terça-feira, 13 de abril de 2010

QUANDO MENOS PENSARMOS, TEREMOS UM SANTO PADRE CRUZ


Nascimento 1858
A 29 de Julho de 1858 nasceu, em Alcochete, o Padre Francisco Rodrigues da Cruz. Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço de D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por aqui ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. A humanidade celebra na sua história inúmeros grandes acontecimentos.

Mas os grandes acontecimentos humanos são aqueles em que nasce um santo, pois o nascimento de um santo tem repercussões eternas.
É que o santo não é apenas um homem virtuoso que Deus premeia no fim da jornada.

Um santo não é apenas um lutador que venceu no bom combate, ou um fiel servidor que adquiriu o hábito do dever.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Do nascimento do Santo Padre Cruz em Alcochete nos orgulhamos todos nós, juntamente com a Vila de Alcochete, porque ela foi o berço daquele que seria outro S. João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa. Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

É certo que, por vezes, se notam exageros a raiar pela crendice ou superstição. Claro está que o Padre Cruz não tem culpa daquilo que não é querido nem desejado por ele. Toda a sua vida foi um serviço de amor a Deus, servindo os homens. Num tempo crítico para a Igreja de Portugal, num tempo de perturbação da ordem e da negação de tantos valores, teve lugar a acção apostólica do Padre Cruz. A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava. Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um espectáculo a que Portugal se habituara. Sim, porque o Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. E o Padre Cruz, enquanto viveu compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência. O seu programa de apostolado traçou-o, em 1925, numa carta escrita ao Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura, o Sr. D. António Mendes Belo: "Há muitos anos que eu me sinto atraído, talvez por especial vocação da misericórdia de Deus Nosso Senhor, para ajudar espiritualmente os presos da cadeia, os doentes dos hospitais, os pobrezinhos e abandonados, a tantos pecadores e almas desamparadas que Nosso Senhor me envia ou põe no meu caminho. Tenho também grande consolação em ajudar os Párocos nos exercícios de piedade e mais encargos do seu ministério, indo por toda a parte levar, na medida das minhas forças, os socorros da religião a muitas pessoas a quem não é fácil chegarem por outra via. Ora tudo isto tenho sido, isto queria continuar a ser, por me parecer que é mais de honra de Deus". O Padre Cruz, enquanto viveu, impressionou pelo que era: um testemunho que vive o que prega. O Padre Cruz, como verdadeiro homem de Deus, como verdadeiro sacerdote e como verdadeiro Jesuíta, não pregava com muitas palavras doutas e discursos eruditos; a simplicidade era a sua eloquência. Mas, com o seu modo original de ser, com as suas atitudes e o seu comportamento, revelava aos homens do seu tempo o amor de Deus, e com o seu exemplo proclamava a todos que valia a pena experimentar este amor, para melhor servir os homens, seus irmãos. Ninguém dá o que não tem, diz o provérbio. O Padre Cruz, para poder dar Deus, tinha que ter Deus, para poder dar santidade, tinha que possuir santidade. Não admira, pois, que a sua passagem fosse uma bênção fecunda de graça. Não é de estranhar que hoje o Santo Padre Cruz seja tomado como modelo e incentivo para os que sentem os desafios das novas pobrezas e injustiças, para lhes darem uma resposta de solidariedade, justiça e fraternidade. Portugal celebra já vários santos portugueses canonizados. Entre outros, cito S. João de Deus, S. António de Lisboa, S. João de Brito, mas aguardamos confiantes que o Padre Cruz seja elevado também à glória dos altares, para alegria de todos os portugueses

ANGELUS- ORAÇÃO DO MEIO DIA


Angelus" - Oração do meio dia

V. O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
R. E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria…

V. Eis a escrava do Senhor.
R. Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria…

V. E o Verbo divino encarnou.
R. E habitou no meio de nós.
Ave Maria…

V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Infundi, Senhor, como Vos pedimos, a Vossa graça nas nossas almas, para que nós, que pela Anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, Vosso Filho, pela sua Paixão e Morte na Cruz, sejamos conduzidos à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

NA INTIMIDADE COM O MESTRE





Na solidão do silêncio e no espaço vazio, venho conversar conTigo, Senhor!Esta nudez do que acontece à minha volta, o desprendimento e amor à minha solidão, o afastamento providente dos apegos que Tu mesmo conduzes por graça da Tua misericórdia,levam-me a ter-Te só a Ti, Tu que és o dicernimento absoluto na conduta das almas para Ti.
Sinto-me como que uma árvora morta junto de Ti, que és a árvore de vida.Este barro se atira para as Tuas mãos para que continues a moldá-lo. Talvez queiras nele enxertar uma pequenina nascente de Tua Água e com ela lavar-me do estrume que impedE a transparência cristalina do Teu Amor purificante.Neste vale de lágrimas, permanecei em mim, sede a sala central desta Casa para que todas as outras divisões se desmoronem e só fiquemos nós.
Partilha comigo o Teu amor pelas almas nesta hora em que só desejo permanacer conTigo.
Num ímpeto de gratidão do Teu amor louco, que meu coração se lance para Ti, como a docilidade da bola que comando para a terra e para o céu.Se me enxertasses todo o meu ser com a docilidade do Teu amor , eu diria à montanha que se mudasse para o céu e eu poderia estar mais perto de Ti. Embora passageiro, tenho de estar conTigo na terra, não é?!...
Que Te ame muuuuito, querido Jesus. O Amor é obra da Tua loucura, e o sacrário a leva a toda a parte. Quero ser o teu sacrário NESTA HORA E NAS SEGUINTES.Amen

SALMO24-ORAÇÃO DE GRATIDÃO


SALMO 24-ORAÇÃO DE GRATIDÃO.
1Para vós, Senhor, elevo a minha alma.
2 Meu Deus, em vós confio: não seja eu confundido!
Não escarneçam de mim os meus inimigos!
3 Não, nenhum daqueles que esperam em Vós será confundido,
mas os pérfidos serão cobertos de vergonha!
4Senhor, mostrai-me os Vossos caminhos,
e ensinai-me as Vossas veredas.
5 Dirige-me na Vossa verdade e ensinai-me,
porque sois o Deus da minha salvação,
e em Vós eu espero sempre.
6 Lembrai~Vos, Senhor,das Vossas misericórdias
e das Vossas bondades, que são eternas.
7 Não Vos lembreis dos pecados da minha juventude
e dos meus delitos;
em nome da Vossa misericórdia,lembrai-Vos de mim.,
por causa da Vossa bondade, Senhor!
8 O Senhor é bom e recto,
por isso reconduz os extraviados ao caminho recto.
9 Dirige os humildes na justiça
ensina-lhes o Seu caminho.
10 Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade,
para aqueles que guardam a Sua aliança e os Seus preceitos.
11 Por amor do Vosso nome, Senhor,
perdoai o meu pecado, por maior que seja.
12Que acontece ao homem que teme o Senhor?
Deus ensina-lhe o caminho que deve escolher-
13Viverá na felicidade,
e a sua posteridade possuírá a terra.
14 O Senhor torna~se íntimo dos que o temem
e manifesta-lhe a sua aliança.
15 Os meus olhos estão sempre fixos no Senhor,
porque ele livrará dos laços os meus pés.
16 Olhai-me e tende piedade de mim
porque estou só e na miséria.
17 Aliviai as angústias do meu coração,
e livrai-me das aflições.
18 Vede a minha miséria e o meu sofrimento,
e perdoai todas as minhas faltas.
19 Vede os meus inimigos são muitos
e com ódio implacável me perseguem.
20 Defendei a minha alma e livrai-me;
não seja confundido por ter recorrido a Vós.
21 protejam-me a inocência e a integridade.
porque espero em Vós, Senhor
22 Ó Deus, livrai Israel de todas as suas angústias.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SANTO DO DIA-S.JÚLIO I-PAPA


O Martirológio Romano enumera nove santos e oito santas com esse nome e quase todos são mártires do primeiro século do cristianismo. Mas, hoje celebramos Júlio o primeiro Papa a tomar este nome e que dirigiu a Igreja desde o ano 337 até 352.

Júlio era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313. Esta liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral,e o arianismo, negando a divindade de Cristo.

Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente favoreceram os partidários do arianismo. O Papa Júlio I tomou a defesa e hospedou o patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinha expulsado da sede patriarcal.


São Júlio I
Papa
Século IV

O Papa Júlio I convocou dois sínodos de bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do Papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã.

O Papa Júlio I construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastévere, e três mandou construir nos cemitérios da via Flavinia, Aurélia e Portuense, respectivamente as igrejas de são Valentim, de São Calixto e de São Félix. Cuidou da organização eclesiástica, e da catequese catecumenal, ou seja dos adultos e mais velhos.

Ele morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar. Sua veneração começou entre os fiéis a partir do século VII. Suas relíquias, segundo a tradição, foram transladadas para a basílica de São Praxedes a pedido do Papa Pasqual I. O seu culto que já fora autorizado, refloresceu em 1505, quando do seu translado para a basílica da Santíssima Maria de Trastévere, em Roma.


São Júlio I - Papa... Rogai por nós

SÃO DANIEL COMBONI, ROGAI POR NÓS


Nasceu em 15 de março de 1831 em Limone, sul de Garda, Itália.

Educado no Instituto Padre Mazza em Verona, Itália. estudou teologia, medicina e várias línguas. Foi ordenado em 1854. Em seguida foi missionário no Sudão mas retornou em 1589 devido a problemas de saúde. Ensinou no Instituto Mazza de 1861 a 1864. Escreveu vários artigos enfatizando as necessidades de ajuda a África.
O seu trabalho foi utilizado no “Salve a África” que tratava os africanos como adultos que necessitavam de uma ajuda e não como crianças que necessitavam de condução e guia, o que era o que se pensava na época em quase toda a Europa.
Viajou pela Espanha, Inglaterra, Alemanha e Áustria em missões de coleta de fundos para referida ajuda a África.

Em 1867 em Verona ele fundou o “Instituto das Missões per la Nigrizia” para padres e irmãos e o Instituto delle Pie Madri para mulheres que desejassem trabalhar na África. Eles ficaram conhecidos com o Missionários Combonianos, e em 1894 passaram a ser a “Congregação dos Filhos do Sagrado Coração”.

São Daniel Comboni escreveu um trabalho para o 1° Concilio do Vaticano sobre a necessidade do envolvimento da Igreja na conversão dos africanos. Foi indicado Núncio Apostólico para Africa Central em 1872 cobrindo Núbia, Sudão e Egito, e ainda o território ao sul dos lagos com cerca de 100.000.000 de pessoas. Ele fundou missões em El-Obeid, em Khartoum , Berber, Delen e Malbes. Foi ainda Bispo titular de Claudiópolis e Bispo de Khartoum em 1877.

Ajudou a acabar com o tráfico de escravos na região. Traduziu trabalhos religiosos em vários dialetos africanos. Ele falava 6 línguas européias, árabe e vários dialetos africanos.

A Congregação Comboniana tem hoje cerca de padres, hospitais-escolas e orfanatos em 41 paises.

Ele faleceu em 10 de outubro de 1881 de causas naturais em Khartoum , Sudão.

Foi canonizado em 5 de outubro de 2003 pelo Para João Paulo II na Basílica de São Pedro em Roma.

Sua festa é celebrada no dia 10 de outubro.

O VALOR DO TEMPO



O VALOR DO TEMPO
1- Perguntem a um estudante que não passou nos finais do ano.
2-Perguntem à mãe com um filho esfomeado nos braços.
3-Perguntem ao director duma revista católica.
4-Perguntem aos namorados esperando um encontro.
5-Perguntem a quem perdeu o avião, o autocarro,o combóio.
6-Perguntem a quem espera uma condecoração.
7 Perguntem aos noivos no dia do casamento.
8-Perguntem a uma pessoa retida numa consulta médica.
9-Perguntem ao amigo sem poder reter as lágrimas do seu irmão.
1o-Perguntem a um mal julgado num tribunal.
11-Perguntem a um sinistrado dum acidente.
12-Perguntem à criança em vias de um aborto.
13-Perguntem a Jesus esperando a conversão do pecador.
14-Perguntem à Mãe do Céu que tanto sofre!
O tempo,individualista,avança sempre,
mas fica feliz se nós o valorizarmos
e pudermos partilhá-lo com os outros
.

domingo, 11 de abril de 2010

ORAÇÃO DO PADRE LYONNET


NO DOMINGO DA MISERICÓRDIA REZEMOS COM PADRE LYONNET
Cristo Jesus crucificado, ressuscitado, glorioso; só Tu és a verdade, a única realidade do mundo. Peço-Te que, para mim o fundamental é o Teu Evangelho, a Tua palavra, a Tua paz. O teu ideal, ó Cristo, é a única realidade!
Nada poderei fazer sem Ti; nada poderei oferecer aos homens sem Ti; nada quero dar aos homens para além de Ti porque a única coisa que eles procuram são "estas realidades"pois andam perdidos nas suas realidades que se evaporam como sombras. Que vergonha sou eu, Teu sacerdotese não estivesse sempre presente para lhes dizer que há uma só realidade que não passa, uma vida eterna, um amor infinito, uma pessoa divina, um homem Deus em que eles ficam divinizados! Tu, ó Cristo, és a Paz do mundo porque o reconcilias com o Pai celeste e dás às consciências a unidade, a pureza, a justiça, a caridade...
Ó Cristo, não quero ser outra coisa a não ser Tu; Sê tudo para mim; quero proclamar ao mundo o Teu amor eterno, o Teu amor crucificado e o Teu amor glorioso. Porque o homem foi feito para cantar e levar em si o AMOR!

DIVINA MISERICÓRDIA


quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Poesia - Divina Misericórdia

Do Céu mandou Deus Pai o Filho à Terra!
Vinha salvar quem estava perdido.
Andava o homem em constante guerra,
Porque comeu do fruto proibido...

O Senhor, que nos veio por Maria,
Por nós se ofereceu no altar da Cruz.
Veio a paz e surgiu a harmonia
E, no mundo, brilhou a Nova Luz.

Toda a Terra encontou Misericórdia,
E foi banhada no Sangue Divino...
A igreja jubilosa entoa este hino:

Honra e Glória ao Cordeiro Imolado!
Entrou hoje neste mundo a concórdia,
Com o Sangue saído do Seu Lado!...

Viseu, 28 de Agosto de 2006

Padre Manuel Henriques de Silva, C.M.
Postado por Mensageiro Misericórdia

ORAÇÕES DO CRISTÃO




"ORAÇÕES DO CRISTÃO:

O SINAL DA CRUZ: Pelo sinal + da Santa Cruz, livrai-nos, Deus + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

SALVE, RAINHA: Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva; a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria! Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das Promessas de Cristo. Amém.

AVE, MARIA: Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

PAI-NOSSO: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas; assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amém.

GLÓRIA AO PAI: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.

Oremos. Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ATO DE FÉ: Ó meu Deus, creio em vós, porque sois a Verdade eterna. Creio em tudo o que a Santa Igreja me ensina. Aumentai a minha fé!

ATO DE ESPERANÇA: Ó meu Deus, espero em vós, porque, sendo infinitamente poderoso e misericordioso, sois sempre fiel em vossas Promessas. Fortificai a minha esperança!

ATO DE AMOR: Ó meu Deus, eu vos amo de todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e amável. Por vosso amor amo também ao meu próximo. Inflamai o meu amor!

ATO DE CONTRIÇÃO: Senhor, eu me arrependo sinceramente do mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Reconheço que ofendi a Vós, meu Deus e Senhor, e prejudiquei o meu próximo. Prometo, ajudado pela vossa graça, não mais pecar e reparar o mal que pratiquei. Pela paixão e morte de Jesus, tende piedade de mim e perdoai-me. Amém.

— Pai, por vosso Filho Jesus, dai-nos o Espírito Santo. Amém.

ORAÇÃO PARA AS REFEIÇÕES:

ANTES: Abençoai-nos, Senhor, e a este alimento que vamos tomar, graças à vossa bondade. Pai Nosso…

DEPOIS: Nós vos agradecemos, Deus todo-poderoso, todos os benefícios que nos fizestes, especialmente este alimento que acabamos de tomar. Ave, Maria…

ORAÇÃO DA NOITE: Ó meu Deus, eu vos amo de todo o meu coração. Dou-vos graças por todos os benefícios que me fizestes, especialmente por me haverdes feito cristão e conservado durante este dia. Creio em vós. Espero em vós. Ofereço-vos tudo o que hoje fiz de bom e peço-vos que me livreis de todo o mal. (Exame de consciência.)

Reze três Ave-marias a Nossa Senhora, com a jaculatória: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!"

BIOGRAFIA DE SANTA GEMA GALGANI



Vida de uma Santa

Atrás de uma aparência normal se esconde uma Santa extraordinária. Uma mística em contínuo e afectuoso diálogo com Jesus. Uma contemplativa que reza com a simplicidade de uma moça e a profundidade de um teólogo. Supera as mais terríveis dificuldades deixando-se guiar pelo seu Anjo da Guarda. Desde moça mantém a alma cândida com a firme intenção de uma vida imaculada.

Gemma nasce em Borgonuovo de Casigliano (Lucca) no dia 12 de Março de 1878. Enquanto recebe a crésima na Igreja de S. Miguel em Foro, Jesus lhe pede o sacrifício da mãe. Aos 18 anos se opera ao pé sem anestesia e no dia de Natal do mesmo ano, faz o voto de castidade. Gemma fica orfã cedo,quase abandonada na maior miséria.

Já com 20 anos, Gemma não aceita uma proposta de casamento, por ser «toda de Jesus». Durante este ano fica curada milagrosamente de problemas na espinha e iniciam as experiências místicas. A chamam, na cidade, «a moçinha da graça».

Fala com o seu Anjo da Guarda e lhe da também encargos delicados, como aquele de entregar em Roma a correspondência ao seu director espiritual. «A carta, apenas terminada, a dou ao Anjo, ela escreve. Está aqui perto de mim que espera». E as cartas, misteriosamente, chegavam a destinação sem passar através do Correio do Reino.

Em Junho de 1899, Cristo lhe dá o dom das estigmas. No mesmo ano, durante a missão em S. Martino, Gemma conhece os padres Passionistas que a introduzem na casa Giannini. Acolhida como uma filha nesta casa devota e rica, conduz uma vida retirada entre casa e Igreja. Mas as manifestações da sua santidade superam os muros da casa patrícia. Faz conversões, prediz acontecimentos futuros, cai em êxtase. Na oração, sua sangue; no seu corpo, além dos sinais dos pregos, aparecem as chagas da flagelação. Aqui conhece Padre Germano que dirigirá as suas confidências.

Logo se vem a saber que as suas luvas pretas e a sua veste escura e estreita escondem os sigilos da Paixão. Estes estigmas se abrem, dolorosas e sanguinantes, toda semana, na véspera das sextas-feiras.

Diante dela os cientistas não conseguem esconder o embaraço. Até alguns directores espirituais não sabem como justificar a extraordinária moça: suspeitam de mistificação, falam de histerismo ou de sugestão, pedem provas, exigem obediência.

Somente ela, Gemma Galgani, no meio das dores físicas e às provas morais, não diz nada, ou melhor, diz sempre sim. Não pede nada, ou melhor, pede a Jesus para si, mais dores e para os outros pede a conversão e a salvação.

No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, "O quaderno dos meus pecados". No ano seguinte se oferece vítima ao Senhor para a salvação dos pecadores. Jesus a pede de fundar um mosteiro de clausura Passionista em Lucca. Gemma responde com entusiasmo. No mês de Setembro do mesmo ano se adoece gravemente. A sua vida é marcada profundamente da dor.

Começa o período mais escuro da sua vida. As consequências do pecado caem pesantemente sobre o seu corpo e sua alma. No ano 1903, era um Sábado Santo, Gemma Galgani morre aos 25 anos, devorada do mal, mas pedindo até o último momento ainda mais dor.

O Sumo Pontífice Pio X assina no ano 1903, o Decreto de fundação do Mosteiro Passionista em Lucca.

Em 1905 as irmãs de clausura Passionistas iniciam a sua presença em Luca, realizando o antigo desejo que Jesus tinha feito a Gemma.

Padre Germano, director espiritual de Gemma, escreve em 1907 a primeira biografia. Iniciam os processos canónicos para o reconhecimento da sua santidade.

No ano 1933 Pio XI inclui Gemma Galgani entre os Beatos da Igreja.

Serà Pio XII, no ano 1940 a elevar Gemma Galgani à gloria dos Santos e indicá-la modelo da Igreja universal pelas das virtudes cristãs.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ORAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO

SÃO MIGUEL ARCANJO,
DEFENDEI-NOS NOS COMBATES;
SEDE O NOSSO SOCORRO
CONTRA A MALÍCIA E INCÍDIAS DO DEMÓNIO.
EXERÇA DEUS SOBRE ELE O SEU DOMÍNIO
E VÓS, PRÍNCIPE DA MILÍCIA CELESTE,
PRECIPITAI NO INFERNO, PELA VIRTUDE DIVINA,
A SATANÁS E AOS OUTROS ESPÍRITOS MALIGNOS
QUE VAGUEIAM PELO MUNDO
NO INTUITO DE PERDER AS ALMAS. AMÉN.

SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS,
TENDE PIEDADE DE NÓS

A NOVA ERA

A NOVA ERA

D. Estêvão Tavares Bettencourt (osb)


A Nova Era ou New Age é um movimento que interpela constantemente o público com seus impressos e símbolos... Vejamos qual a sua mensagem.

Nome e origem da Nova Era

O nome é assaz sedutor. Decorre do fato de que o homem contemporâneo está decepcionado por tudo que tem experimentado no século XX: o otimismo derivado do progresso da ciência e da tecnologia foi duramente golpeado por duas guerras mundiais. Sobreveio uma relativa prosperidade no Ocidente Europeu e na América do Norte... Isso, porém, não bastou para responder aos anseios do homem ocidental, que, em meio ao progresso material, sentiu a necessidade de saber por que e para que vive, luta e sofre; a ciência, porém, não foi capaz de lhe responder.

O recurso às drogas também foi frustrador. Daí a procura de correntes "místicas", aptas a pôr o homem em contato com o mistério: ocultismo, teosofia, espiritismo, religiões orientais... Dessas fontes o homem contemporâneo espera algo de novo, que tome o lugar dos vetustos valores do século XX.

Registramos ainda a concepção (que a autêntica ciência ignora, mas que a astrologia, pretensa mística, professa) de que a era zodiacal do Peixe está para ceder à nova era, dita "do Aquário". Afirmam os astrólogos que sempre que o sol muda de sinal no Zodíaco, ocorrem mudanças radicais no setor da cultura humana, especialmente na religião. Assim, em 21 de março do ano 1° da era cristã, o sol teria entrado no signo zodiacal do Peixe e apareceu o cristianismo, cujo símbolo - dizem - é o Peixe.

Ora, afirmam os astrólogos (não os astrônomos): em breve o sol entrará no signo zodiacal do Aquário; começará, então, uma nova era, caracterizada pela fartura...

Fartura principalmente de doutrinas esotéricas, que terão no Evangelho de São João o "Evangelho do Aquário" (pois se diz que é essencialmente esotérico). O nome "Aquário" implicará numa efusão de graças e luzes sobre o mundo, como dizem.

Desaparecerá a religião cristã, e surgirá uma nova religião mundial, síntese das anteriores e promotora de amor, concórdia e felicidade. O retorno de Cristo inaugurará essa nova era; não, porém, o Cristo do Evangelho, mas o Cristo-Avatar (budista), que poderá ter o nome de "Maitreya".

O Movimento da Nova Era não é preparado por uma pessoa ou um grupo, mas por "suave conspiração" de muitas pessoas, que se sentem sufocadas por velhas instituições e moral antiquada e, por isso, propõem uma nova espiritualidade, rica de revelações de seres superiores. Todos os homens são convidados a entrar nessa "suave conspiração", para criarem juntos um mundo novo, pacífico e fraterno, como nenhuma outra instituição conseguiu realizar até hoje.

A "suave conspiração", já em curso, parece estar mobilizando milhões de pessoas, ligadas entre si pela aspiração à novidade, sem que tenham um chefe ou fundador propriamente dito, nem sede social, nem livro que defina suas doutrinas e nem um corpo de artigos que lhe dê estrutura.

Pode-se apenas dizer que o Movimento da Nova Era teve início na década de 70 na Califórnia, como conseqüência do vazio deixado pelos mitos do progresso e do consumimo e em virtude da sede de mística e valores transcendentais. Como primeiros referenciais do novo movimento, estavam as religiões orientais existentes nos Estados Unidos, difundindo a yoga, a meditação transcendental, o hare-krishna e as culturas alternativas: a dos hippies ou dos "filhos das flores", a dos psicodélicos, o esoterismo com seus segredos, as medicinas alternativas, o espiritismo ou a transcomunicação (com os mortos), o feminismo, o ecologismo, o pacifismo...

Como se vê, a Nova Era é um amálgama de idéias e movimentos diversos, de índole fortemente sincretista. Daí a dificuldade de defini-la com precisão. Não obstante, podemos assinalar algumas de suas notas mais típicas.

Características gerais

Indiquemos cinco notas distintivas do Movimento da Nova Era:

1. Holismo ou organicidade do universo
A física clássica de Newton tinha o universo na conta de imensa máquina, cujos elementos se mantêm em equilíbrio mediante interação constante. Ora, a Nova Era adota o modelo holístico, mais recente: o universo não constaria de partículas, mas de ondas de energia que constituem um todo (holon, em grego), como uma rede de ligações e de interdependências; quanto mais alguém aprofunda a realidade, dizem os holistas, tanto mais faz a experiência da unidade do todo. O homem seria parte desse todo, participando da vida orgânica do conjunto, sem poder sair dele como observador neutro ou sujeito independente. Em conseqüência, a Nova Era afirma que Deus e o mundo, o espírito e a matéria são uma imensa vibração energética onde todas as diferenças são apenas aparentes, e não reais.
2. Tônica nas religiões orientais
Embora seja sincretista, o Movimento da Nova Era prefere as teses das religiões orientais (que geralmente são panteístas) aos artigos da fé cristã. Isso bem se entende, visto que o cristianismo afirma a transcendência de Deus; Ele entra em diálogo com o homem, mas não é o homem. O cristianismo possui um credo definido, evitando o sincretismo religioso.
A Nova Era incita seus adeptos a fazerem experiências "transpessoais", segundo as quais o eu se dilata, de modo a se sentir uma coisa só com a energia cósmica; tais experiências possibilitariam ao homem entrar em contato com pessoas muito distantes, até com defuntos e seres extraterrestres. Tais experiências podem ser estimuladas pelo uso de drogas e pelo incentivo direto do cérebro (biofeedback).
Também são estimulantes das experiências mística da Nova Era a música, a dança e as artes em geral.
3. O channeling e o esoterismo gnóstico
Channeling (de channel, canal, em inglês) é a forma mais recente de espiritismo: o médium faz as vezes de channel: recebe mensagens não de defuntos, mas sim de entidades superiores (A divindade? Cristo? Fadas? O inconsciente coletivo?).
Com essa concepção se combinam resquícios do gnosticismo dos primeiros séculos: o homem possui uma centelha da divindade, que o torna familiar ao Todo Divino (que é o universo).
4. Terapêtica
O Movimento da Nova Era se dedica também ao tratamento das doenças do corpo e da alma, não mediante a medicina convencional, mas através do enfoque holístico, que recorre às terapias "suaves", como são a homeopatia e a acupuntura.
5. Otimismo
A perspectiva da Nova Era, de paz e felicidade, substitui a mentalidade derrotista de grande parte da humanidade contemporânea; daí o sucesso do movimento. Pode-se dizer que a expectativa de Nova Era corresponde à de um reino milenar de Cristo (milenarismo), apregoada por algumas correntes cristãs de nossos dias.
O Movimento da Nova Era fala do retorno de Cristo, tal como é anunciado pelo livro O Retorno de Cristo (1948), da sra. Alice Bailey, teosofista e ocultista inglesa que teria recebido revelações de um mestre desencarnado dito "o Tibetano". O Cristo da Nova Era, porém, não é o do Evangelho; é o Cristo dito "cósmico, o Cristo Energia, o Espírito Crístico Universal"...
Conclusão

Deve-se dizer que a mensagem do Movimento da Nova Era é, de ponta a ponta, contrária à mensagem cristã. Nega a transcendência de Deus, a distinção entre espírito e matéria, a existência do pecado, a divindade de Jesus Cristo, Deus feito homem... Cai no relativismo religioso, fazendo da religião uma atitude sentimental e cega, e não a adesão à verdade; ora, a perda de identidade da religião vem a ser o fim da mesma!


O PAPA FALA SOBRE A NOVA ERA

Palavras do Santo Padre o Papa João Paulo II aos Bispos norte-americanos em 28/5/93:

"As idéias do movimento `New Age' (Nova Era) conseguem, às vezes, insinuar-se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e deste modo influenciam até mesmo católicos praticantes que, talvez, não tenham consciência da incompatibilidade entre aquelas idéias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos para-religiosos dão pouca importância à Revelação; pelo contrário, procuram chegar a Deus mediante a inteligência e a experiência, baseadas em elementos provenientes da espiritualidade oriental ou de técnicas psicológicas. Tendem a relativizar a doutrina religiosa, em benefício de uma vaga visão mundial, expressa como sistema de mitos e de símbolos, mediante uma linguagem religiosa. Além disso, apresentam com freqüência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição cristã. Eles substituem a responsabilidade pessoal das próprias ações perante Deus por um sentido de dever em relação ao cosmo, opondo-se, assim, ao verdadeiro conceito de pecado e à necessidade de redenção por meio de Cristo."
Esse ensinamento do Papa foi explicado e comentado pelo Pe. Joãozinho, SCJ, em seu livro "Nova Era e Fé Cristã", Edições Loyola (com Imprimatur). Tudo isso é muito importante porque, como diz o Papa, essas idéias anti-Cristãs têm se infiltrado dentro da Igreja Católica. Especialmente no Brasil, como escreve o Pe. Joãozinho:

"Até mesmo algumas pessoas que já foram ligadas à Igreja Católica têm se apropriado do lucrativo filão de idéias da Nova Era. Uma dessas pessoas é o Pe. Lauro Trevisan, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Seus livros sempre mostraram tendências New Age. Ultimamente ele tem se tornado mais explícito e ousado [por exemplo, publicando o livro "Aquarius: A Nova Era Chegou"].
Lauro Trevisan adapta-se perfeitamente às três categorias de adeptos da Nova Era: militante, simpatizante e oportunista!
Em janeiro de 1991, Trevisan promoveu o Congresso Internacional do Poder da Mente. O evento foi chamado de "Festinvita". Seu grande lema: "A Nova Era Chegou!" Esse congresso repete-se todos os anos em janeiro, com grande afluência de esotéricos do mundo inteiro. Usando e abusando do título de padre, Lauro Trevisan atrai e confunde muitos cristãos que não estão bastante seguros da doutrina católica. É necessário esclarecer que Lauro Trevisan está totalmente à margem das atividades oficiais da Igreja Católica. Suas publicações não são autorizadas. Já foi advertido diversas vezes, mas preferiu manter-se como bem-sucedido empresário da Nova Era."
Também o Bispo Dom Orlando Brandes, da Diocese de Joinville, em um ensino aos coordenadores de catequese sobre a Nova Era, em 23/11/95, disse que Lauro Trevisan não é cristão, e usa o que é católico para levar os católicos à Nova Era.

Lauro Trevisan e outros falsos profetas, como lobos em pele de cordeiro, divulgam essas doutrinas que o Papa diz ser "incompatíveis com a fé da Igreja". Divulgam, principalmente, a teoria de que nossa mente teria um "poder infinito", ou seja, que nós somos potencialmente onipotentes, todo-poderosos, como Deus. É a antiga tentação da serpente: "Vossos olhos se abrirão e sereis como deuses." (Gn 3,5).

A Nova Era, portanto, leva o homem a idolatrar a si mesmo e a cultuar "mestres cósmicos" e outros seres e forças misteriosas. Parece muito semelhante ao que ensina o Catecismo:

"Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o `mistério da iniqüidade' sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente aos seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne." (675).
Contra essa forte corrente anti-Cristã, Pe. Joãozinho nos propõe esta oração:

REFÚGIO EM MARIA

Mãe querida,
pedimos o vosso auxílio, refúgio e proteção.
No limiar do terceiro milênio,
aparece outra serpente
com sua proposta sedutora.
Ela quer nos enganar e ferir.
Ajudai-nos a "esmagar sua cabeça" (Gn 3,15)
e desmascarar suas armadilhas.
Intercedei por nós junto ao vosso Filho.
Alcançai-nos os dons da salvação eterna.
Mãe de misericórdia,
olhai para vossos filhos
gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Conduzi-nos seguros
no Caminho, Verdade e Vida
de Nosso Senhor, Jesus Cristo.
Amém

DOMINGO DA MISERICÓRDIA


PAPA FAZ APELOS AOS CRISTÃOS


Na audiência geral de ontem no Vaticano
Papa faz apelos aos cristãos


Bento XVI disse ontem que os cristãos têm de ser “verdadeiras testemunhas” da ressurreição de Jesus, contra o sofrimento, a violência e as incompreensões que atingem o mundo actual.
O Papa falava perante cerca de 40 mil peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a primeira audiência geral depois da Páscoa.
“Seremos de Cristo quando deixarmos transparecer em nós o prodígio do seu amor; quando, nas nossas palavras e gestos em plena conformidade com o Evangelho, for possível reconhecer a presença do próprio Jesus”, disse, em português.
Bento XVI deixou votos de que a Páscoa seja para os cristãos “uma ocasião propicia para se tornarem testemunhas entusiastas e corajosas da fé”, convidando a traduzir essa convicção em “boas acções”.
O Papa encontra-se na residência pontifícia de Castel Gandolfo, para um breve período de repouso após as celebrações da Semana Santa e da Páscoa, e deslocou-se de helicóptero para o Vaticano.
Na sua catequese, Bento XVI defendeu a verdade da “ressurreição de Cristo”, “um evento tão extraordinário que muitas das suas dimensões escapam à nossa capacidade humana, mas ao mesmo tempo é um facto histórico, real, testemunhado, documentado”
“É a «boa nova» que a Igreja transmite desde o seu início e da qual cada um de nós é chamado a ser testemunha entusiasta e corajosa”, assinalou.
O Papa falou da ressurreição como “o acto mais poderoso de Deus na história”.
No final do encontro, Bento XVI dirigiu aos peregrinos “vindos de Lisboa e demais localidades de língua portuguesa”, uma “ saudação amiga”, com votos de “continuação de santa Páscoa”.
“Que o Ressuscitado seja sempre o centro da vossa fé, a fonte da vossa esperança e o dinamismo ardente da vossa caridade”, acrescentou.
O Papa deixou uma saudação especial em russo, sublinhando que neste ano se celebrou em conjunto a solenidade da Páscoa, entre católicos e ortodoxos.
Esta coincidência, disse, deve ser “ocasião de uma fraternidade renovada e de uma colaboração cada vez mais intensa na verdade e na caridade”.
Entretanto Bento XVI espera que os cristãos de todo o mundo sejam “mensageiros” da ressurreição e da “caridade de Cristo”, testemunhando a sua fé sem medo.
“Não tenhamos medo de testemunhar que Jesus está vivo e presente entre nós”, assinalou.
Na segunda-feira de Páscoa, feriado em Itália, o Papa encontrou-se com os peregrinos na residência pontifícia de Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.
“Como Jesus anunciou o amor de Deus Pai, também nós devemos ser anunciadores da caridade de Cristo”, disse aos presentes.
Partindo da expressão “segunda-feira do Anjo”, utilizada em Itália para designar este dia, Bento XVI destacou que “todos os evangelistas precisam que, quando as mulheres foram ao sepulcro, encontrando-o aberto e vazio, foi um anjo que lhes anunciou que Jesus tinha ressuscitado”.
Na saudação em espanhol, o Papa apelou a viver a fé com alegria e coerência, na certeza da “presença amorosa” do Ressuscitado, que “acompanha o caminho da Igreja e a sustenta nas suas dificuldades
Entretanto o decano do Colégio dos Cardeais, D. Angelo Sodano, afirmou que "as faltas e os erros dos padres”, nos casos de pedofilia, são usados como “armas” contra a Igreja Católica.
Em entrevista ao jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, o antigo Secretário de Estado manifestou a Bento XVI a solidariedade dos católicos no início da Missa do Domingo de Páscoa, no Vaticano.
Nas declarações ao quotidiano do Vaticano, o Cardeal Sodano diz que “por detrás dos injustos ataques ao Papa estão visões da família e da vida contrárias ao Evangelho

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SACRAMENTO DA SANTA UNÇÃO



Unção dos enfermos

É um sacramento desejado para quem está gravemente enfermo, para quem a morte é inevitavél. Nestes casos não devemos limitar o doente somente aos cuidados do corpo, devemos também nos preocupar com os cuidados e fraquezas da alma que lhes comporta depois de tantos anos em sofrimento terrestre, são estes que necessitam de ser perdoados ao ùltimo suspiro de vida.
Se a doença é grave e deixa prever o desenlace final, devemos incentivar e devemos falar ao doente da conveniência ou necessidade de chamar o sacerdote, para com calma pôr em ordem os negócios da alma e receber o ùltimo dos Santos Sacramentos que tanto alívio dá aos pobres doentes.

Nós verdadeiros Cristãos e verdadeiros portadores da Palavra de Deus, devemos saber receber de braços abertos este Sacramento. É um dos preconceitos mais perniciosos e diabólicos que aponta a visita do sacerdote nesse momento como agouro de morte. O católico verdadeiro, também no leito de morte, não se assusta com a visita do sacerdote. Pelo contrário, é uma das visitas mais agradáveis. Pois, lhe trará a paz interior que necessita para poder partir tranquilhamente para o Pai.

Caminhemos para a vida eterna. Amem.



SAGRADA COMUNHÃO




Quem comunga animado de um grande desejo de se unir a Jesus despresa tudo o que não é digno de suas afeições divinizadas. Domina tudo que é terreno, e nisto consiste o verdadeiro poder.É que a Comunhão faz a alma elevar-se a Deus. A oração se define uma ascensão de nossa alma a Deus.
Mas que é a oração comparada com a comunhão?
Quanto essa elevação de pensamentos,de desejos, se distancia da ascensão sacramental em que Jesus nos eleva com Ele até o seio de Deus!

A águia, para ensinar os filhos a voar nas mais altas regiões, apresenta-lhes o alimento colocando-se muito acima deles, elevando-se sempre mais à medida que eles se aproximam, até fazê-los subir insensivelmente aos astros.

Assim Jesus, a Aguia divina, vem ao nosso encontro,trazendo-nos o alimento de que temos necessidade,e,logo em seguida , eleva-se convidando-nos a segui-LO.
Enche-nos de doçuras a fim de nos fazer desejar a felicidade do Céu.

A Comunhão nos prepara, portanto, para o Céu.

Que grande graça morrer após a recepção do Santo Viático!
Peçamos muitas vezes esta graça de receber a
Santa Comunhão antes de morrer.

ESCRITOS DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD.
DO LIVRO FLORÊS DA EUCARISTIA

quarta-feira, 7 de abril de 2010

SANTA UNÇÃO-PROCLAMAÇÃO DA VIDA ETERNA

2- O Dom da Vida Eterna
Celebrar o sacramento da Santa Unção é proclamar a vitória da Vida eterna.
A Vida eterna não é uma realidade que apenas será real após a morte.
É importante que os enfermos que celebram o sacramento da Santa Unção entendam que a vida eterna já está a emergir no seu íntimo.
Após o acontecimento da Encarnação, o divino enxertou-se no humano, a fim de a vida eterna começar a emergir nele já agora.
A Divindade não é uma realidade histórica, mas é uma comunidade de três pessoas empenhadas na História do Homem.
Na sua ternura infinita e difusiva, Deus quis que a Humanidade tivesse parte na festa da vida eterna.
A plenitude desta vida acontece após a morte mas já está em marcha no processo histórico da humanização.
A vida eterna na história está a acontecer como divinização do ser humano na medida em que esta se humaniza.
O Novo Testamento usa expressões muito sugestivas para falar da dádiva gratuita da vida eterna:
“Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho revele a tua glória.
Tu, Pai, deste ao teu Filho poder sobre toda a Humanidade, a fim de ele dar a vida eterna a todos os que lhe entregaste.
Pai Santo, a Vida Eterna consiste em conhecer-te, Pai, como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” (Jo 17, 1-3).

São Paulo diz que a vida eterna é o grande dom que Deus oferece em Cristo, nesta fase da plenitude dos tempos:
“O salário do pecado é a morte, mas a vida eterna é o dom gratuito que vem de Deus por Cristo, Senhor nosso” (Rm 6, 23).

Na Carta a Tito, São Paulo diz que é o mensageiro enviado aos homens, a fim destes conhecerem a verdade da vida eterna:

“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, em ordem à fé dos eleitos de Deus e ao conhecimento da verdade, que conduz à piedade.
Assim é fortalecida a esperança na vida eterna, prometida desde os tempos antigos pelo Deus que não mente.
Este mistério foi manifestado no devido tempo pela pregação da qual fui incumbido por mandato de Deus, nosso Salvador” (Tit 1, 1-3).
Além disso, acrescenta São Paulo, a vida eterna é um dom totalmente gratuito que Deus nos proporciona mediante a acção do Espírito Santo:
“Mas quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com a Humanidade, ele salvou-nos.
Esta salvação não é devida às obras de justiça que tenhamos praticado, mas sim à sua misericórdia, através de um novo nascimento e renovação mediante o Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador.
Deste modo, uma vez justificados pela sua graça, vamo-nos tornando herdeiros da vida eterna que já vivemos na esperança” (Tit 3, 4-7).

A vida eterna é a Festa da Família de Deus, onde a Ternura Maternal de Deus, o Espírito Santo, é o princípio que enche o coração de todas as pessoas e anima as relações de comunhão entre Deus e os seres humanos.
O livro do Apocalipse descreve de modo maravilhoso a dinâmica amorosa da vida eterna:
“Vi então um Novo Céu e uma Nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia.
E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, já preparada, qual noiva adornada para o seu esposo.
Depois ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia:

“Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com os seres humanos e estes serão o seu povo. Deus estará com eles e será o seu Deus.
Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos.
Não haverá mais morte,Nem luto,
Nem pranto, Nem dor,

Pois as primeiras coisas passaram”.
O que estava sentado no trono disse:
“Eu renovo todas as coisas!”
E acrescentou:
“Escreve, porque estas palavras são dignas de fé, pois são verdadeiras”.
“É verdade:
Eu sou o Alfa e o Ómega,
O Princípio e o Fim!

Ao que tiver sede eu lhe darei a beber gratuitamente da nascente da Água da Vida.
O que vencer receberá estas coisas como herança e Eu serei o seu Deus e ele será o meu filho!” (Apc 21, 1-7).

Como vemos, a vida eterna é uma realidade relacional e orgânica.
Ninguém possui a vida eterna de modo isolado. Nem Deus, pois a divindade é uma comunhão orgânica de três pessoas.
O Espírito Santo, como ternura maternal de Deus é o princípio animador das relações e da comunhão orgânica que constitui a vida eterna.
A vida eterna emerge no coração de cada pessoa à medida em que esta se vai realizando na vida presente.
De facto, Deus assume e diviniza a pessoa humana na medida em que esta se humaniza, isto é, na medida em que esta emerge como ser espiritual capaz de interacção amorosa.

O evangelho de São João diz que a Encarnação é o princípio da vida eterna:
“Mas aos que receberam o Verbo, aos que crêem nele, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram dos laços do sangue.
Também não nasceram de um impulso da carne nem da vontade do homem, mas sim de Deus.

E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós.
Nós vimos a sua glória, essa glória que ele possui como Filho unigénito do Pai, cheio de Graça e Verdade” (Jo 1, 12-14).
A vida eterna implica, portanto, a incorporação na Família de Deus que tem como resultado a divinização da pessoa humana.
Por outras palavras, a matéria-prima a ser divinizada é o resultado da humanização de cada pessoa.
A lei da humanização é um processo histórico que assenta sobre dois pólos: o pessoal e o sócio-cultural.
A nível pessoal a humanização acontece como emergência espiritual mediante relações de amor e convergência para a comunhão humana universal.
A nível sócio-cultural a humanização acontece como realidade étnica e cultural:
Implica a emergência livre das diferenças rácicas, linguísticas, culturais e convergência para a edificação da paz e da fraternidade universal.
A vida eterna é um dom gratuito de Deus que implica a divinização, isto é, uma interacção de tipo familiar com as pessoas divinas.
Isto significa, portanto, que a vida eterna é algo que já está em marcha na vida presente.
Viver a vida eterna, diz a Primeira Carta de São João, é viver o amor aos irmãos, o único caminho que conduz à comunhão com Deus:

“Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte.
Todo o que tem ódio ao seu irmão é um homicida e vós bem sabeis que nenhum homicida tem dentro de si a vida eterna” (1 Jo 3, 14-15).

Depois acrescenta que a vida eterna é realmente um dom que Deus nos concede e não algo que nós possamos ter isoladamente.
Ninguém pode possuir a vida eterna sem o dom que nos vem de Deus através de Jesus ressuscitado.
Esse dom é o Espírito Santo:
“ É este o testemunho: Deus deu-nos a vida eterna, e esta vida está no seu Filho.
Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o filho não tem a vida” (1 Jo 5, 11-12).
A vida eterna, por ser pessoal, define-se pela qualidade das suas relações amorosas.
A vida eterna e a morte eterna dependem da atitude da pessoa perante o amor, enquanto vive na história

A NOVA CRIATURA PELO BAPTISMO


“Banhados em Cristo, somos uma nova criatura,
as coisas antigas já se passaram,
somos nascidos de novo, aleluia, aleluia!”.

O batismo nos insere no mistério de Cristo morto e ressuscitado. Cada batizado é chamado a seguir Jesus Cristo e a conformar a própria vida a dele, caminhando sempre na novidade de vida (cf. Rm 6,4). A experiência íntima com o Cristo pascal, cresce, desenvolve-se e se consolida, participando da eucaristia, na qual, cada batizado se une com Cristo na oferta da própria vida ao Pai mediante o Espírito. A vida cristã é fundamentalmente vida em Cristo pelo dom do Espírito,
fruto da Páscoa.

Ser espiritual significa viver segundo o Espírito de Deus. A espiritualidade tem a ver com tudo o que somos e fazemos, segundo o Espírito. O Espírito acende em nós o amor, a paixão por Jesus Cristo e nos leva a pautar toda a nossa vida pela intimidade com ele. “A espiritualidade cristã, que é o seguimento de Jesus, se alimenta de uma verdadeira paixão por Ele, de uma amizade singular (...) de uma compenetração intimíssima, comunhão mesmo”.1

Embora vivamos em tudo segundo o Espírito de Deus, podemos ter momentos específicos para alimentar a vida espiritual.

De acordo com a tradição mais antiga da Igreja, a vida espiritual é ancorada na participação na liturgia. Na liturgia o tempo cronológico é transformado em tempo de Deus – Kairológico. Tempo da ação de Deus, que sempre agiu em favor do seu povo.

Ao fazermos memória da páscoa do Senhor, participamos de seu mistério de morte e ressurreição. Em outras palavras, fazer a memória do Cristo é participar; é entrar em comunhão com o seu corpo (tornar um só corpo com Ele e com os irmãos); é participar do seu destino; é participar da ressurreição na vida que brota da sua entrega. Quando nos reunimos para celebrar o mistério de Cristo, Ele mesmo, por seu Espírito, nos vai moldando à sua estatura, porque assume nossa vida em seu mistério (cf. At 20,7-12).


O caminho de configuração com Cristo se dá pouco a pouco, no itinerário pedagógico-espiritual que o ano litúrgico proporciona. Durante o ano litúrgico, que tem como eixo e fundamento a páscoa, vamos progressivamente inserindo-nos no mistério pascal de Jesus Cristo. “Trata-se da recriação de nosso eu, adquirindo a forma de Jesus Cristo ressuscitado, segundo o Espírito de Deus. É processo lento e sofrido, e ao mesmo tempo alegre e esperançoso, que deverá durar até a nossa morte. Perfazendo seu próprio caminho pascal, cada pessoa está ao mesmo tempo participando e colaborando na páscoa de todo o tecido social, de toda a realidade cósmica (Cf. Rm, 8, 18-25), até à plena comunhão, quando Deus será tudo em todos (Cf. 1Cor 15,28)”.2

A celebração litúrgica repercute na vida e a vida é celebrada. Celebração e vida estão intimamente ligadas.

Como seguidores de Jesus Cristo progressivamente nos tornamos uma coisa só com ele. É um processo, como dissemos acima, que atinge todo o universo e que se dá concretamente no cotidiano da nossa história. Cristo, embora tenha passado pela morte, venceu-a. Nós também venceremos. Acreditemos na vida

terça-feira, 6 de abril de 2010

ORAÇÃO DO PADRE ZEZINHO

Padre Zezinho
Composição: Padre Zezinho

Que nenhuma família comece em qualquer de repente
Que nenhuma família termine por falta de amor
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador!

Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte
Que eles vivam do ontem, do hoje, e em função de um depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

Que marido e mulher tenham força de amar sem medida
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão
Que as crianças aprendam no colo, o sentido da vida
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão!

Que marido e mulher não se traiam, nem traiam seus filhos!
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois!
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho,
seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois!

Que a família comece e termine sabendo onde vai
E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai
Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
E que os filhos conheçam a força que brota do amor!

Abençoa, Senhor, as famílias! Amém!
Abençoa, Senhor, a minha também (bis)

PENSAMENTOS DO ESCRITOR COELHO NETO


1-As noites são velhinhas que passam sob mantilhas negras, com rosários de estrelas, rezando. As noites agitadas são como velhos loucos, sob tormenta desencadeada, bradando imprecações.
2- Os passarinhos deviam cantar à noite, para alegria da alma. Assim como há constelações para regalo dos olhos, assim havia de haver galreios para encanto dos ouvidos.
3- As lufadas de vento em velhinhos são como toques em rosas que já viveram um dia. Podem desfolhar e morrer.
4- As estrelas, dantes eram para quem as fitava, como iluminárias num jardim em dias de noivados.Hoje são como círios de uma procissão de mortos. Não foi a Natureza que mudou. Fomos nós que envelhecemos
5- O hortelão vive do que planta. O efémero brota depressa- dá o pão e morre. As árvores só darão fruto e sombra, passados anos. Planta florestas.
6-A noite não é o enterro das horas mas o mistério do nascimento de novas vidas.O ar que nela circula traz aos dias recados das flores.
7- A morte é o princípio da Vida como o Nada é o princípio do Tudo.
8- O trabalho sem inspiração é como noivado sem amor.
9- A imaginação é uma ave que vôa, corre os ares, vai à floresta, ao silvado, banha-se nas águas frias das fontes, rios e mares, na claridade quente do sol, adormece no horizonte e descansa na noite.
10- Disse bem quem comparou a vida a uma montanha. A glória e a pureza estão no cimo; no sopé está o tremedal dos crimes, seduções, miragens, enganos e decisões. Na base as raízes da ventura, esperança e caminho da vida.
11-O nome, na hora da morte, não vai com o cadáver.Fica à tona da sepultura, flutuando em brilho ou em mácula.
12-O túmulo não é um presídio que se fecha com uma chave. Sela-se com o sinete de eternidade.
Cada segundo que se escôa na vida, será um avanço para a liberdade ou paragem no caminho da noite

segunda-feira, 5 de abril de 2010

AMOR DE SANTOS


Pietrelcina, grande homem, grande servo de Deus. Foi pela humildade que ele chegou a santidade e é esse o caminho que também nós devemos trilhar. Os passos de Deus se fazem pequenos e se voltam a nós para que possamos enxergar a vida eterna. São Pio, a partir de hoje é padroeiro desse blog que pretende ser o menor dos menores.

Somos pequenos servos diante da grandeza de Deus e é reconhecendo nossa pobreza e pequenez que podemos ser exaltados pelo Pai. Que nós possamos, a exemplo do Santo Padre Pio de Pietrelcina buscar incessantemente a vida eterna, doando a nossa vida sempre em favor do nosso semelhante.

ORAÇÃO DE SÃO PIO DE PIETRELCINA

“Jesus, Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte. Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor, seja-me concedido expirar contigo no Calvário, para subir contigo à glória eterna; Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições, para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim. Jesus, Que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade, todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra; uno tudo a Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas a fim de que colabore contigo para a minha salvação e para fugir de todo o pecado - causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte. Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado. Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores. Aperta-me fortemente a Ti, de maneira tão estreita e tão suave, que eu jamais Te abandone nas Tuas dores. Amém!” (Padre Pio de Pietrelcina)



Senhor Jesus

"Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor." (Fp 2,9-11). Sacratíssimo Coração de Jesus, faz seu imenso amor transbordar em mim!


PENSAMENTOS


Em defesa da Igreja
"Em tudo me sujeito ao que professa a Santa Igreja Católica Romana, em cuja fé vivo, afirmo viver e prometo viver e morrer" (Santa Teresa D'Ávila).

“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece” (São João Crisóstomo).

“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra” (São Cipriano).

“Roma locuta, causa finita - Roma falou; encerrada a questão” (Santo Agostinho).

“ ‘Há um caminho real’, que é a Igreja católica, e uma só senda da verdade. Toda heresia, pelo contrário, tendo deixado uma vez o caminho real, desviando-se para a direita ou para a esquerda, e abandonada a si mesma por algum tempo, cada vez mais se afunda em erros. Eia, pois, servos de Deus e filhos da Igreja santa de Deus, que conheceis a regra segura da fé, não deixeis que vozes estranhas vos apartem dela nem que vos confundam as pretensões das erroneamente chamadas ciências” (Santo Epifânio)

SAGRADA ESCRITURA-PROVÉRBIOS 6,16-19

16 Seis coisas há que o Senhor odeia
e uma sétima que é para ele uma abominação:
17 olhos altivos, lingua mentirosa,
mãos que derramam sangue inocente,
18 um coração que maquina
projectos preversos,
pés pressurosos em correr para o mal,
19 um falso testemunho
que profere mentiras
e aquele que semeia discórdias entre irmãos.

PROFISSÃO DE FÉ


Creio em um só Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apóstolica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e vida do mundo que há de vir.
Amém.

2ª FEIRA DE PÁSCOA





S. Nicolau Cabasilas (cerca 1320-1363), teólogo laico grego


A Vida em Cristo, IV, 6-8

«Se alguém me ama..., meu Pai amá-lo-á, e habitaremos nele»


A promessa vinculada à mesa eucarística faz-nos habitar em Cristo e Cristo em nós, porque está escrito: «Permanece em Mim e Eu nele» (Jo 6,56). Se Cristo habita em nós, de que necessitaremos? O que nos poderá faltar? Se permanecemos em Cristo, que mais poderemos desejar? Ele é ao mesmo tempo nosso hóspede e nossa morada. Nós somos felizes por sermos sua habitação! Que alegria em sermos nós próprios a morada de um tal hóspede! Que bem poderia faltar aos que ele trata deste modo? Que teriam eles de comum com o mal, os que resplandecem numa tal luz? Que mal poderia resistir a tanto bem? Mais ninguém pode morar em nós ou vir assaltar-nos quando Cristo se une a nós deste modo. Ele rodeia-nos e penetra o mais profundo de nós mesmos; ele é a nossa protecção, o nosso refúgio; ele encerra-nos de todos os lados. Ele é nossa morada, e é o hóspede que enche toda a sua casa.


Porque nós não recebemos uma parte dele mas ele próprio, não um raio de luz mas o sol..., a ponto de formar com ele um só espírito (1Cor 6,17) ... A nossa alma está unida à sua alma, o nosso corpo ao seu corpo e o nosso sangue ao seu sangue... Como disse S. Paulo: «O nosso ser mortal é absorvido pela vida» (2Cor 5,4) e «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2,20).

ALELUIA!


domingo, 4 de abril de 2010

SANTO ISIDORO VENERADO HOJE


Santo Isidoro



O santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo.

Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo ficou aos cuidados dos irmãos, que recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus.

Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso.

No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor.

Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas.

Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo

MENSAGEM DO SANTO PADRE BENTO XVI


O mundo de hoje precisa da salvação do Evangelho - lembrou Bento XVI na Mensagem "Urbi et Orbi"
“Uma Páscoa feliz com Cristo Ressuscitado.”

Os votos de Santa Páscoa 2010, expressos por Bento XVI na nossa língua, no final da solene celebração eucarística, na Praça de São Pedro, e após a Mensagem dirigida a todo o mundo da varanda central da basílica.

“A Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade!” “A Ressurreição de Cristo é uma nova criação… um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, deslocando-a definitivamente para o lado do bem, da vida, do perdão. Estamos livres, estamos salvos. Por isso exultamos do mais íntimo do coração: ‘Cantemos ao Senhor, verdadeiramente glorioso!”

Palavras da solene mensagem do Papa “Urbi et Orbi”, à Cidade de Roma e ao mundo, nesta Páscoa 2010, partindo da antífona litúrgica que ecoa o antiquíssimo hino de louvor dos judeus após a travessia do Mar Vermelho.

“Sim, irmãos, a Páscoa é a verdadeira salvação da humanidade! Se Cristo – o Cordeiro de Deus – não tivesse derramado o seu Sangue por nós, não teríamos qualquer esperança, o destino nosso e do mundo inteiro seria inevitavelmente a morte. Mas a Páscoa inverteu a tendência: a Ressurreição de Cristo é uma nova criação, como um enxerto que pode regenerar toda a planta. É um acontecimento que modificou a orientação profunda da história, fazendo-a pender de uma vez por todas para o lado do bem, da vida, do perdão. Estamos livres, estamos salvos!”

“Saído das águas do baptismo (prosseguiu o Papa), o povo cristão é enviado a todo o mundo a testemunhar esta salvação, a levar a todos o fruto da Páscoa, que consiste numa vida nova, libertada do pecado e restituída à sua beleza originária, à sua bondade e verdade”.

“A Igreja é o povo do êxodo, porque vive constantemente o mistério pascal e difunde a sua força renovadora em cada tempo e lugar. Também nos nossos dias a humanidade tem necessidade de um êxodo, não de ajustamentos superficiais, mas de uma conversão espiritual e moral”.

A humanidade – insistiu o Papa - “tem necessidade da salvação do Evangelho, para sair da crise que é profunda e como tal exige profundas mudanças, a partir das consciências”. E a partir daqui, na sua Mensagem pascal “Urbi et Orbi”, Bento XVI lançou o olhar sobre variadas situações do mundo, que bem carecem da “salvação do Evangelho”, formulando-as como intenções de oração. A começar pelo Médio Oriente.

“Ao Senhor Jesus peço que no Médio Oriente e de modo particular na Terra santificada pela sua morte e ressurreição, os Povos realizem um verdadeiro e definitivo «êxodo» da guerra e da violência para a paz e a concórdia.

Às comunidades cristãs que conhecem provações e sofrimentos, especialmente no Iraque, repita o Ressuscitado a frase cheia de consolação e encorajamento que dirigiu aos Apóstolos no Cenáculo: «A paz esteja convosco!» (Jo 20,21)”.

Do Médio Oriente, o Santo Padre dirigiu o olhar à América Latina, sem esquecer o Haiti e o Chile…

“Para os países da América Latina e do Caribe que experimentam uma perigosa recrudescência de crimes ligados ao narcotráfico, a Páscoa de Cristo conceda a vitória da convivência pacífica e do respeito pelo bem comum.

A dilecta população do Haiti, devastado pela enorme tragédia do terramoto, realize o seu «êxodo» do luto e do desânimo para uma nova esperança, com o apoio da solidariedade internacional.
Os amados cidadãos chilenos, prostrados por outra grave catástrofe mas sustentados pela fé, enfrentem com tenacidade a obra de reconstrução.”

Neste elenco de situações do mundo, que clamam pela salvação que vem do Senhor ressuscitado, o Papa referiu depois a África, e as regiões a braços com o terrorismo e a perseguição religiosa:

“Na força de Jesus ressuscitado, ponha-se fim em África aos conflitos que continuam a provocar destruição e sofrimentos e chegue-se àquela paz e reconciliação que são garantias de desenvolvimento.

De modo particular confio ao Senhor o futuro da República Democrática do Congo, da Guiné e da Nigéria.”
O Ressuscitado ampare os cristãos que, pela sua fé, sofrem a perseguição e até a morte, como no Paquistão.
Aos países assolados pelo terrorismo e pelas discriminações sociais ou religiosas, conceda Ele a força de começar percursos de diálogo e serena convivência.”

Não ficou esquecida a crise económico social que abala o mundo e as variadas formas de uma difusa “cultura de morte”.

“Aos responsáveis de todas as Nações, a Páscoa de Cristo traga luz e força para que a actividade económica e financeira seja finalmente orientada segundo critérios de verdade, justiça e ajuda fraterna.

A força salvífica da ressurreição de Cristo invada a humanidade inteira, para que esta supere as múltiplas e trágicas expressões de uma «cultura de morte» que tende a difundir-se, para edificar um futuro de amor e verdade no qual toda a vida humana seja respeitada e acolhida.”

Bento XVI concluiu a Mensagem “Urbi et Orbi” recordando que “a Páscoa não efectua qualquer magia”. Mesmo após a Ressurreição, a Igreja encontra sempre a história com as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias”. Mas “esta história mudou, está marcada por uma aliança nova e eterna, está realmente aberta ao futuro”. “Salvos na esperança, prosseguimos a nossa peregrinação, levando no coração o cântico antigo e sempre novo: «Cantemos ao Senhor: é verdadeiramente glorioso!»

(Fonte: site Radio Vaticana)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DOMINGO,3 DE ABRIL DE 2005




CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA EM SUFRÁGIO
DE SUA SANTIDADE JOÃO PAULO II

REGINA CAELI

Solenidade da Divina Misericórdia
Domingo, 3 de Abril de 2005




Caríssimos Irmãos e Irmãs!

1. Hoje ressoa igualmente o alegre Aleluia da Páscoa. A hodierna página do Evangelho de João sublinha que o Ressuscitado, na tarde daquele dia, apareceu aos Apóstolos e "mostrou-lhes as mãos e o lado" (Jo 20, 20), isto é, os sinais da dolorosa paixão impressos de modo indeléveis no seu corpo mesmo depois da ressurreição. Aquelas chagas gloriosas, que oito dias depois fez o incrédulo Tomé tocar, revelando a misericórdia de Deus que "tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito" (Jo 3, 16).

Este mistério da morte está no centro da hodierna liturgia do Domingo in Albis, dedicado ao culto da Divina Misericórdia.

2. À humanidade, que no momento parece desfalecida e dominada pelo poder do mal, do egoísmo e do medo, o Senhor ressuscitado oferece como dom o seu amor que perdoa, reconcilia e abre novamente o ânimo à esperança. Quanta necessidade tem o mundo de compreender e de acolher a Divina Misericórdia!

Senhor, que com a tua morte e ressurreição revelas o amor do Pai, nós cremos em Ti e com confiança te repetimos no dia de hoje: Jesus eu confio em Ti, tem misericórdia de nós e do mundo inteiro.

3. A solenidade litúrgica da Anunciação, que celebraremos amanhã, nos leva a contemplar com os olhos de Maria, o imenso mistério deste amor misericordioso que sai do Coração de Cristo.

Ajudados por Ela, possamos compreender o sentido verdadeiro da alegria pascal, que se fundamenta nesta certeza: Aquele que a Virgem trouxe em seu ventre, que sofreu e morreu por nós, ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!