terça-feira, 15 de junho de 2010

O CÉU SE ALEGRA E COM ELES A TERRA

Jovem mártir será beatificado
Ter, 08 de Junho de 2010 22:07 Jovem mártir no regime comunista da Eslovênia, beato neste domingo
Beatificações aprovadas pelo Papa que se celebram nos próximos meses

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de junho de 2010 (ZENIT.org).- A Igreja beatificará neste domingo 13 de junho, na cidade eslovena de Celje, o jovem Luis Grozde, mártir assassinado por ódio à fé em 1943, durante o regime comunista da Eslovênia.

Esse leigo forma parte de uma lista de pessoas, cujas beatificações foram aprovadas por Bento XVI e se celebrarão nos próximos meses, segundo informou nesta terça-feira o Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.

Nascido na localidade eslovena de Gorenje Vodale, em 1923, Luis Grozde chegou a formar parte da Ação Católica após uma infância difícil.

Foi filho ilegítimo de uma mãe que não quis criá-lo para não recordar essa vergonha. Cresceu sem afeto familiar, isolou-se na solidão dos bosques e se rebelou contra sua realidade.

Mas na escola encontrou a liberdade e se converter em um excelente estudante, apaixonado pela leitura e com dotes para a poesia.

Uma benfeitora permitiu que prosseguisse seus estudos na capital, Liubliana, onde participou das celebrações do Congresso Eucarístico de 1935, evento que o marcou.

Levado por alguns amigos, ingressou na Acção Católica e viveu uma conversão radical. Estabeleceu para si um programa de oração, aceitou responsabilidades e utilizou os estudos como instrumento de apostolado.

Todo dia orava e comungava, participava de retiros e de diversas atividades; sentia-se atraído pela vocação sacerdotal.

Mas a situação política da Iugoslávia mudou. Após a Segunda Guerra Mundial, surgiu o comunismo de Tito e a posterior perseguição à fé católica.

Em 1943, durante uma viagem para visitar seus parentes em um povoado, foi detido e acusado de propaganda contra o comunismo.

Ao longo da noite foi torturado até a morte. Seu cadáver revelava, dias depois, as marcas do suplício.

A causa de beatificação do jovem foi introduzida em 1992. No mês de março passado, Bento XVI firmou o decreto referente a seu martírio. Neste domingo, será beatificado.

Entre as próximas beatificações encontra-se também a de Manuel Lozano Garrido, o jornalista enfermo conhecido como Lolo, que será beatificado no sábado 12 de junho, na localidade espanhola de Linares, província de Jaén, onde nasceu, em 1920, e faleceu, em 1971.

A seguinte beatificação será a de Estéphan Nehmé (Joseph), religioso professo da ordem libanesa dos maronitas, nascido em Lehfed em 1889 e falecido em Kfifane em 1938, que terá lugar no domingo 27 de junho, em Kfifan, Batrun, no Líbano.

O religioso espanhol da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos Leopoldo de Alpandeire (Francisco Sánchez Márquez), nascido em 1866 em Alpandeire e falecido em 1956 em Granada, será beatificado no domingo 12 de setembro, na cidade espanhola de Granada.

Também na Espanha, a virgem da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz Maria da Imaculada Conceição (María Isabel Salvat y Romero), nascida em Madrid a 20 de fevereiro de 1926 e falecida em Sevilla a 31 de outubro de 1998, será beatificada no sábado 18 de setembro, em Sevilla.

Em Roma, a jovem leiga do Movimento dos Focolares Chiara “Luce” Badano, nascida em Sassello em 1971 e falecida em 1990, será beatificada no sábado 25 de setembro, no Santuário da Virgem do Divino Amor.

Também na Itália, a viúva e fundadora da Congregação das Servas da Bem-Aventurada Maria Imaculada e do Instituto do Bom Pastor de Parma Anna Maria Adorni, nascida na localidade italiana de Fivizzano em 1805 e falecida em Parma em 1893, será beatificada no domingo 3 de outubro, em Parma.

Na Romênia, outro mártir do comunismo, o bispo de Oradea Mare dos Latinos, Szilárd Bogdánffy, nascido na localidade romena de Feketetó em 1911 e falecido no cárcere de Nagyenyed em 1953, será beatificado no sábado 30 de outubro, em Oradea Mare.

E, por fim, Maria Bárbara da Santíssima Trindade (Barbara Maix), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs do Coração Imaculado de Maria, nascida em Viena em 1818 e falecida no Brasil em 1873, será beatificada no dia 9 de novembro em Porto Alegre (Brasil).

Fonte: www.zenit.org

ORAÇÃO DA NOITE- COMPLETAS-LITURGIA DAS HORAS

Completas
Oração da noite
da Liturgia das horas ou Ofício Divino
segundo o Rito Romano
reformado segundo os decretos
do Concílio Vaticano II
e promulgado por Sua Santidade
o Papa Paulo VI

2
P - presidente; R - resposta; L - leitor ou cantor; T - todos
Na celebração individual todas as partes são ditas pelo celebrante.
1 — Invocação inicial
P Deus, vinde em nosso auxílio. (Faz-se o sinal da cruz.)
R Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
P Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
R Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
.
Neste momento será oportuno fazer o exame de consciência ou revisão do dia, que, na
celebração comunitária, pode ser inserido num dos actos penitenciais seguintes:
I
P Confessemos os nossos pecados.
T Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos,
que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras,
actos e omissões,
por minha culpa, (Bate-se com a mão direita no peito.)
minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria,
aos Anjos e Santos
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.
P Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza
à vida eterna.
R Ámen.
II
P Tende compaixão de nós, Senhor,
R Porque somos pecadores.
P Manifestai, Senhor, a Vossa misericórdia,
R E dai-nos a vossa salvação.
P Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza
à vida eterna.
3
R Ámen.
III
P Senhor, que viestes chamar os corações arrependidos,
Senhor, tende piedade de nós.
R Senhor, tende piedade de nós.
P Cristo, que viestes chamar os pecadores,
Cristo, tende piedade de nós
R Cristo, tende piedade de nós.
P Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai,
Senhor, tende piedade de nós.
R Senhor, tende piedade de nós.
P Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza
à vida eterna.
R Ámen.
2 — Hino

Se me envolve a noite escura
E caminho sobre abismos de amargura,
Nada temo porque a Luz está comigo.
Se me colhe a tempestade
E Jesus vai a dormir na minha barca,
Nada temo porque a Paz está comigo.
Se me perco no deserto
E de sede me consumo e desfaleço,
Nada temo porque a Fonte está comigo.
Se os descrentes me insultarem
E se os ímpios mortalmente me odiarem,
Nada temo porque a Vida está comigo.
Se os amigos me deixarem
Em caminhos de miséria e orfandade,
Nada temo porque o Pai está comigo.
Se me envolve a noite escura
E caminho sobre abismos de amargura,
Nada temo porque a Luz está comigo.



.
3 — Salmodia
Na celebração comunitária, a assembleia pode sentar-se.
.
Às Segundas-feiras, reza-se o salmo 86.


No fim de cada salmo reza-se o Glória ao Pai. Antes dos salmos e depois do Glória ao
Pai (e também entre as estrofes no canto ou recitação responsorial) reza-se a antífona
que está no fim de cada salmo. Porém durante o Tempo Pascal essa antífona é sempre
substituída pela seguinte:
Antífona no Tempo Pascal


Salmo 86 (85)
Oração do pobre na adversidade
Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e atendei-me, *
porque sou pobre e desvalido.
Defendei a minha vida, pois Vos sou fiel, *
salvai o vosso servo, que em Vós confia, ó meu Deus.
Tende piedade de mim, Senhor, *
que a Vós clamo todo o dia.
Alegrai a alma do vosso servo, *
porque a Vós, Senhor, elevo a minha alma.
Vós, Senhor, sois bom e indulgente, *
cheio de misericórdia para com todos os que Vos invocam.
Ouvi, Senhor, a minha oração, *
atendei a voz da minha súplica.
12
No dia da minha aflição por Vós clamo, *
porque sei que me escutais.
Não tendes igual entre os deuses, Senhor, *
nada há que se compare às vossas obras.
Todos os povos que criastes virão adorar-Vos, Senhor, *
e glorificar o vosso nome,
porque Vós sois grande e operais maravilhas, *
Vós sois o único Deus.
Ensinai-me, Senhor, o vosso caminho, *
para que eu ande na vossa presença.
Concentrai todo o meu coração *
no temor do vosso nome.
Louvar-vos-ei de todo o coração, Senhor meu Deus, *
e glorificarei o vosso nome para sempre,
porque tem sido grande a vossa misericórdia para comigo *
e livrastes a minha alma das profundezas do abismo.
Meu Deus, os soberbos levantam-se contra mim, *
a multidão furiosa atenta contra a minha vida †
e não Vos tem presente diante dos olhos.
Mas Vós, Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo, *
paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.
Voltai para mim os vossos olhos *
e tende piedade de mim.
Dai força ao vosso servo, *
salvai o filho da vossa escrava.
Dai-me um sinal da vossa benevolência, *
para que os meus inimigos, cheios de vergonha,
vejam que Vós, Senhor, me socorrestes *
e me consolastes.
Antífona fora do Tempo Pascal
Senhor, sois um Deus paciente e cheio de misericórdia.

Eu, porém, clamo por Vós, Senhor, *
de manhã, a minha oração sobe à vossa presença.
Porque então me afastais de Vós, Senhor, *
porque escondeis de mim o vosso rosto?
Infeliz de mim que agonizo desde a infância, *
já não posso mais suportar os vossos castigos.
Sobre mim passou a vossa ira *
e os vossos terrores me aniquilaram;
Como vagas me cercaram o dia inteiro *
e todos juntos caíram sobre mim.
Afastastes meus amigos e companheiros, *
só as trevas me fazem companhia.

16
Eu confio no Senhor, *
a minha alma confia na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor, *
mais do que as sentinelas pela aurora.
Mais do que as sentinelas pela aurora, *
Israel espera pelo Senhor,
porque no Senhor está a misericórdia *
e com Ele abundante redenção.
Ele há-de libertar Israel *
de todas as suas faltas.


.
Antífona fora do Tempo Pascal
Não me escondais , Senhor, a vossa face, porque em Vós confio.
18
4 — Leitura da Palavra de Deus
.
Às Segundas-feiras — 1 Tessalonicenses 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que
morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamo s unidos a ele.

5 — Resposta à Palavra de Deus
Depois da leitura, pode observar-se algum tempo de silêncio, segundo a conveniência.
Propõe-se também o cântico seguinte:
Antífona na Quinta-feira Santa
Por nosso amor, Cristo obedeceu até à morte.
Antífona na Sexta-feira Santa
Por nosso amor, Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz.
Antífona no Sábado Santo
Por nosso amor, Cristo obedeceu até à morte e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou e
lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.
Antífona na Oitava da Páscoa
Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria. Aleluia.
Responsório breve no Tempo Pascal
L Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
R Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
L Senhor, Deus fiel, meu salvador.
R Aleluia, Aleluia.
L Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
Responsório breve fora do Tempo Pascal
L Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
L Senhor, Deus fiel, meu salvador.
R Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
L Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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6 — Cântico evangélico
Na celebração comunitária, a assembleia levanta-se.
O cântico evangélico reza-se como a salmodia.
Lucas 2, 29-32
Cristo, luz das nações e glória de Israel
Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, * (Faz-se o sinal da cruz.)
deixareis ir em paz o vosso servo,
porque meus olhos viram a salvação, *
que oferecestes a todos os povos:
luz para se revelar às nações *
e glória de Israel, vosso povo.
Antífona no Tempo Pascal
Salvai-nos, Senhor, quando velamos e guardai-nos quando dormimos, para estarmos
vigilantes com Cristo e descansarmos em paz. Aleluia.
Antífona fora do Tempo Pascal
Salvai-nos, Senhor, quando velamos e guardai-nos quando dormimos, para estarmos
vigilantes com Cristo e descansarmos em paz.
7 — Oração final
P Oremos.
Em vez da oração indicada, pode sempre tomar-se a das solenidades.
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21
Às Segundas-feiras
P Concedei, Senhor, ao nosso corpo um descanso salutar e fazei que a semente do reino
que hoje semeámos com o nosso trabalho germine e cresça para a colheita da vida
eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade
do Espírito Santo.
.

Conclui-se a oração da seguinte forma:
R Ámen.
P O Senhor omnipotente nos dê uma noite tranquila e no fim da vida uma santa morte.
R Ámen.
Termina-se com uma das antífonas seguintes à Virgem Maria:
I
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura e esperança nossa, salve,
A vós bradamos, os degredados filhos de Eva,
a Vós suspiramos, gemendo e chorando,
neste vale de lágrimas.
Eia, pois, Advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.
E depois deste desterro,
nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

II
Deus Vos salve, Rainha dos Céus,
Deus vos salve, Senhora dos Anjos,
Deus vos salve, Raiz e Porta
por onde veio a luz ao mundo.
Alegrai-vos, ó Virgem gloriosa,
a mais bela entre todas as mulheres.
Santa Mãe de Deus, intercedei por nós,
O sacerdócio de Cristo é também participado por todo o Corpo da Igreja. Os baptizados,
mediante a regeneração e a unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual
e sacerdócio santo; e por esta forma, ficam habilitados a exercer o culto da Nova
Aliança, culto este proveniente, não das nossas forças, mas dos méritos e dom de Cristo.
— IGLH 7
A obra da redenção e da perfeita glorificação de Deus realiza-a Cristo no Espírito Santo
por meio da Igreja. E isto, não somente na celebração da Eucaristia e na administração dos
Sacramentos, mas também, e dum modo primacial, na Liturgia das Horas. Nela está
Cristo presente, quando a assembleia está reunida, quando é proclamada a palavra de
Deus, quando ora e salmodia a Igreja. — IGLH 13
Os grupos de leigos, onde quer que se encontrem reunidos, (…) são igualmente
convidados a desempenhar esta função da Igreja, celebrando alguma parte da Liturgia
das Horas. — IGLH 27
As Completas são a última oração do dia. Rezam-se antes de iniciar o descanso
nocturno, ainda que, eventualmente, já passe da meia noite. — IGLH 84

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SANTO ANTÓNIO DE LISBOA



Santo Antônio é conhecido como Santo de Lisboa (Portugal). Por ter nascido nessa cidade portuguesa, e também como o santo de Pádua, por ter morrido em Pádua (Itália).

Fiel imitador de Cristo, humilde, carismático e taumaturgo, foi um exímio pregador do Evangelho. Amante da pobreza e dos pobres, defendia os deserdados e explorados.

Discípulo de São Francisco, seu pai espiritual, Antônio também amava a natureza e a solidão. Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes.
Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades.

Enquanto rezava em um desses eremitérios, recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.

O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.

Sal da terra e luz do mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos mais populares do mundo.

Em sua companhia, procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor para com os mais pobres e uma esperança inabalável na Divina Providência.

Sejamos gratos a Deus por ter dado um padroeiro tão poderoso, a quem podemos recorrer em nossas necessidades, porque nunca se ouviu dizer que quem recorresse à sua intercessão não fosse atendido.

Um santo popular

Antônio de Pádua, manifestava o papa Leão XIII, é um dos santos que melhor conquistou o coração do povo fiel. É conhecido, invocado e amado no mundo inteiro.

Em sua biografia ocorre uma confluência de lenda, tradição e história difícil de separar. É o santo da lenda e das tradições populares que ressuscita mortos e cura doenças; que tem o dom da onipresença e que alivia os bolsos dos ricos em benefícios dos pobres; que consegue restituir as coisas perdidas e não deixa que se frustrem as esperanças das jovens casadoiras; é o santo invocado antes de se iniciar uma viagem, e que conversa amigavelmente com o Menino Jesus que descansa em seus braços.

Tentar investigar a veracidade dessas atribuições estaria fora de propósito. Não é nossa intenção menosprezar esse acúmulo de episódios míticos, mas aqui procuremos relatar fatos estritamente históricos que vão enriquecer ainda mais, se isso é possível, a sua figura: grande missionário, popular na Itália e na França; grande conhecedor da Bíblia, o que lhe valeu o título de doutor evangélico; autor de sermões preservados até os nosso dias; e inspirador do "Pão dos Pobres", uma das instituições sociais mais eficientes, inclusive na atualidade

sábado, 12 de junho de 2010

D.ARMINDO LOPES COELHO-BISPO EMÉRITO DO PORTO


D. Armindo Lopes Coelho
Bispos - Bispos Eméritos


Bispo Emérito do Porto
Síntese:
Nascimento: 16/Fev/31, em Regilde, Concelho de Felgueiras, Distrito do Porto
Ordenação Presbiteral: 01/Ago/54 na Sé Catedral do Porto
Nomeação Episcopal: 05/Jan/79, para Auxiliar do Porto, com o título de Elvas
Ordenação Episcopal: 25/Mar/79, na Sé Catedral do Porto

Curriculum:
27/Set/82 - Bispo de Viana do Castelo
13/Jun/97 - Bispo do Porto
29/Jul/97 - Tomada de Posse da Diocese do Porto
21/Set/97 - Entrada Solene na Diocese do Porto
22/Fev/07 - Papa Bento XVI aceitou a resignação

Endereço:
Casa da Mão Poderosa - Rua D. António Barroso, 106 - 4445-396 ERMESINDE

Filho de José Lopes e de Etelvina Lopes Pereira Coelho (já falecidos), nasceu em 16 de Fevereiro de 1931 na freguesia de Santa Comba de Regilde, concelho de Felgueiras, distrito e diocese do Porto.

Tendo entrado no Seminário em 1942, concluíu o Curso de Teologia no Seminário Maior do Porto em 1954. Ordenado sacerdote em 1 de Agosto desse ano, foi enviado para Roma onde frequentou a Universidade Gregoriano até 1959, tendo-se licenciado em Filosofia (1956) e em Teologia (1958).

Em 1959 foi nomeado Prefeito e Professor do Seminário do Porto, onde leccionou até 1974. Criado nesta data o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, passou a leccionar neste Instituto até 1979.

Em 1970 foi nomeado Vice-Reitor do Seminário Maior do Porto, com exercício pleno da Reitoria, e em 1975 foi nomeado Reitor, função que exerceu até 1979, data em que foi nomeado Bispo titular de Elvas e auxiliar do Porto. Recebeu a ordenação episcopal em 25 de Março das mãos de D. António Ferreira Gomes, então Bispo do Porto.
Foi ainda professor do Liceu Normal de D. Manuel II (Rodrigues de Freitas), do Instituto de Serviço Social do Porto e do Centro de Cultura Católica.

Assistente diocesano da JUC (Juventude Universitária Católica) de 1962 a 1965, foi também assistente da Pastoral Familiar nas Equipes de Nossa Senhora e na Escola de Pais Nacional, de que foi co-fundador em Portugal e membro do Conselho Pedagógico.

Em 1975 foi nomeado Vigário Episcopal para o Clero e Renovação do Ministério Eclesiástico, e em 1976 Pró-Vigário Geral da Diocese do Porto, após consulta do Prelado ao Clero. Desde 1971 até ser chamado ao Episcopado foi Cónego da Sé do Porto.

Em 27 de Setembro de 1982 foi nomeado Bispo da Diocese de Viana do Castelo, tendo tomado posse em 8 de Dezembro de 1982.

Em 1991 foi encarregado de fazer a visita Apostólica aos Seminários da Província Bracarense, por parte da Congregação para os Seminários e Universidades.

Em 1997 desempenhou a mesma missão nos Seminários de Moçambique, por incumbência da Congregação para a Evangelização dos Povos.

Em 13 de Junho de 1997 foi nomeado Bispo do Porto, tendo tomado posse da Diocese em 29 de Julho
Após doença grave,pede resignação que é concedida pelo Santo Padre.
Agora o seu sucessor é o Reverendíssimo Senhor Bispo D. Manuel Clemente

SALMO 107.ACTO DE LOUVOR



Salmo 107 (108)
–2 Meu coração está pronto, meu Deus, *
está pronto o meu coração!
– Vou cantar e tocar para vós: *
desperta, minh'alma, desperta!
–3 Despertem a harpa e a lira, *
eu irei acordar a aurora!
–4 Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos, *
dar-vos graças por entre as nações!
–5 Vosso amor é mais alto que os céus, *
mais que as nuvens a vossa verdade!
–6 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, *
vossa glória refulja na terra!
–7 Sejam livres os vossos amados, *
vossa mão nos ajude, ouvi-nos!
=8 Deus falou em seu santo lugar: †
'Exultarei, repartindo Siquém, *
e o vale em Sucot medirei.
=9 Galaad, Manassés me pertencem, †
Efraim é o meu capacete, *
e Judá, o meu cetro real.
=10 É Moab minha bacia de banho, †
sobre Edom eu porei meu calçado, *
vencerei a nação filistéia!'
–11 Quem me leva à cidade segura, *
e a Edom quem me vai conduzir,
–12 se vós, Deus, rejeitais vosso povo *
e não mais conduzis nossas tropas?
–13 Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia, *
nada vale o socorro dos homens!
–14 Mas com Deus nós faremos proezas, *
e ele vai esmagar o opressor.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PROMESSAS DO CORAÇÃO DE JESUS

ANO SACERDOTAL.

Um ANO a bater sempre na mesma tecla- SACERDÓCIO
Ser Sacerdote é realmente a mais bela e nobre vocação, e quem a aceita de coração sincero por AMOR tem já neste mundo a recompensa do Senhor.
Os anos no seminário para mim, são para os que os frequentam, uma escola de ascensão para Aquele que escolheu os seus Apóstolos, os instruiu e os enviou a lançar a semente à terra com o mesmo espírito com que Ele vivia no Seu interior: A COMUNHÂO COM A VONTADE DO PAI.
Razão tinha santo Cura de Ars quando dizia:"Perante um sacerdote devia-se morrer não de medo mas de Amor"
Os tempos mudaram em quê? E porquê?
É certo que ao longo da história houve sempre Judas, mas perante um Sacerdote que ama realmente o Autor do chamamento, a tentação (porque a tem, de todas as formas e feitios ) não deve ser obstáculo a prosseguir com afinco a Sua vocação.
Santo cura de Ars nas horas difíceis, orava, debatia-se com o demónio que chegou ao ponto de lhe queimar o leito onde dormia.
A sua preocupação era a de ser testemunho vivo de Cristo e salvar almas.
Nos livros que li não me apercebi de que alguma vez puzesse a público as tentações amorosas de alguém. Creio que se o fizesse seria mal para quem o fez e até para quem tivesse conhecimento da matéria.
Ao longo da minha vida conheci verdadeiros sacerdotes e a quem devo a minha continuação no seio da Mãe Igreja, entre altos e baixos.
DEUS continue a abençoar os SACERDOTES que O procuram ser de VERDADE, e converta os que Lhe foram e continuam infiéis. A doutrina continua a ser a de Jesus Cristo, pelo que a hora de conversão é agora ou nunca.
Quem vai para o seminário com outras intenções que não as de consagração ao Senhor na vida Saceerdotal e sem a recta intenção revela oportunismo, falta de recta intenção predispondo o seu coração a ser possível meio de escândalo na sociedade.
E friso: A Igreja de Cristo é só uma através de todos os tempos. Esta mesma Igreja que tem conhecido tantas crises ao longo da sua história revela ser obra de instituição divina.
Tem assistido ao longo dos séculos a perseguições violentas desferidas por povos e impérios apoiados na força de exércitos e de armas que, no entanto subsiste , apesar de não possuir forças da mesma natureza.
A Igreja apesar de constituida por homens pecadores subsistirá porque o ESPÍRITO da VERDADE A assiste continuamente.

M.R.G.

RECADOS DE JESUS POR SANTA CATARINA AOS SACERDOTES

Carta de Santa Catarina falando sobre a pureza dos sacerdotes de Deus. É importante notar o quanto Deus, ao revelar à Catarina a necessidade das virtudes sacerdotais, enfatiza que "os sacerdotes sejam santos". Ele chega a dizer que possuem maior dignidade que os anjos!
Oh, faço o apelo que publiquei há alguns dias atrás para os padres uma verdadeira urgência nos dias de hoje: "MUDAI DE VIDA, SACERDOTES!"]

(28.6.4 – Visão de Catarina sobre a impureza)

Virtudes sacerdotais

“Filha querida, disse tais coisas para que melhor compreendas a dignidade dos meus ministros e chores com mais amargor os seus pecados. Se os ministros meditassem sobre a própria dignidade, não viveriam em pecado mortal, não manchariam sua alma. Se eles não me ofendessem, se não pecassem contra a própria dignidade, se não entregassem até o corpo para ser queimado, mesmo assim não me agradeceriam suficientemente pelo dom que receberam. Neste mundo é impossível uma dignidade maior. São ungidos meus, meus cristos, postos por mim na função de ministros, flores perfumadas na hierarquia da santa Igreja. Nem os anjos possuem dignidade igual a esta concedida aos homens, na pessoa dos sacerdotes.

Coloquei-os como anjos na terra, e como tais devem viver. De todos os homens exijo pureza e amor; todos devem amar-me e amar o próximo; todos devem socorrer o irmão naquilo que lhes for possível com orações e obras de caridade, assim como já disse em outro lugar, ao tratar desse assunto. Mas dos meus ministros peço pureza maior, maior amor por mim e pelos homens. Que distribuam o corpo e sangue do meu Filho com grande desejo da salvação da humanidade, para glória do meu nome. Da mesma forma como eles querem limpo o cálice usado no sacrifício eucarístico, também eu quero que sejam puros os seus corações, suas almas, seus pensamentos. Igualmente seus corpos – instrumentos da alma – hão de ser possuídos em perfeita pureza. Não quero que se envolvam na lama da luxúria, nem que se mostrem inflados de orgulho na procura de cargos prelatícios ou cheios de rancor por si mesmos e pelos outros. A insatisfação pessoal costuma manifestar-se sobre os outros; quando impacientes, os ministros terminarão dando maus exemplos, não se preocuparão em livrar os homens das mãos do demônio, não se dedicarão com esforço ao ministério do corpo e sangue do meu Filho, não distribuirão a luz da eucaristia na forma explicada.

Filha querida, compreendes quanto o pecado contra a natureza me desagrada em qualquer pessoa; mas entenderás também que muito mais me desgosta quando é praticado por aqueles que escolhi para a vida de continência. Uns abandonaram o mundo e se fizeram religiosos; outros são diocesanos. Entre eles acham-se os ministros. Jamais entenderás como tal vício, cometido por eles, ofende-me muito mais do que quando feito pelos leigos em geral e pelos leigos consagrados. Os ministros são lâmpadas colocadas sobre o candelabro e devem iluminar pelo ministério eucarístico, pela virtude, pelo bom exemplo. Mas de fato espalham a escuridão. Vivem na escuridão. Por causa de sua soberba e impureza, nada entendem das Escrituras, a não ser em sua veste exterior, literária.“

[Santa Catarina de Sena, rogai por nós!]

domingo, 6 de junho de 2010

CATEQUESE DO SANTO PADRE

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 26 de Maio de 2010



Munus regendi

Amados irmãos e irmãs!

O Ano sacerdotal está para terminar; por isso comecei nas últimas catequeses a falar sobre as tarefas essenciais do sacerdote, ou seja: ensinar, santificar e governar. Já falei disto em duas catequeses, numa sobre o ministério da santificação, sobretudo os Sacramentos, e noutra sobre o do ensino. Portanto, hoje vou falar sobre a missão do sacerdote de governar, de guiar, com a autoridade de Cristo, não com a própria, a porção do Povo que Deus lhe confiou.

Como compreender na cultura contemporânea tal dimensão, que implica o conceito de autoridade e tem origem no próprio mandato do Senhor de apascentar o rebanho? O que é realmente, para nós cristãos, a autoridade? As experiências culturais, políticas e históricas do passado recente, sobretudo as ditaduras na Europa do Leste e do Oeste no século XX, tornaram o homem contemporâneo suspeitoso em relação a este conceito. Uma suspeita que, com frequência, se traduz em defender como necessário o abandono de qualquer autoridade, que não provenha exclusivamente dos homens, lhes seja submetida e por eles controlada. Mas precisamente o olhar sobre os regimes que, no século passado, semearam terror e morte, recorda com vigor que a autoridade, em qualquer âmbito, quando é exercida sem uma referência ao Transcendente, se prescindir da Autoridade suprema, que é Deus, acaba inevitavelmente por se voltar contra o homem. É importante então reconhecer que a autoridade humana nunca é um fim, mas sempre e só um meio e que, necessariamente e em cada época, o fim é sempre a pessoa, criada por Deus com a própria intangível dignidade e chamada a realizar-se com o próprio Criador, no caminho terreno da existência e na vida eterna; é uma autoridade exercida na responsabilidade diante de Deus, do Criador. Uma autoridade tão intensa, que tenha como única finalidade servir o verdadeiro bem das pessoas e ser transparência do único Bem Supremo que é Deus, não só é alheia aos homens, mas, ao contrário, é uma preciosa ajuda no caminho para a plena realização em Cristo, rumo à salvação.

A Igreja está chamada e compromete-se a exercer este tipo de autoridade que é serviço, e exerce-a não em seu nome, mas no de Jesus Cristo, que do Pai recebeu todo o poder no Céu e na terra (cf. Mt 28, 18). De facto, através dos Pastores da Igreja Cristo apascenta a sua grei: é Ele quem a guia, protege e corrige, porque a ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor supremo das nossas almas, quis que o Colégio Apostólico, hoje os Bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, e os sacerdotes, seus mais preciosos colaboradores, participassem nesta sua missão de se ocupar do Povo de Deus, de ser educadores na fé, orientando, animando e apoiando a comunidade cristã ou, como diz o Concílio, cuidassem "para que cada fiel seja levado, no Espírito Santo, a cultivar a própria vocação segundo o Evangelho, a uma caridade sincera e activa e à liberdade com que Cristo nos libertou" (Presbyterorum ordinis, 6). Portanto, cada Pastor é o meio através do qual o próprio Cristo ama os homens: é mediante o nosso ministério – queridos sacerdotes – é através de nós que o Senhor alcança as almas, as instrui, guarda e guia. Santo Agostinho, no seu Comentário ao Evangelho de São João, diz: "Seja portanto empenho de amor apascentar o rebanho do Senhor" (123, 5); esta é a norma suprema dos ministros de Deus, um amor incondicionado, como o do Bom Pastor, cheio de alegria, aberto a todos, atento ao próximo e solícito em relação aos distantes (cf. S. Agostinho, Discurso 340, 1; Discurso 46, 15), delicado para com os mais débeis, os pequeninos, os simples, os pecadores, para manifestar a misericórdia infinita de Deus com as palavras alentadoras da esperança (cf. Id., Carta 95, 1).

Se esta tarefa pastoral se funda no Sacramento, contudo a sua eficácia não é independente da existência pessoal do presbítero. Para ser Pastor segundo o coração de Deus (cf. Jr 3, 15) é preciso um radicamento profundo na amizade viva com Cristo, não só da inteligência, mas também da liberdade e da vontade, uma consciência clara da identidade recebida na Ordenação sacerdotal, uma disponibilidade incondicionada a conduzir o rebanho confiado aonde o Senhor quer e não na direcção que, aparentemente, parece mais conveniente ou mais fácil. Antes de tudo, isto exige a contínua e progressiva disponibilidade para deixar que o próprio Cristo governe a existência sacerdotal dos presbíteros. De facto, ninguém é realmente capaz de apascentar a grei de Cristo, se não viver uma obediência profunda e real a Cristo e à Igreja, e a própria docilidade do Povo aos seus sacerdotes depende da docilidade dos presbíteros a Cristo; por isso, na base do ministério pastoral está sempre o encontro pessoal e constante com o Senhor, o conhecimento profundo d'Ele, o conformar a própria vontade com a vontade de Cristo.

Nos últimos decénios, utilizou-se muitas vezes o adjectivo "pastoral" quase em oposição ao conceito de "hierárquico", assim como, na mesma contraposição, foi interpretada também a ideia de "comunhão". Talvez seja este o ponto sobre o qual pode ser útil uma breve observação sobre a palavra "hierarquia", que é a designação tradicional da estrutura de autoridade sacramental na Igreja, ordenada segundo os três níveis do Sacramento da Ordem: episcopado, presbiterado, diaconado. Prevalece na opinião pública, para esta realidade "hierárquica", os elementos de subordinação e jurídico; por isso para muitos a ideia de hierarquia parece estar em contraste com a flexibilidade e com a vitalidade do sentido pastoral e também ser contrária à humildade do Evangelho. Mas este é um sentido da hierarquia compreendido mal, historicamente também causado por abusos de autoridade e por carreirismo, que são precisamente abusos e não derivam do ser próprio da realidade "hierárquica". A opinião comum é que "hierarquia" é sempre algo relacionado com o domínio e assim não correspondente ao verdadeiro sentido da Igreja, da unidade no amor de Cristo. Mas, como eu disse, esta é uma interpretação errada, que tem origem em abusos da história, mas não corresponde ao verdadeiro significado daquilo que é a hierarquia. Comecemos com a palavra. Geralmente, diz-se que o significado da palavra hierarquia seria "domínio sagrado", mas o verdadeiro significado não é este, é "origem sagrada", ou seja: esta autoridade não provém do próprio homem, mas tem origem no sagrado, no Sacramento; submete portanto a pessoa à vocação, ao mistério de Cristo; faz do indivíduo um servo de Cristo e só como servo de Cristo ele pode governar, guiar para Cristo e com Cristo. Por isso quem entra na Ordem sagrada do Sacramento, a "hierarquia", não é um autocrata, mas entra num vínculo novo de obediência a Cristo: está ligado a Ele em comunhão com os outros membros da Ordem sagrada, do Sacerdócio. E também o Papa ponto de referência de todos os outros Pastores e da comunhão da Igreja não pode fazer o que quiser; ao contrário, o Papa é guardião da obediência a Cristo, à sua palavra resumida na "regula fidei", no Credo da Igreja, e deve preceder na obediência a Cristo e à sua Igreja. Hierarquia implica por conseguinte um tríplice vínculo: antes de tudo com Cristo e com a ordem dada pelo Senhor à sua Igreja; depois o vínculo com os outros Pastores na única comunhão da Igreja; e, por fim, o vínculo com os fiéis confiados a cada um, na ordem da Igreja.

Compreende-se portanto que comunhão e hierarquia não são contrárias uma à outra, mas condicionam-se. São juntas uma só coisa (comunhão hierárquica). Portanto, o Pastor é tal precisamente guiando e guardando a grei, e por vezes impedindo que ela se disperse. Fora de uma visão clara e explicitamente sobrenatural, não é compreensível a tarefa de governar, própria dos sacerdotes. Ela, ao contrário, apoiada pelo verdadeiro amor à salvação de cada fiel, é particularmente preciosa e necessária também no nosso tempo. Se a finalidade é levar o anúncio de Cristo e guiar os homens ao encontro salvífico com Ele para que tenham vida, a tarefa de guiar configura-se como um serviço vivido numa doação total para a edificação do rebanho na verdade e na santidade, muitas vezes indo contracorrente e recordando que quem é o maior deve fazer-se como o mais pequeno, e quem governa, como aquele que serve (cf. Lumen gentium, 27).

De onde pode tirar hoje um sacerdote a força para a prática do próprio ministério, em plena fidelidade a Cristo e à Igreja, com uma dedicação total à grei? A resposta é uma só: em Cristo Senhor. O modo de governar de Jesus não é o do domínio, mas é o serviço humilde e amoroso do Lava-pés, e a realeza de Cristo sobre o universo não é um triunfo terreno, mas encontra o seu ápice no madeiro da Cruz, que se torna juízo para o mundo e ponto de referência para a prática da autoridade, que seja verdadeira expressão da caridade pastoral. Os santos, e entre eles São João Maria Vianney, exerceram com amor e dedicação a tarefa de cuidar da porção do Povo de Deus que lhes foi confiada, mostrando também que eram homens fortes e determinados, com o único objectivo de promover o verdadeiro bem das almas, capazes de pagar em primeira pessoa, até ao martírio, para permanecer fiéis à verdade e à justiça do Evangelho.

Queridos sacerdotes, "apascentai o rebanho que Deus vos confiou, velando por ele, não constrangidos, mas de boa vontade [...], como modelos do vosso rebanho" (1 Pd 5, 2). Portanto, não tenhais medo de guiar para Cristo cada um dos irmãos que Ele vos confiou, na certeza de que cada palavra e atitude, se vierem da obediência à vontade de Deus, darão fruto; sabei viver apreciando as qualidades e reconhecendo os limites da cultura na qual estamos inseridos, com a firme certeza de que o anúncio do Evangelho é o maior serviço que se pode prestar ao homem. De facto, não há bem maior, nesta vida terrena, do que conduzir os homens para Deus, despertar a fé, elevar o homem da inércia e do desespero, dar a esperança que Deus está próximo e guia a história pessoal e do mundo: é este, em suma, o sentido profundo e último da tarefa de governar que o Senhor nos confiou. Trata-se de formar Cristo nos crentes, através daquele processo de santificação que é conversão dos critérios, da escala de valores, de atitudes, para deixar que Cristo viva em cada fiel. São Paulo resume assim a sua acção pastoral: "Filhinhos meus, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" (Gl 4, 19).

Queridos irmãos e irmãs, gostaria de vos convidar a rezar comigo, Sucessor de Pedro, que tenho uma tarefa específica no governar a Igreja de Cristo, assim como por todos os vosos Bispos e sacerdotes. Rezai por que saibamos ocupar-nos de todas as ovelhas, também das perdidas, da grei que nos foi confiada. A vós, queridos sacerdotes, dirijo um cordial convite para as Celebrações conclusivas do Ano sacerdotal, nos próximos dias 9, 10 e 11 de Junho, aqui em Roma: meditaremos sobre a conversão e missão, sobre o dom do Espírito Santo e sobre a relação com Maria Santíssima, e renovaremos as nossas promessas sacerdotais, apoiados por todo o Povo de Deus. Obrigado!



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Saudação

Amados peregrinos de língua portuguesa, com destaque para a Associação «Família da Esperança» pela numerosa presença dos seus membros: a minha saudação amiga para vós e para os fiéis de Niterói e de Curitiba. De coração a todos abençoo, pedindo que rezeis por mim, Sucessor de Pedro, cuja tarefa específica é governar a Igreja de Cristo, bem como pelos vossos Bispos e sacerdotes para que saibamos cuidar de todas as ovelhas do rebanho que Deus nos confiou. Obrigado!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ORAÇÃO DO ANO SACERDOTAL

HINO DO ANO SACERDOTAL

LETRA DO HINO DO ANO SACERDOTAL

D. JOÃO DE OLIVEIRA MATOS,BISPO DA DIOCESE DA GUARDA D.HELDER DA CÂMARA, BISPO DO BRASIL

DUAS FIGURAS QUE EDIFICARAM O SACERDÓCIO

Letra e música: Pe. Ney Brasil Pereira Refrão:
Ano sacerdotal, ano presbiteral,
ano vocacional: a Igreja vem convocar!
Ano sacerdotal, ano presbiteral,
ano vocacional: Senhor, eis-nos, vem chamar
!


1. Escuta a nossa prece, / a prece que ensinaste:
Envia, Senhor da messe, / operários, Senhor! (Mt 9,38)

2. Contigo somos a Igreja, / teu Corpo, és a Cabeça, (cf Cl 1,18)
Teus membros, a Ti unidos, / um rebanho e um Pastor! (cf Jo 10,16)
3. Nós somos teu povo santo, / um povo sacerdotal, (cf 1Pd 2,9)
Tu és nosso Sacerdote (cf Hb 5,10), / deste a vida por nós! (cf 1Jo 3,16)



4. Na Igreja são necessários / ministros, teus servidores:
O padre, o bispo, seja / o primeiro a servir! (cf Mt 23,11)


5. De Cristo a fidelidade (cf 2 Tm 2,13) / seja a dos seus sacerdotes:
Fiéis administradores / dos mistérios de Deus! (cf 1Cor 4,1-2)


6. Pastores eu vos darei / segundo o meu Coração (Jr 3,15):
São João Vianney inspire, / seu exemplo e missão!

SÓ CRISTO, POR AMOR!



SÓ CRISTO POR AMOR

.
Colocou-vos Deus Pai na terra,

numa tríplice acção angular:

a mensagem de salvação,

o Calvário da Redenção

e a permanência sacra deixar.


.
Quem melhor que Tu,, do Pai falou?

Quem melhor que Tu, por mim se entregou?

Quem melhor que Tu ,inventou

o mistério profético do amor

de ficar entre nós na última ceia?


.
Só Tu, Senhor!...loucura de Dador

do Teu Corpo e Sangue divo,

num doar pelos outros, abusivo,

livre, altruista ,construtivo,

num pobre pedaço de pão

e num pouco de vinho,

consciente e persuasivo!
.



Só Tu, Cristo vivo em acção,

manténs todos os problemas

em contínua construção,

num Corpo encarnado,

total e humanizado,

complexo ,mas sem dilemas

em um pedaço de Pão!


de M.R. Guerra

ORAÇÃO SACERDOTAL


ORAÇÃO SACERDOTAL
Senhor Jesus estou muito triste, PARA NÃO DIZER COM CERTO ESTADO DE ANGÚSTIA. Sinto a dor da Igreja maltratada, perseguida, enxovalhada, desrespeitada. Põe côbro a tudo isto. A maldade espalha-se. Os Teus apóstolos com a força de sempre, estão cansados e a sua vontade de lutar não pode cansar.
Olha por eles, Protege os bispos do mundo inteiro, protege o santo Padre e dizima todos aqueles, autênticos demónios que andam no mundo para perverter as almas e vagueiam nas que ele já conquistou.Que todos sejamos um como Tu, ó Pai, és um na Trindade.
Não deixes que eles sucumbam pelo cansaço ou pela crise que a Igreja atravessa. Dá-lhes um coração totalmente reparador pela cruz que trazem consigo.QUE TODOS OS SACERDOTES SEJAM TESTEMUNHOS DA VERDADE E SE RECONHEÇAM TRANSMISSORES TESTEMUNHAIS DE FÉ, CASTIDADE E POBREZA. Criai neles almas de oração para que ali encontrem a força necessária para prosseguirem com humildade e dignidade a sua missão salvífica
Sagrado Coração de Jesus sede o seu amparo e guia.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

COMUNHÃO ESPIRITUAL




Sobre a Comunhão Espiritual
Por Vagner C.Da Silva
Disse Santo Afonso Maria de Ligório em seu livro "A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo":

"A comunhão espiritual consiste, como diz São Tomás de Aquino, em um desejo ardente de receber Jesus Cristo sacramentalmente.
- O sagrado Concílio de Trento louva muito a comunhão espiritual e exorta todos os fiéis a praticá-la.(Con.Trento Sessão 13,cap.8)
- O Senhor mesmo muitas vezes manifestou às almas fervorosas quanto este ato lhe é agradável.
- Um dia apareceu Jesus Cristo a sóror Paula Maresca, fundadora do convento de Sta. Catarina de Sena de Nápoles, como se refere na sua vida, e lhe mostrou dois vasos preciosos, um de ouro e outro de prata, dizendo-lhe que conservava no vaso de ouro suas comunhões sacramentais e no de prata as espirituais.

- Em outro dia, disse a venerável Joana da Cruz que, toda a vez que ela dava uma graça de alguma sorte semelhante a que ela recebia nas comunhões reais.O padre João Nider, dominicano, conta de mais a este respeito em certa cidade, um homem do povo, muito virtuoso, desejava comungar freqüentemente; mas não sendo isto usado no lugar, ele, para não parecer singular, contentava-se de comungar só espiritualmente.Para esse fim, se confessava antes, fazia sua meditação, assistia a missa e se preparava para a comunhão. Depois abria a boca como se recebesse Jesus Cristo. O autor acrescenta que, quando ele abria a boca, sentia vir repousar sobre sua língua a sagrada partícula e experimentava na alma uma extrema doçura. E, uma manhã, para verificar se isto realmente acontecia, levou a mão a boca, e a hóstia lhe ficou segura no dedo. Depois, a tornou a colocar sobre a língua e engoliu. Foi assim que o Senhor recompensou o desejo do seu bom servo.

- O Beato Pedro Fabro, da Companhia de Jesus, dizia que as comunhões espirituais ajudam muito a fazer com maior fruto as comunhões sacramentais.É por isso que os santos tiveram o hábito de praticá-la freqüentemente.

- A Beata Angela da Cruz, dominicana, chegava até a dizer: "Se meu confessor não me houvesse ensinado a comungar espiritualmente, perece-me que eu não teria podido viver".E por isso ela fazia cem comunhões espirituais durante o dia e outras cem durante a noite. - Mas, direis vós, para que tantas comunhões? - Por mim vos responda Sto. Agostinho: Dai-me uma alma que não ame senão a Jesus Cristo, e não se admitirá disto.

- A comunhão espiritual é muito fácil de se fazer muitas vezes ao dia. Como não exige o jejum, nem o ministério do sacerdote, nem muito tempo, pode-se repetir, cada dia, quantas vezes se queira. É o que fazia dizer a venerável Joana da Cruz: "Ó meu Deus, que bela maneira de comungar! Sem ser vista, nem notada, sem falar ao meu padre espiritual, e sem depender de nenhum outro senão de vós, que, na solidão, me nutris a alma e lhe falais ao coração!"

- Aplicai-vos pois também a fazer muitas comunhões espirituais, especialmente durante a oração e na visita ao Santíssimo Sacramento, e, sobretudo, cada vez que ouvirdes missa, quando o sacerdote comunga: fazei então um acto de fé, crendo firmemente que Jesus Cristo está na Eucaristia; um acto de amor acompanhado do arrependimento dos pecados; um acto de desejo, convidando Jesus Cristo a vir a vossa alma, para uni-la inteiramente a ele; e, depois disso, agradecei-lhe, como se o tivesseis recebido.Estes actos podem ser formulados assim: "Meu Jesus, que estais vivo real e verdadeiramente no Santíssimo Sacramento. Eu vos amo de todo o meu coração, e porque vos amo, me arrependo de vos ter ofendido. Vinde a minha alma, que vos deseja.Eu vos abraço, meu amor, e me dou todo a vós.Não permitais que me separe de vós.Amém".
Desta maneira, podeis facilmente fazer as comunhão

SEQUÊNCIA PARA O DIA DO CORPO DE DEUS



SEQUÊNCIA


Terra, exulta de alegria,
Louva o teu pastor e guia,
Com teus hinos, tua voz.

.

Quanto possas tanto ouses,
Em louvá-l’O não repouses:
Sempre excede o teu louvor.
.
Hoje a Igreja te convida:
O pão vivo que dá vida
Vem com ela celebrar.
.
Este pão – que o mundo creia –
Por Jesus na santa Ceia
Foi entregue aos que escolheu.

.

Eis o pão que os Anjos comem
Transformado em pão do homem;
Só os filhos o consomem:
Não será lançado aos cães.
.
Em sinais prefigurado,
Por Abraão imolado,
No cordeiro aos pais foi dado,
No deserto foi maná.

.

Bom pastor, pão da verdade,
Tende de nós piedade,
Conservai-nos na unidade,
Extingui nossa orfandade
E conduzi-nos ao Pai.
.

Aos mortais dando comida,
Dais também o pão da vida:
Que a família assim nutrida
Seja um dia reunida
Aos convivas lá do Céu

PALAVRA DO SENHOR-SOLENIDADE DO CORPO SANTÍSSIMO DE DEUS


Primeira Leitura: Gênesis 14, 18-20
Leitura do livro do Gênesis:
Naqueles dias, 18Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, 19e abençoou Abrão, dizendo: "Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e terra! 20Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos em tuas mãos!" E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus

Segunda Leitura: 1º Coríntios 11, 23-26
Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos, 23Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão 24e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. 25Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim. 26Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus

Salmo 109

Palavra do Senhor ao meu Senhor: "Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!"
R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

O Senhor estenderá desde Sião vosso centro de poder, pois ele diz: "Domina com vigor teus inimigos".
R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

"Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!"
R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!

Jurou o Senhor e manterá sua palavra: "Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!"
R: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedeque!


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 9, 11-17
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo São Lucas:
Naquele tempo, 11Logo que a multidão o soube, o foi seguindo; Jesus recebeu-os e falava-lhes do Reino de Deus. Restabelecia também a saúde dos doentes. 12Ora, o dia começava a declinar e os Doze foram dizer-lhe: Despede as turbas, para que vão pelas aldeias e sítios da vizinhança e procurem alimento e hospedagem, porque aqui estamos num lugar deserto. 13Jesus replicou-lhes: Dai-lhes vós mesmos de comer. Retrucaram eles: Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a menos que nós mesmos vamos e compremos mantimentos para todo este povo. 14(Pois eram quase cinco mil homens.) Jesus disse aos discípulos: Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinquenta. 15Assim o fizeram e todos se assentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os a seus discípulos, para que os servissem ao povo. 17E todos comeram e ficaram fartos. Do que sobrou recolheram ainda doze cestos de pedaços.
- Palavra da salvação.
- Glória a Vós, Senhor.

Comentário ao Evangelho do dia feito por São Tomás de Aquino (1225-1274)
Teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Orações
«Eis o pão que os anjos comem transformado em pão do homem; só os filhos o consomem» (Sequência da festa)
Deus todo-poderoso e eterno, eis que me aproximo do sacramento do Teu Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Doente, venho ao médico de Quem a minha vida depende; manchado, à origem da misericórdia; cego, ao fogo da luz eterna; pobre e desprovido de tudo, ao Senhor do céu e da terra.
Imploro, pois, a Tua generosidade imensa e inesgotável a fim de que Te dignes curar as minhas enfermidades, lavar as minhas manchas, iluminar a minha cegueira, compensar a minha indigência, cobrir a minha nudez; e que assim possa receber o pão dos anjos (Sl 77, 25), o Reis dos reis, o Senhor dos senhores (1Tim 6, 15), com todo o respeito e humildade, toda a contrição e devoção, toda a pureza e fé, toda a determinação de propósitos e a rectidão de intenção que a salvação da minha alma exige.
Permite, peço-Te, que não receba simplesmente o sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, mas toda a força e eficácia do sacramento. Deus cheio de doçura, permite-me receber de tal maneira o Corpo do Teu Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo, este corpo material que Ele recebeu da Virgem Maria, que mereça ser incorporado no Seu Corpo místico e fazer parte dos seus membros.
Pai cheio de amor, permite que eu possa um dia contemplar de rosto descoberto e por toda a eternidade este Filho bem amado que me preparo para receber agora sob o véu que convém à minha condição de viajante. Ele que, sendo Deus, vive e reina Contigo na unidade do Espírito Santo pelos séculos e séculos. Amen.

EUCARISTIA


Eucaristia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Eucaristia (do grego εὐχαριστία, cujo significado é "reconhecimento", "acção de graças") é uma celebração em memória da morte sacrificial e ressurreição de Jesus Cristo. Também é denominada "comunhão", "ceia do Senhor", "primeira comunhão", "santa ceia", "refeição noturna do Senhor".



Ostensório.O evangelista Lucas registrou esse mandamento da seguinte forma: "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança [ou Novo Pacto] no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20, e também Mateus 26;26-29, Marcos 14:22-25, I Coríntios 11:23-26).

Nesta manifestação as igrejas cristãs geralmente repetem o que Jesus Cristo fez na sua Última Ceia, antes de ser entregue às autoridades por Judas Iscariotes, conforme a narração dos evangelhos. Na ocasião, compartilhou com seus apóstolos pão e vinho, na época da celebração da Páscoa judaica (com pães ázimos).

Assim o pão usado na celebração, segundo alguns cristãos, é visto como o Corpo de Cristo sem pecado, que Ele ofereceu na Cruz (em grego stauros) como resgate. O vinho é Seu sangue derramado (ou seja, a sua vida perfeita), para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte.

Algumas religiões cristãs celebram a Ceia diariamente ou semanalmente. Algumas denominações cristãs realizam-na duas vezes ao mês, outras mensalmente, outras a cada dois meses ou anualmente (Testemunhas de Jeová e Congregação Cristã).

A passagem do pão e do vinho para o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo (transubstanciação) só é celebrada pela igreja Católica Romana. Na Igreja Ortodoxa é visto como mistério. No luteranismo como consubstanciação. Na tradiçao Reformada como real preença. Nas outras denominações protestantes de tradição evangelical acontecem apenas uma ceia, na qual o pão e o vinho não deixam de continuar sendo pão e vinho.

Significado e celebração
Igreja Católica

A Última Ceia, de Leonardo da Vinci (1452-1519).Na Igreja Católica, a Eucaristia é um dos sete sacramentos. Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica[1], a Eucaristia é " o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna." (n. 271)

Segundo o papa João Paulo II, em sua encíclica Ecclesia de Eucharistia, a Eucaristia é verdadeiramente um pedaço de céu que se abre sobre a terra; é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar o nosso caminho.[1] Ainda nessa encíclica, é chamada atenção para o fato significativo de que no lugar onde os Evangelhos Sinópticos narram a instituição da Eucaristia, o evangelho de João propõe a narração do lava-pés, gesto que mostra Jesus mestre de comunhão e de serviço[2]; em seguida o papa atenta para o fato de que mais tarde o apóstolo Paulo qualifica como indigna duma comunidade cristã a participação na Ceia do Senhor que se verifique num contexto de discórdia e de indiferença pelos pobres.[3]

Comungar ou receber a Comunhão é nome dado ao acto pelo qual o fiel pode receber a sagrada hóstia sozinha, ou acompanhada do vinho consagrado, especialmente nas celebrações de Primeira eucaristia e Crisma. Segundo o Compêndio, "Para receber a sagrada Comunhão é preciso estar plenamente incorporado à Igreja católica e em estado de graça, isto é, sem consciência de pecado mortal. Quem tem consciência de ter cometido pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes da Comunhão. São também importantes o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e ainda a atitude corporal (gestos, trajes), como sinal de respeito para com Cristo." (n. 291).


A transubstanciação do pão em Corpo de Cristo, na missa de canonização do Frei Galvão, em 11 de maio de 2007.A Igreja Católica confessa a presença real de Cristo, em seu corpo, sangue, alma e Divindade após a transubstanciação do pão e do vinho, ou seja, a aparência permanece de pão e vinho, porém a substância se modifica, passa a ser o próprio Corpo e Sangue de Cristo.

Eucaristia também pode ser usado como sinônimo de hóstia consagrada, no Catolicismo. "Jesus Eucarístico" é como os católicos se referem a Jesus em sua presença na Eucaristia. "Comunhão" é como o sacramento é mais conhecido. As crianças farão a sua Primeira comunhão. "Comunhão Eucarística" é a participação na Eucaristia.

Também há uma adoração especial, chamada "adoração ao Santíssimo Sacramento" e um dia especial para a Eucaristia, o Dia do Corpo de Cristo (em lat. Corpus Christi). Segundo Santo Afonso Maria de Ligório, a devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós[4]. Para a Igreja, a presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho.[5] Um dos grandes fatores que contribuíram para se crer na presença real de Cristo e adorá-lo, foram os "milagres Eucarísticos" em várias localidades do mundo, entre eles, um dos mais conhecidos foi o de Lanciano (Itália).

São João Crisóstomo destaca o efeito unificador da Eucaristia no Corpo de Cristo, que é identificado pelos cristãos como a própria Igreja: Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo.[6] João Paulo II ensinou que à desagregação enraizada na humanidade é contraposta a força geradora de unidade do corpo de Cristo.[7]

Segundo a igreja católica a consagração da Hóstia pode ser feita apenas por presbíteros(ou padres) ou por sacerdotes de maior grau hierárquico (bispos, cardeais, ou papa) os diáconos não ministram este sacramento.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS







A festa do Coração de Jesus
A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (cf. João 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus]


Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.


Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672.


Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa.


O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora.

O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.


Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.


Essas são as Promessas que Jesus fez:


“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.


As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:


1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

2 - Porei a paz em suas famílias.

3 - Consolá-los-ei nas suas aflições.

4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.

5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.

6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.

7 - Os tíbios se tornarão fervorosos.

8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.

9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.

10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.

11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

CORAÇÃO DE JESUS-CORPO E SANGUE







DOMINGO DO CORPO DE DEUS



Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do "triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia".

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.


Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.


Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho. A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).
Fonte Eclésia

terça-feira, 1 de junho de 2010

CORPO DE DEUS


SENHOR,
QUE EU TENHA
FOME DE TI,
QUE ÉS O PÃO DA VIDA!
(Jo 6,48)

1 DE JUNHO-MÊS DO CORAÇÃO DE JESUS











OFEREÇO-VOS, Ó MEU DEUS, EM UNIÃO COM O SANTÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS E PELA INTERCEPÇÃO DO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA, AS MINHAS ORAÇÕES, OBRAS E SOFRIMENTOS DESTE DIA E DE TODA A VIDA, EM REPARAÇÃO DE TODOS OS ULTRAJES, SACRILÉGIOS E INDIFERENÇAS COM QUE O MESMO CORAÇÃO ESTÁ CONTINUAMENTE A SER OFENDIDO,INTERCEDENDO E SACRIFICANDO-SE EM NOSSOS ALTARES.

EU TUDO OFEREÇO, DUM MODO PARTICULAR PELAS INTENÇÕES DO APOSTOLADO DE ORAÇÃO PARA ESTE MÊS E PARA ESTE DIA, E PELAS INTENÇÕES DO SANTO PADRE

PELOS MÉRITOS INFINITOS DO SEU CORAÇÃO E PELA INTERCEPÇÃO DO CORAÇÃO IMACULADO DE MARIA, PEÇO-VOS A CONVERSÃO DOS POBRES PECADORES.

MEU DOCE JESUS, QUE TANTO NOS AMAIS, FAZEI QUE EU VOS AME SEMPRE E CADA VEZ MAIS.









PALAVRAS DO SANTO PADRE BENTO XVI


Na conclusão do mês Mariano
Jesus é único tesouro que deve ser dado à humanidade, recorda o Papa Bento XVI


VATICANO, 01 Jun. 10 / 01:26 pm (ACI).- Ao participar ontem de noite na tradicional procissão com a que conclui o mês Mariano com a oração do Santo Terço, o Papa Bento XVI recordou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo".

Perante a gruta da Virgem de Lourdes localizada nos jardins vaticanos, o Santo Padre se referiu à festa da Visitação da Virgem Maria à sua parenta Isabel e ressaltou que neste gesto "reconhecemos o exemplo mais claro e o significado mais real de nosso caminho de crentes e do caminho da mesma Igreja, que é missionária por natureza, está chamada a proclamar o Evangelho por toda parte e sempre, a transmitir a fé a todo homem e mulher, e em cada cultura".

"Maria permanece com Isabel uns três meses, para oferecer-lhe a proximidade afetuosa, a ajuda concreta e todos aqueles serviços cotidianos que necessitava. Isabel se converte deste modo no símbolo de tantos anciãos e doentes, é mais, de todas as pessoas que necessitam ajuda e amor. Quantas pessoas em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas cidades, encontram-se hoje em dia nesta situação! E Maria –que se definiu ‘a serva do Senhor’ – se faz serva dos homens. Mais precisamente, serve ao Senhor que encontra nos irmãos".

Depois de sublinhar que "a caridade de Maria, entretanto, não se limita à ajuda concreta, mas chega ao topo quando dá ao mesmo Jesus, quando faz que o encontremos", o Papa disse: "Este é o coração e a cúpula da missão evangelizadora. Este é o verdadeiro significado e o propósito mais genuíno de todo caminho missionário: doar aos seres humanos o Evangelho vivo e pessoal, que é o mesmo Senhor Jesus".

Seguidamente o Papa assinalou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo. A sociedade em que vivemos, Europa, o mundo inteiro, necessitam dele".

Bento XVI ressaltou ao finalizar que "nos foi confiada esta responsabilidade extraordinária. Vivamo-la com alegria e com empenho, para que em nossa civilização reinem a verdade, a justiça, a liberdade e o amor, pilares indispensáveis e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordenada e pacífica".

"Vivamos esta responsabilidade escutando sempre a Palavra de Deus, na união fraterna, na fração do pão e nas orações. Que esta seja a graça que pedimos juntos esta noite à Santíssima Virgem", concluiu

POEMA DA MÃE PARA O SEU FILHO


POEMA DA MÃE PARA O SEU FILHO


Filho meu, meu querubim,
perfumado de jasmim,
meu botão em flor,
és precioso tesouro
que Deus me concedeu!
.
Eu dei-te a ponta do fio...
Tu prossegues a meada vital...
a tua glória real !

Segue, meu amor
e...continua.
És princípio do meu fim!
És começo do meu nada!

Revejo minha pequenez
na imagem que Deus fez
do Seu poder e grandeza.
.
Eu te entrego a Jesus,
fonte de vida e de Luz.
Que Ele seja teu farol!
.
Criança, sorriso de Deus,
tens à frente a estrada
que tens de percorrer...
Segue-a, sem desfalecer,
sê atleta a valer,
sê o ser do meu ser.
Ama Deus e o próximo,
sem que nada temas,
e um dia, ó maravilha,
seja cada passo a escrever
o melhor dos meus poemas!


de M.R.Guerra

SINAL DE VIDA E PAZ-DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


terça feira, 1 de Junho de 2010

Ouço cantar uma criança
e...sem querer... sorrio!
Sua voz de esperança,
suave, irrequieta e mansa...
é como sinal de aliança
das contas que passam a fio
pelo rosário da vida.
.
POR CERTO, Jesus rabino
também galreou um hino
ao colo de sua mãe,
Sorriu aos pastores
na lapinha de Belém,
bateu palmas de alegria
aos anjos, anunciando
que se cumpriu a profecia
da vinda do Salvador,
em jorros cantando!
.
Às palhas que O acolheram...
deu beijos com Seu corpinho
frágil,porque tenrinho,
mas repleto de gratidão
pelo afago concedido
na hora da Libertação
na Cruz, prevista então.
.
Ó criança, fonte de lembranças,
não queimes as loiras tranças...,
nem teus caracóis ao relento!
Deixa-os baloiçar ao vento
quando corres, quando danças,
quando gritas a destempo,
seja no frio, haja calor!
.
Ecoam e dão alento!
.
Tua pureza é o amor
que este mundo precisa
para esquecer a dor,
trazer a Paz precisa
à terra seca e descolor.
.
Criança amada e querida...
defende a beleza da vida,
com a tua força e vigor!


de Maria do Rosário Guerra

segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

PEDIDO DA VIRGEM MARIA


EM LOUVOR DA VIRGEM MARIA


Avé, Maria bendita,
Senhora da terra e céus,
nós te saudamos prostrados,
nós que somos filhos teus.
.
Avé, ó cheia de graça,
templo santo do Senhor,
És a obra mais sublime
formada pelo Criador.
.
Com o Anjo te louvamos,
porque Deus contigo está.
Ele te escolheu para Mãe...
maior que tu não há.
.
És bendita entre as mulheres
que por Deus foram criadas.
Neste mês nós te oferecemos
as nossas flores perfumadas.
.
Bendito é o fruto, Senhora,
do teu seio imaculado.
Jesus, nosso Salvador
é o teu Filho adorado.
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Mãe de Deus e nossa mãe,
roga por nós, pecadores...
Sê amparo e nos ajuda
nas nossas lutas e dores.
.
Conduz ao Céu os teus filhos.
Mostra que é Mãe, ó Maria!
Nós te amamos e amaremos,
ó Mãe nossa, e nossa guia!

.
de Padre Francisco Borges de Assunção