor do divino Coração de Jesus, dedicou à sua veneração, não só a primeira sexta-feira de cada mês, mas também um mês inteiro, o mês de junho.

No dia 16 de junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, Nosso Senhor apareceu a Santa Margarida Maria Alcoque e, descobrindo seu Coração, disse-lhe: “Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor”.



Quem é devoto do Sagrado Coração de Jesus?




“Tem devoção ao Sagrado Coração de Jesus, quem considera o amor que Jesus Cristo patenteou na sua vida, na morte e no SSmo Sacramento, quem considera os afetos, os sofrimentos da alma de Jesus Cristo.

“É devoto do Sagrado Coração de Jesus, quem ama a Jesus Cristo, imita suas virtudes; quem Lhe faz reparação honorífica dos ultrajes que recebe e tudo isto, para corresponder ao amor que Ele nos vota.

“O Sagrado Coração de Jesus, na “GRANDE PROMESSA”, concedeu a inestimável graça da perseverança final aos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos. Pelo que se introduziu o exercício de devoções em honra do Sagrado Coração, na primeira sexta-feira de cada mês. Além da graça prometida, ganha-se uma indulgência plenária (Comunhão, reparação, oração e meditação por algum tempo sobre a infinita bondade do Sagrado Coração). (Pe. Réus: “Orai”)

Jesus, portanto, quer que Lhe demos amor e reparação das ofensas contra a Eucaristia, honrando e venerando o seu divino Coração.

E como para nos obrigar a isto, fez as seguintes magníficas promessas, em que fala a misericórdia do seu Sagrado Coração:

AS PROMESSAS




<> Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

<> Porei paz em suas famílias.

<> Consolá-los-ei em todas as suas aflições.

<> Serei o seu refúgio na vida e principalmente na morte.

<> Derramarei abundantes bênçãos sobre todas as suas empresas .

<> Os pecadores acharão no meu Coração o manancial e o oceano infinito de misericórdia.

<> As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

<> As almas fervorosas| altear-se-ão, rapidamente, às eminências da perfeição.

<> Abençoarei as casas, onde se expuser e venerar a imagem do meu Sagrado Coração.

<> Darei aos sacerdotes o dom de abrandarem os corações mais endurecidos.

<> As pessoas que propagarem estas devoção, terão os seus nomes escritos no meu Coração, para nunca dele serem apagados.

<> A GRANDE PROMESSA: Prometo-te, pela excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final, que não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os seus sacramentos, e que o meu divino Coração lhes será seguro asilo nesta última hora.

Segue abaixo, a ficha de controle para as pessoas que se dispuserem a fazer as Comunhões Reparadoras ao Sagrado Coração de Jesus:

MINHAS COMUNHÕES REPARADORAS:



EU, ___________________________________________________, eu fiz a Comunhão Reparadora nas primeiras sextas-feiras dos seguintes meses:

1. No mês de ____________________ de 20___

2. No mês de ____________________ de 20___

3. No mês de ____________________ de 20___

4. No mês de ____________________ de 20___

5. No mês de ____________________ de 20___

6. No mês de ____________________ de 20___

7. No mês de ____________________ de 20___

8. No mês de ____________________ de 20___

9. No mês de ____________________ de 20___

E PROMETO ao Sagrado Coração de Jesus em levar uma vida digna de católico (a) praticante e fervoroso (a).




<> ENTRONIZAI O CORAÇÃO DE JESUS EM VOSSO CORAÇÃO ! <>

Divino Amigo, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, vos queixastes a Santa Margarida: “Não acho, quem me ofereça um lugar de repouso... quero que teu coração me sirva de asilo...”, eu quero aliviar vossa queixa e dar ao vosso Coração o asilo, que tantas almas lhe negam, quando dizem, ao menos com as suas obras: “Não queremos que Ele reine sobre nós”. De minha parte, pelo contrário, só Vós haveis de ser o meu Rei. Vivei em mim que já não quero outra vida senão a vossa, outros interesses senão os da vossa glória, esvazio inteiramente meu coração e de par em par vo-lo abro. Entrai, Senhor! Dai-me o vosso Coração. Ele será o meu Rei muito amado. A Ele consagro e abandono meus interesses espirituais e temporais, meus sentidos e potências, minha vontade e todo o meu ser. Divino Coração de Jesus, reinai no meu coração! Imaculado Coração de Maria, defendei e dilatai nele o Reino de vosso Filho. Amém.

Coração Eucarístico de Jesus, Modelo do coração sacerdotal,

Tende piedade de nós! (300 dias)

Enviai, Senhor, à vossa Igreja,

Santos sacerdotes e fervorosos religiosos! (300 dias)






MINHA CONSAGRAÇÃO



Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração pela tibieza de tantos amigos, Vos queixastes a Santa Margarida: “Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado...”.

Aqui estou, Senhor, para Vos consolar: Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e dos outros, quero amar o vosso amor desprezado e abandonado. Consagro-me inteiramente ao vosso divino Coração. Sêde Vós somente o meu Rei. Ajudai-me, Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração. Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.

Fazei que compreendam, finalmente, a honra e a obrigação que têm de Vos amar, para que, unidos entre si com os laços da vossa caridade, glorifiquem todos o vosso divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.


"Divino Coração de Jesus, reinai em meu coração!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

CHEGADA A NOITE


Nesta noite, Senhor, mostro-Te o meu cansaço, a minha vida que aparenta o fim activo na Tua vinha, a impressão de que não sou verdadeira comigo mesma e de que já estou a mais. Tenta- me a ideia de que todos já estão fartos de mim e que não sou já instrumento da Tua glória. Será melhor parar e calar. Fala, Senhor, que teu servo escusta.
Perdôa todas as minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia.

PASSEIO DE SANTO ANTÓNIO DE AUGUSTO GIL


Saíra Santo António do convento
A dar o seu passeio acostumado
E a decorar num tom rezado e lento
Um cândido sermão sobre o pecado.

E andando...andando sempre
Repetia o seu divino sermão suave e brando
E nem notou que a tarde esmorecia
E vinha a noite plácida baixando

Andando... andando, viu-se num outeiro
Com árvores e casas espalhadas
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua, das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe
E cansado por haver andado tanto
Sentou-se a descansar o bom do monge
Com a resignação de quem é um santo.

O luar, um luar claríssimo nasceu
Num raio dessa linda claridade
O Menino Jesus baixou do céu
E pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante
Juntava os seus murmúrios ao dos pinhais
Os rouxinóis ouviam-se distantes
O luar, mais alto, iluminava mais

De braço dado para a fonte vinha
Um par de noivos todo satisfeito
Ela trazia no ombro a cantarinha
E ele trazia o coração no peito.

Sem suspeitar que alguém os visse
Trocaram beijos ao luar tranquilo
O Menino porém ouviu e disse:
- Oh, frei António, o que foi aquilo?

O frei erguendo a manga do burel
Para tapar o noivo e a namorada
Mentiu numa voz doce como o mel
- Não sei que fosse, eu cá não ouvi nada.

Uma risada límpida, sonora, cristalina
Ecoou como notas de ouro sobre o caminho.
- Ouviste frei António, ouviste agora?
- Ouvi Senhor, ouvi, é um passarinho.

- Tu não estás com a cabeça boa.
Um passarinho? E a cantar assim?
.E o pobre Santo António de Lisboa,
calou-se embaraçado.Mas por fim,

corado como as vestes dos cardeais,
Teve esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais
Queixo-me a sua Mãe, Nossa Senhora.

E voltando-lhe a carinha contra o vento
E contra aquele amor, sem casamento
Pegou-lhe ao colo e disse:Jesus, são horas!
E abalaram para o convento.

de AUGUSTO GIL

Augusto Gil

sábado, 13 de junho de 2009

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM 13 DE JUNHO DE 1917


Segunda Aparição - 13 de junho de 1917
Nossa Senhora apareceu às crianças, em Fátima por seis meses consecutivos, no ano de 1917 - entre Maio e Outubro.
Transcrevemos aqui o relato da Irmã Lúcia sobre a Segunda Aparição, quando Nossa Senhora revelou às crianças a devoção ao Seu Imaculado Coaração.
" Treze de Junho
Dia 13 de Junho (de) 1917 – Depois de rezar o terço com a Jacinta e o Francisco e mais pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava (a que chamávamos relâmpago) e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira, em tudo igual a Maio
Vossemecê que me quer? – perguntei
Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero.
Pedi a cura dum doente.– Se se converter, curar-se-á durante o ano.– Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu.
– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração (Aqui, Lúcia, talvez pela pressa, omite o fim do parágrafo que, noutros documentos, diz assim: «A quem a (devoção ao Coração Imaculado de Maria) aceita, prometer-lhe-ei a salvação e estas almas serão amadas de Deus, como flores colocadas por Mim para enfeitar o Seu Trono».)
– Fico cá sozinha? – perguntei, com pena
Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus. Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que separa o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.
Eis, Ex.mo e Rev.mo Senhor Bispo, ao que nos referíamos, quando dizíamos que Nossa Senhora nos tinha revelado um segredo em Junho. Nossa Senhora não nos mandou, ainda desta vez, guardar segredo, mas sentíamos que Deus a isso nos movia."

quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 de JUNHO- DIA DO ANJO DE PORTUGAL




ANJO DE PORTUGAL

Em Portugal, ao sul de uma cidade chamada Fátima, na aldeia de Aljustrel, viviam, no começo do século XX, três pastorinhos: Lúcia de Jesus dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto.Como todas as crianças inocentes e simples das montanhas daquela época, gostavam de brincar, jogar, ouvir histórias e sair com as ovelhas.Rezavam com regularidade o terço que levavam consigo sempre quando conduziam o rebanho a pastorear.
Lúcia era a mais velha. Dócil e bondosa, estava sempre pronta para ajudar os outros. Ensinava as crianças a cantarem versos a Nossa Senhora e contava-lhes histórias.
Jacinta tinha especial afeição pela narração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vendo Jesus pregado na cruz, Jacinta perguntava à Lúcia:"Por que Jesus está pregado na Cruz?""Porque morreu para nos salvar", respondia Lúcia."Conta-me como foi...." implorava a menina.Ouvindo a narração de sua prima Lúcia, Jacinta começava, então, a chorar e dizia:
"Coitadinho de Nosso Senhor! Eu não hei de fazer nenhum pecado; não quero que Jesus sofra mais."O menino Francisco era um exemplo de obediência e amabilidade. Tinha a alma aberta para contemplar as belezas da natureza, que o faziam meditar na grandeza de Deus.
Levavam esses três pastorinhos uma vida simples e tranqüila, até que ocorreu, em 1916, um tremendo e imprevisto acontecimento.Certo dia...Estavam Lúcia, Jacinta e Francisco com suas ovelhas numa pequena colina chamada Loca do Cabeço. De repente, um forte vento começou a sacudir as árvores.Viram então, sobre a copa das árvores, uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, de seus catorze ou quinze anos. Ele era de uma grande beleza e mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol."Não temais –disse o jovem - sou o Anjo da Paz. Rezai comigo."E, ajoelhando-se, inclinou-se até encostar a cabeça no chão. Os três pastorinhos o imitaram e repetiram as palavras que ouviram o Anjo dizer:"Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam".Depois, levantando-se, disse: "Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas." E logo em seguida desapareceu.As três crianças sentiram fortemente a presença de Deus. Permaneceram um tempo na mesma posição em que o Anjo os tinha deixado, repetindo várias vezes a mesma oração.Essas palavras gravaram-se de tal forma em suas cabeças, que jamais as esqueceram.Outro dia...Estavam os três pastorinhos junto ao poço do quintal dos pais de Lúcia, brincando, quando, de repente, viram o mesmo Anjo, que lhes disse:"Que fazeis? Orai, orai muito. Os Corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.""Como nos havemos de sacrificar?" – perguntou Lúcia."De tudo que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí, assim, sobre vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar."Essas palavras do Anjo gravaram-se no espírito dos três pastorinhos como uma luz que os fazia compreender quem era Deus, que amava os homens e queria ser amado.Começaram a entender, também, o valor do sacrifício, que agradava a Deus, e que Deus, por meio dele, convertia os pecadores. Por isso, desde esse momento, as três crianças começaram a oferecer ao Senhor tudo o que as fazia sofrer.Meses depois...Os três pastorinhos estavam novamente na Loca do Cabeço, local da primeira aparição.Após rezarem o terço e a oração que o Anjo lhes havia ensinado, eis que aparece o Anjo, trazendo na mão um Cálice e, sobre ele, uma Hóstia, da qual caíam dentro do Cálice algumas gotas de sangue.O Anjo deixou o Cálice suspenso no ar, e prostrou-se em terra, repetindo três vezes a oração:"Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores".E, levantando-se, tomou novamente o Cálice e a Hóstia. Deu à Lúcia a Sagrada Hóstia e deu a beber o Sangue do Cálice à Jacinta e ao Francisco, dizendo ao mesmo tempo: "Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus."E, prostrando-se por terra, repetiu com eles três vezes a mesma oração.O Anjo da Paz veio preparar as crianças para as importantes e reveladoras aparições de Nossa Senhora em Fátima, que começaram a ocorrer logo a seguir. A emocionante passagem que acabamos de ler, e que foi relatada por Lúcia, aconteceu quando ela tinha apenas nove anos, e os priminhos, Francisco e Jacinta, oito e seis anos, respectivamente.Comentando essa apariçãoVamos destacar agora um aspecto muito singular dessa narração da aparição do Anjo de Portugal.É interessante notar que, apesar de estar se dirigindo a 3 crianças, o Anjo recomenda que elas façam penitência, que elas ofereçam sacrifícios a Deus.Na segunda aparição ele diz : Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.Depois, respondendo à pergunta da Lúcia, sobre como deveriam ser esses sacrifícios, o Anjo diz: "De tudo que puderdes, oferecei a Deus um sacrifício em ato de reparação"...E mais adiante ele é mais claro ainda e diz: Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar."É interessante que nós vivemos na época da ruptura dos chamados tabús.Tudo é liberado, mas, em torno do Bem, costuma-se criar tabús enormes. Um desses tabús é a penitência, apesar de Nossa Senhora ter pedido penitência.Hoje em dia, a propósito de se quebrar os tabús a respeito de sexo, por exemplo, se abrem as portas para todo o tipo de imoralidade e aberrações.Mas quando se fala de oração... sacrifício... penitência... Isso é apresentado como tabú.Chama atenção, ao ler os relatos das aparições de Nossa Senhora de Fátima, como a Mãe de Deus insiste para que a humanidade faça orações e sacrifícios como uma forma de ser poupada dos castigos previstos por Ela