sexta-feira, 30 de abril de 2010

MISSÃO DA MÃE

Missão da mãe


Noções do matrimônio:

Chama-se "Matrimônio", porque o fim principal que a mulher deve propor-se, quando casa, é tornar-se mãe. Noutros termos: porque a função própria de uma mãe é conceber, dar à luz, e criar a sua prole. (Catecismo Romano - pág. 364)

Ensinamento de São Pedro Julião Eymard - Missão da mãe

Santificar sua família

Não contente em servir sua família, a mãe deve dedicar-se à santificação dos seus. É o pedaço de terra que o pai de família confiou a seus incessantes cuidados, a fim de que o cultive na paciência, e o faça frutificar ao cêntruplo, pelo zelo puro e generoso duma caridade ardente.
A missão divina da mãe de família é uma missão de fé, de virtude, de oração e de sofrimento.

1 - Missão de fé - A ela cabe, em primeiro lugar, falar a seus filhos de Deus, da Bondade de Jesus Cristo; desenvolver o germe da Fé neles depositados pela Graça do Batismo, zelar-lhes a inocência, e formá-los bem cedo na piedade cristã e no amor a Jesus Eucaristia. À mãe cabe conservar e alimentar a Fé da família, afastando rigorosamente tudo o que for apto a escandalizar algum de seus membros. A fé é o mais precioso tesouro do cristão, e é por meio de santas leituras, de piedosos entretenimentos, que ela fará frutificar estas virtudes nos seus.

2 - Missão de virtude - A mãe de família deve inspirar a virtude e torná-la amável a cada um dos seus.
Sua própria virtude será simples e natural, a fim de que seus filhos fiquem sendo naturalmente virtuosos; será doce e afável, como em Jesus e Maria, a fim de lhes conciliar todos os corações; será forte e desinteressada, a fim de manter sempre igual nas provações e fiel a Deus nos sacrifícios.
Se o esposo que Deus lhe deu é antes um pecador a converter que um cristão a edificar, ela se dedicará com paciência e confiança a essa conversão.

3 - Missão de oração - É sobretudo pela oração que a mãe cristã santifica sua família; pela oração, completa aquilo que sua palavra e seus exemplos esboçaram. Deus nada recusa à oração constante duma mãe -- e nisso pôs sua força e sua vitória. A oração, por conseguinte, deve ser-lhe o alimento habitual da alma.
A mãe ensinará, muito cedo, seus filhos a rezar. Tratará, na medida do possível, de fazê-los ela mesma cumprir cada dia esse dever piedoso. Habituá-los-á sobretudo à visita freqüente ao Santíssimo Sacramento, levando-os à Igreja desde pequeninos.

4 - Missão de sofrimento - O título de mãe é fruto do sofrimento. Deus assim o quis. O de mãe espiritual se adquire somente no Calvário, ao lado de Maria, Mãe de todos os homens.
Para obter a salvação dos seus, a mãe de família deve, portanto, resignar-se a sofrer, e a sofrer a sós com Jesus e Maria. São, todavia, sofrimentos felizes, que geram almas à vida da Graça. Filhos de Deus, e cidadãos para o Céu. Quanto maior o sofrimento, quanto mais isento de consolação natural, tanto mais deve a mãe regozijar-se na caridade divina, pois é sinal de que a hora da vitória se aproxima.
Ditosa a mãe que tem a ciência da Cruz e a virtude de Jesus Crucificado, porquanto terá toda a doçura e poder inerentes. Que ela se exerça sem cessar na prática do amor crucificado, que o peça instantemente, como sendo a Graça mais segura e mais sublime da perfeição.

A GRAÇA SANTIFICANTE EXISTE



A Santíssima Virgem, no primeiro instante de sua existência, foi enriquecida por Deus com uma imensa plenitude de graça, superior à de todos os Anjos e Santos reunidos.

Maria - escreve o Côn. Campana - foi concebida toda brilhante de santidade e de inocência. A saudação que Lhe fez mais tarde o Arcanjo Gabriel: Ave gratiae plena, poder-lhe-ia ter sido dirigida logo no primeira instante em que sua alma, saindo das mãos de Deus, foi unida a seu corpo. Desde então, a Bem-aventurada Virgem sobrepujou a todos os Santos,


A graça santificante
A graça propriamente dita, que se distingue realmente da natureza humana e da angélica, como um dom de Deus inteiramente gratuito, que excede as forças naturais e as exigências de toda natureza criada e mesmo criável. A graça habitual ou santificante nos faz participar da própria natureza divina ou de sua vida íntima, segundo as palavras de São Paulo (II Ped. I, 4): "(Jesus Cristo) nos comunicou mui grandes e preciosas graças, a fim de que por elas nos tornássemos consortes da natureza divina."

Pela graça nos tornamos filhos adoptivos de Deus, seus herdeiros e co-herdeiros do Cristo (Rom. VIII, 17); por ela somos nascidos de Deus. Ela nos torna aptos a receber a vida eterna como uma herança e como a recompensa dos méritos, dos quais ela é o princípio. Ela é mesmo o germe da vida eterna, sêmen gloriae diz a Tradição, enquanto ela nos dispõe, desde já, a ver a Deus como Ele se vê a si mesmo e a amá-lo como Ele se ama.

Esta graça habitual ou santificante é recebida na própria essência de nossa alma como um enxerto sobrenatural que sobreleva sua vitalidade, a deifica. Desta graça derivam para nossas faculdades as virtudes infusas, teologais e morais, e também os sete dons do Espírito Santo; quer dizer, tudo o que constitui nosso organismo sobrenatural. Segue-se daí que pela graça habitual a Santíssima Trindade habita em nós como num templo onde Ela é conhecida e amada.

A graça à qual se refere essas palavras do Anjo: Ave, gratia plena, é, portanto, superior às forças naturais e às exigências de toda natureza criada e criável. Sendo uma participação da natureza divina ou da vida íntima de Deus, ela nos faz entrar, propriamente, no reino de Deus, imensamente acima dos diversos reinos da natureza, que se podem chamar reinos mineral, vegetal, animal, humano e mesmo angélico (...)

O menor grau de graça santificante contido na alma de uma criancinha batizada, vale mais que o bem natural de todo o universo, mais que todas as naturezas criadas, inclusive as angélicas. Existe aí uma participação da vida íntima de Deus que é superior a todos os milagres e outros sinais exteriores da revelação divina, ou da santidade dos servos de Deus (...)

É desta graça, germe da glória, que se trata na palavra dirigida pelo Anjo a Maria: Deus te salve, cheia de graça!

E o Anjo devia notar que, embora tivesse ele a visão beatífica, aquela Santa Virgem possuía um grau de graça santificante e de caridade superior ao dele: o grau que convinha para que Ela se tornasse, nesse mesmo instante, a digna Mãe de Deus. (...)

O PECADO EXISTE?


O pecado existe!


Do trecho do Parágrafo 386 do Catecismo da Igreja Católica:

O pecado está presente na história do homem: seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes. (CIC§386)

Hoje existe uma forte campanha pagã que prega que o pecado não existe. Dizem que o pecado é uma invenção cristã, para controlar as pessoas, para causar nelas um complexo de inferioridade… Isso é a mais pura das tolices! Se tomarmos como ponto de partida que as pessoas que divulgam essa idéia, podemos claramente perceber que essas pessoas não conhecem a luz (e portanto vivem nas trevas). Agora fica a pergunta: Como podem ver as trevas que vivem, se andam nas trevas?

Você já fez a experiência de estar dormindo e ser acordado com uma luz forte? Se já fez a experiência, sabe que quando ficamos muito tempo no escuro, a luz nos cega a vista. Foi mais ou menos que aconteceu com São Paulo no caminho para Damasco. Assim acontece com a nossa alma. Muitas vezes, nem vivemos sob grandes pecados. Mas o pecado é pecado. Seja grande ou pequeno, ele nos leva as trevas.

O pecado existe e é real. O problema é que só passamos a considerar o pecado, quando percebemos o valor de permanecer em Cristo. Quem não conhece Cristo não se preocupa em ofende-lo. Quem serve ao maligno ofende a Cristo conscientemente. Por isso que aqueles que não conhecem, ou não amam a Deus, acabam dando nomes estranhos a essa realidade. Uns dizem que é culpa, outros complexo, e assim vão dando nomes e soluções estranhas… Mas não existe isso! Pecado é pecado… E ponto final!

A grande jogada do inimigo de Deus, é justamente a de formular no meio das pessoas a falsa idéia de que o pecado não existe, para que as pessoas continuem a pecar. E os pecados são como escorpiões que se escondem nos buracos, nos entulhos, nos cantos das casas, para nos pegar quando menos esperamos. E quanto mais essa idéia se difunde, mais cresce a morte, a fome, a miséria… Por que este é o salário do pecado.

Por isso nós como cristãos precisamos bradar para todos que o pecado existe e é real! Precisamos alertar as pessoas que o pecado não é uma culpa! Mas confessar os pecados é sinal de libertação e vitória! Por isso, não se deixe convencer pelo mal: O pecado existe e só Jesus pode nos libertar dos pecados!


Dominus Vobiscum

quinta-feira, 29 de abril de 2010

ORANDO COM SANTA CATARINA DE SENA


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Abraço Jesus Crucificado,Amante e Amado! "Querida irmã em Jesus. Eu, Catarina, serva dos servos de Jesus, escrevo-te no seu precioso sangue, desejosa que te alimentes do amor de Deus e que dele te nutras, como do seio de uma doce mãe. Ninguém, de facto, pode viver sem este leite!

Quem possui o amor de Deus, nele encontra tanta alegria que cada amargura se transforma em doçura e cada grande peso se torna leve. E isto não nos deve surpreender porque, vivendo na caridade, vive-se em Deus:

“Deus é amor; quem permanece no amor habita em Deus e Deus habita nele”.

Vivendo em Deus, por conseguinte, não se pode ter amargura alguma porque Deus é delícia, doçura e alegria infinita!

É esta a razão pela qual os amigos de Deus são sempre felizes! Mesmo se doentes, necessitados, aflitos, atribulados, perseguidos, nós estamos alegres.

Mesmo quando todas as línguas caluniosas nos metessem em má luz, não nos preocuparemos, mas nos alegraremos com tudo porque vivemos em Deus, nosso repouso, e saboreamos o leite do seu amor. Como a criança suga o leite do seio da mãe assim nós, inamorados de Deus, atingimos o amor de Jesus Crucificado, seguindo sempre as suas pegadas e caminhando com ele pelo caminho das humilhações, das penas e das injúrias.

Não procuramos a alegria se não em Jesus e fugimos de toda a glória que não seja aquela da cruz.

Abraça, portanto, Jesus Crucificado elevando a ele o olhar do teu desejo! Toma em consideração o seu amor ardente por ti, que levou Jesus a derramar sangue de todas as partes do seu corpo!

Abraça Jesus Crucificado, amante e amado e nele encontrarás a verdadeira vida, porque ele é Deus que se fez homem. Que o teu coração e a tua alma ardam pelo fogo do amor do qual foi coberto Jesus cravado na cruz!

Tu deves, portanto, tornar-te amor, olhando para o amor de Deus, que tanto te amou, não porque te devesse obrigação alguma, mas por um puro dom, impelido somente pelo seu inefável amor.

Não terás outro desejo para além daquele de seguir Jesus! E, como que inebriada do Amor, não farás caso se te encontras só ou acompanhada: não te preocuparás com tantas coisas mas somente de encontrar Jesus e segui-lo!

Corre, Bartolomea, e não estejas a dormir, porque o tempo corre e não espera nem um momento!

Permanece no doce amor de Deus.

Doce Jesus, amor Jesus."

Das “Cartas” de Santa Catarina de Sena (1347-1380) (carta n.165 a Bartolomea, esposa de Salviato da Lucca)


Oração

Oh inestimável Amor! Tu nos iluminas com a tua sabedoria para que nos possamos conhecer a nós mesmos, conhecer a Tua verdade e os enganos subtís do demónio.

Com o fogo do Teu amor acendes os nossos corações com o desejo de Te amar e de Te seguir na verdade.

Só Tu és o Amor, somente digno de ser amado! (de Santa Catarina de Sena)

fonte: Vaticano

quarta-feira, 28 de abril de 2010

SALMO 102- PARA DEPOIS DAS REFEIÇÕES







DEPOIS DAS REFEIÇÕES
V-O Senhor, clemente e compassivo instituiu um memorial das suas maravilhas
R-E alimenta os que O temem
V-Exaltado seja o Senhor por todos os seus dons
R-Ele que vive e reina para sempre e é santo em todas as Suas obras
V-Bendiz , ó minha alma , o Senhor, e todo o meu ser bendiga o Seu nome santo
R-Bendiz, ó minha alma , o Senhor , e não esqueças nenhum dos seus benefícios.
V- Ele perdôa todos os teus pecados e cura as tuas enfermidades.
R-Salva da morte a tua vida e corôa-te de Graça e de misericórdia.
V-Enche de bens a tua vida e rejuvenesce-te como a águia
.
R-Como um Pai, se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que O temem
V-Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
R- Como era no princípio, agora e sempre. Amen.
V- O Senhor dá aos pobres com abundância.
R- A Sua salvação permanece para sempre.
V- Quero louvar o Senhor todos os dias da minha vida.
R- O Seu louvor esteja sempre na minha boca
V-A minha alma gloria-se no Senhor.
R- Ouçam os humildes e regozigem-se.
V-Glorificai comigo o Senhor.
R- Bendigamos juntos o Seu nome.
V-Que o nome do Senhor seja exaltado.
R-Desde agora e para sempre.
V- Recompensai, Senhor, todos aqueles que por amor do Vosso nome, nos fazem bem.
R-E concedei-lhes a vida eterna.Amen.
V-Bendigamos ao Senhor.
R-Graças a Deus!
V-Este é o dia que fez o Senhor.Aleluia!
R- Nele exultemos e nos alegremos. Aleluia!

sábado, 24 de abril de 2010

PENSAMENTO DE AMOR


Há duas forças motivadoras básicas: o medo e o amor. Quando estamos com medo, podemos nos retirar da vida. Quando amamos, estamos abertos a tudo que a vida tem para oferecer com paixão, emoção e aceitação. Precisamos aprender a nos amar primeiro, em toda nossa glória e imperfeições. Se não podemos amar a nós mesmos, não podemos abrir completamente a nossa capacidade de amar os outros ou o nosso potencial para criar. A evolução e todas as esperanças para um mundo melhor estão no destemor e na visão de um coração aberto, de pessoas que abraçam a vida.

John Lennon

A IMPORTÂNCIA DA LITURGIA


Entrevista ao Cardeal Cañizares - Excertos


- Quais têm sido os assuntos mais urgentes que tem que atender?



- Assuntos urgentes há todas as manhãs, referentes a excessos e erros que se cometem na liturgia, mas sobretudo, o assunto mais urgente, que é urgente em todo o mundo, é que se recupere de verdade o sentido da liturgia. Não se trata de mudar rubricas ou introduzir novas coisas, mas, do que se trata, simplesmente, é que se viva a liturgia e esta esteja no centro da vida da Igreja. A igreja não pode ser sem a liturgia, porque a Igreja é para a liturgia, isto é, para o louvor, para a ação de graças, para oferecer o sacrifício ao Senhor, para a adoração... Isto é fundamental, e sem isto não há Igreja. E mais, sem isto não há humanidade. Por isso é uma tarefa sumamente urgente e obrigatória.



- Como se recupera o sentido da Liturgia?



- Nestes momentos, trabalhamos de uma maneira muito silenciosa em toda uma série de temas que têm que ver com projetos de formação. É a necessidade prioritária que se tem: uma boa e verdadeira formação litúrgica. O tema da formação litúrgica é capital porque realmente não se conta com uma formação suficiente. A gente crê que a liturgia é uma questão de formas ou de realidades exteriores, e o que realmente nos faz falta é recuperar o sentido da adoração, isto é, o sentido de Deus como Deus. Este sentido de Deus só se poderá recuperar com a liturgia. Por isso, o Papa tem tantíssimo interesse em acentuar a prioridade da liturgia na vida da Igreja. Quando se vive o espírito da liturgia, se entra no espírito da adoração, se entra no reconhecimento de Deus, se entra em comunhão com Ele, e isto é o que transforma o homem e o converte em um homem novo. A liturgia visa sempre a Deus, não à comunidade; não é a comunidade a que faz a liturgia, senão que é Deus quem a faz. É Ele quem sai a nosso encontro e nos oferece participar em sua vida, em sua misericórdia, em seu perdão... Quando se viver a liturgia de verdade e Deus estiver verdadeiramente no centro dela, tudo mudará.



- Tão distantes estamos hoje do sentido verdadeiro do mistério?



- Sim, atualmente há uma secularização e um laicismo muito grandes, se tem perdido o sentido do mistério e do sagrado, não se vive com o espírito verdadeiramente de adorar a Deus e deixar que Deus seja Deus. Por isso se crê que tem que estar mudando constantemente coisas na liturgia, fazer inovações e que seja tudo muito criativo. Não é esta a necessidade da liturgia, senão que seja realmente adoração, isto é, reconhecimento dAquele que nos transcende e que nos oferece a salvação. O mistério de Deus, que é mistério insondável de seu amor, não é algo nebuloso, senão que é Alguém que sai a nosso encontro. Há que recuperar ao homem que adora. Há que recuperar o sentido do Mistério. Há que recuperar o que nunca deveríamos ter perdido. O maior mal que se está fazendo ao homem é querer eliminar de sua vida a transcendência e a dimensão do mistério. As conseqüências, as estamos vivendo hoje em todas as esferas da vida. É a tendência de substituir a verdade pela opinião, a confiança pela inquietude, o fim pelos meios... Por isso é tão importante defender o homem de todas as ideologias que o enfraquecem em sua tríplice relação com o mundo, com os demais e com Deus. Nunca antes se havia falado tanto de liberdade, e nunca antes houve mais escravidão.



- Quais os são os principais motivos de esperança que observa em meio a esta Europa cada vez mais secularizada e distante de Deus?



- O grande motivo de esperança é o mesmo Papa e o que ele está constantemente dizendo. Este Papa está levando a cabo um ministério de Pedro tal como Jesus o encomendou a Pedro. Sua principal missão é confirmar na fé os irmãos e o está fazendo todos os dias. Todos os dias nos fala de algo que é a chave, o fundamento e o futuro de tudo, como é a afirmação, o reconhecimento e a adoração de Deus. Se não situamos a Deus no centro da vida do homem, não há futuro para a humanidade. É o que o Papa tem chamado ante os jovens, nada menos, "a revolução de Deus". Façamos a revolução de Deus! Por isso, para mim, o Papa, e todo seu magistério, é um grande sinal de esperança.



Excertos de uma entrevista ao Cardeal Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto e a Disciplina dos Sacramentos.

DIA DO BOM PASTOR



04º Domingo Páscoa - Bom Pastor Domingo do Bom Pastor (Jo 10)
O 4º Domingo da Páscoa, também chamado de Domingo do Bom Pastor

- Dia de orações pelas vocações sacerdotais e religiosas.

O termo pastor ressoa na boca de Jesus como um título cristológico que fala simultaneamentede seu mistério e de sua missão, tendo raízes no Antigo Testamento. Com efeito, Iahweh é o Pastor que conduz o seu Povo, através de seus servos quais autênticos pastores nem sempre, porém, fiéis à missão. Daí o tema no Antigo Testamento revelar um forte acento messiânico-escatológico, isto é, Deus haveria de suscitar um Pastor plenamente fiel ao serviço às ovelhas. Este pastor, segundo o coração de Deus, anunciado pelos profetas e esperado por Israel, é o Messias: Jesus.

Ele se apresenta no Quarto Evangelho consciente não só de ser aquele pastor, mas também de que os que vieram antes dele eram ladrões e mercenários que dispersaram as ovelhas. Então,não só as reúne e defende, mas lhes dá a vida porque morre e ressuscita para isso. Justifica-se, pois, a escolha do relato do Quarto Domingo da Páscoa, por esta nítida relação estabelecida entre o pastoreio de Jesus e o momentode sua morte e ressurreição. Aliás, esta entrega de si é que justifica o qualitativo bom acrescido ao pastor.

Paulo VI percebeu a importância desta mensagem e fez deste Domingo uma Jornada Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Dessa maneira, enseja que à luz do Bom-Pastor que dá a vida compreendamos, aceitemos evalorizemos as vocações especiais na Igreja. O melhor modo de valorizá-las é perceber suas necessidades. Quem precisa pede, ora, implora. Há, pois,uma pequena sutileza no pedido que fazemos a Deus. É claro que pedimos vocações. Mas, na realidade, suplicamos que Ele conceda o dom que motiva o coração humano para a entrega de si mesmo, aquela disposição do Bom-Pastor que dá a vida, sem o que a Redenção não se efetua. Este dom é pedido, hoje, pela Igreja ao seu Pastor Supremo, sem o qual não há nem vocacionados nem a expressão visível Daquele que redimiu e congregou o Rebanho.

A imagem do Bom-Pastor, plena de conteúdo salvífico, permite também que toda obra e ministério eclesiais sejam chamados de Pastoral porque os batizados, segundo os carismas que possuem, são vocacionados ao serviço, dando a vida pela causa Daquele que se entregou por nós. Portanto, a imagem desperta a generosidade e a disponibilidade dos cristãos para o serviço na Igreja e no Mundo, à semelhança do pastoreio de Jesus.

DIA DO BOM PASTOR-CRIANÇAS











ORAÇÃO SENTIDA EM UNIÃO COM A SANTA IGREJA



AVÉ MARIA! CHEIA DE GRAÇA!
O SENHOR É CONVOSCO!
BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES!
BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE-JESUS!

SANTA MARIA! MÃE DE DEUS!
ROGAI POR NÓS, PECADORES!
AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE. AMEN!

Ó MARIA, RAINHA DO CLERO, DAI-NOS MUITOS
SANTOS SACERDOTES E BISPOS!
Ó MARIA, RAÍNHA DAS VOCAÇÕES!
DAI-NOS MUITAS E BOAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E MISSIONÁRIAS.

Ó MARIA, CONSOLADORA DOS AFLITOS, AMPARAI O SANTO PADRE, OS BISPOS E SACERDOTES SANTOS E OS MUITOS MISSIONÁRIOS FIÉIS AOS VOTOS NO DIA DA SUA ORDENAÇÃO.

JESUS E MARIA, DAI-NOS LEIGOS VERDADEIRAMENTE BEM INTENCIONADOS, A TRABALHAR NO SEIO DA VOSSA IGREJA.

A TODOS CONCEDEI A GRAÇA DA SANTA HUMILDADE E A TRANSPARÊNCIA DE VIDA EM PUREZA.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

ORAÇÃO PELOS MEMBROS DA IGREJA


Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.


Oremos pelo nosso Santo Padre, o Papa Bento XVI. Que o Senhor o proteja e lhe dê vida e o abençoe sobre a terra, para que não seja entregue ao poder dos seus inimigos.QUE O SENHOR LHE DÊ AS FORÇAS NECESSÁRIAS PARA SUPORTAR A DOR QUE O DOMINE. QUE CONTINUE A SER FORTE. QUE A ESPERANÇA SEJA A FORÇA CAPAZ DE CONTINUAR A REVELAR-NOS O ROSTO APAIXONADO DE CRISTO PELOS HOMENS


Sagrado Coração de Jesus, Sumo Sacerdote Divino e Eterno, que as águas vivificantes do Vosso Amor corram para os corações dos Vossos Bispos e Sacerdotes e os transformem em Vossas imagens vivas. Pela Vossa graça, fazei-os apóstolos verdadeiros do Vosso Sagrado Coração.

Salvai as almas através dos Vossos Bispos e Sacerdotes; acompanhai-os no percurso da vida. Dai-lhes a graça especial de atrair os pecadores ao Vosso Sagrado Coração, Refúgio de pecadores, para que possam encontrar o perdão e a salvação.

Sagrado Coração de Jesus, rezo para que se cumpra esta promessa que fizestes a Santa Margarida Maria: “Darei aos sacerdotes o dom de tocar os corações mais endurecidos”. Que o Vosso Reino chegue aos corações dos homens pela acção de Bispos e Sacerdotes verdadeiramente santos.

Ó Maria, Mãe do Sumo Sacerdote, protegei todos os Bispos e Sacerdotes dos perigos que ameaçam as suas santas vocações. Que o Vosso Imaculado Coração seja o seu refúgio e consolação durante as tentações, as provações e a solidão.
DAI, SENHOR, FORÇA A TODOS OS VOSSOS SACERDOTES, BISPOS E SANTO PADRE,PARA SE MANTEREM FIRMES NUM CORAÇÃO EM PAZ E CONTINUEM A GOVERNAR EM UNIDADE A BARCA DE PEDRO.
LIBERTAI-OS DE TODA A CALÚNIA, DE TODA A LAMA MALICIOSA.
AJUDAI-NOS A AMÁ-LOS E A ACREDITAR QUE TODOS ELES SÃO O DOCE CRISTO NA TERRA NA ALEGRIA.

SÃO JORGE




São Jorge é o santo patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, da cidade de Moscou e, extra-oficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros e do S.C Corinthians Paulista. No dia 23 de Abril comemora-se seu martírio. Ele também é lembrado no dia 3 de novembro, quando, por toda parte, se comemora a reconstrução da igreja dedicada a ele, em Lida (Israel), onde se encontram suas relíquias, erguida a mando do imperador romano Constantino I. Há uma tradição que aponta o ano 303 como ano da sua morte. Apesar de sua história se basear em documentos lendários e apócrifos (decreto gelasiano do século VI), a devoção a São Jorge se espalhou por todo o mundo. A devoção a São Jorge pode ter também suas origens na mitologia nórdica, pela figura de Sigurd, o caçador de dragões


[editar] História
De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do sudeste da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo a função de Tribuno Militar.

Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Jorge, ao ver que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.

O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses .
.Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."

Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).

Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SÃO ARNALDO JANSSEN


Arnaldo Janssen (1837-1909

Arnaldo Janssen nasceu no dia 5 de Novembro de 1837 em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha). Era o segundo de 10 filhos e os pais incutiram nele uma grande dedicação ao trabalho e uma profunda religiosidade.

Foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1861 pela Diocese de Münster e foi destinado a trabalhar numa escola secundária em Bocholt, onde se distinguiu como um professor exigente mas justo. Em virtude da sua profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi nomeado Director Diocesano do Apostolado da Oração. Este apostolado encorajou Arnaldo a abrir-se aos cristãos de outras denominações.

Ele foi um homem consciente das necessidades espirituais de outros povos, para além dos limites da sua diocese e preocupou-se pela Missão Universal da Igreja. Decidiu dedicar a sua vida despertando a Igreja da Alemanha para as suas responsabilidades missionárias. Com tal propósito, ele resignou do seu lugar de professor e, logo em seguida, fundou o «Mensageiro do Sagrado Coração». Esta revista mensal dava notícias da missão e animava os católicos de língua alemã a trabalhar mais pelas missões.

Os tempos eram particularmente difíceis na Alemanha. Bismarck havia declarado a «Kulturkampf» com uma série de leis contra os Católicos, a expulsão de religiosos e sacerdotes e a prisão de muitos bispos. Nesta situação caótica, Arnaldo Janssen propôs a alguns dos sacerdotes expulsos do país a ida para as missões ou que pelo menos ajudassem na formação de missionários.

Devagar mas com segurança e com a palavra de encorajamento do Vigário Apostólico de Hong-Kong, Arnaldo descobriu que Deus o chamava para enfrentar essa difícil tarefa. Muitos diziam que ele não era o homem indicado para tal e que os tempos não eram propícios para a fundação. A resposta de Arnaldo foi: «O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja».

Com a ajuda de alguns bispos, Arnaldo inaugurou no dia 8 de Setembro de 1875 em Styel (Holanda) a casa missionária e esta data é considerada o dia da fundação da Congregação do Verbo Divino. No dia 2 de Março de 1879, partiram os dois primeiros missionários para a China. Um deles era José Freinadmetz.

Consciente da importância dos meios de comunicação social para atrair vocações e meios económicos, Arnaldo Janssen abriu, 4 meses após a inauguração da casa, uma tipografia. Milhares de leigos generosos ofereceram o seu tempo e esforço na distribuição das revistas de Steyl, contribuindo assim para a animação missionária nos países de língua alemã.

Desta forma, a comunidade, muito em breve, era composta de sacerdotes e irmãos.

Entre os voluntários da casa missionária não estavam só homens. Praticamente desde o começo, um grupo de mulheres se pôs ao serviço da comunidade. Estas mulheres desejavam servir a missão como religiosas. O fiel e dedicado serviço que elas ofereciam livremente e o reconhecimento da importância do papel, que a mulher poderia desempenhar na missão, levaram Arnaldo a fundar, no dia 8 de Dezembro de 1889, a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo (SSpS). As primeiras Irmãs foram enviadas para a Argentina em 1895.

Em 1896 o P. Arnaldo decidiu escolher algumas Irmãs para formar o ramo contemplativo, que seria conhecido como «Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua», SSpSAP. O seu serviço missionário consistiria em manter a adoração permanente do Santíssimo Sacramento, rezando dia e noite pela Igreja e especialmente pelas outras duas Congregações dedicadas ao serviço missionário activo.

Arnaldo faleceu no dia 15 de janeiro de 1909. A sua vida foi uma permanente procura da realização da vontade de Deus, confiança na divina providencia e trabalho árduo. O crescimento contínuo das comunidades por ele fundadas é a prova evidente de que o seu trabalho foi abençoado. Presentemente, há mais de 6.000 missionários do Verbo Divino trabalhando em 63 países. As missionárias Servas do Espírito Santo são mais de 3.800, e 400 as Servas do Espírito Santo de Adoração Perpétua.



Homilia de João Paulo II

DOMINGO IV DA PÁSCOA-DIA DAS VOCAÇÕES




DOMINGO IV DA PÁSCOA- DOMINGGO DO BOM PASTOR
















DOMINGO DO BOM PASTOR- POSTAL


DIA MUNDIAL DO PLANETA TERRA


Hoje


Quercus avisa que excesso de consumo está a destruir o planeta

"O nosso relacionamento com o planeta Terra piorou nos últimos anos. Apesar de estarmos mais eficientes, temos cada vez mais produtos a gastar mais. A pressão sobre a Terra está a tornar-se cada vez maior", avisa Susana Fonseca, presidente da Quercus. Por isso, esta associação ambiental admite que quarenta anos depois da primeira comemoração do dia da Terra, este planeta está na mesma ou pior.

O excesso de produção e de consumo parece ser a maior das "doenças" e a que provoca o resto dos males do mundo. A Quercus aponta, até, para a iminência de um cataclismo de magnitude planetária, em que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas.

Dados da associação ambientalista indicam que, para mantermos este nível de consumo de recursos precisamos de um planeta e meio. No caso de Portugal, o número sobe para dois planetas e meio. É como ter um frigorífico cheio de comida em casa, mas o apetite voraz exigir dois e meio para sustentar a fome.

A culpa parece ser da nossa sociedade: "É-nos passada uma imagem de consumo e de luxo, em que o valor das pessoas vem daquilo que têm e não do que são. Isto é uma atitude insustentável para quem se preocupa com questões ecológicas", diz Susana Fonseca. Uma questão de elevada importância num planeta em que três em cada quatro pessoas vivem em países em débito ecológico.

Estas são as nações que não conseguem produzir dentro das suas fronteiras os produtos que consomem, nem desfazer-se dos resíduos que produzem. "Este desrespeito pelos limites do planeta Terra acontece quando apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois mil milhões vivem em economias de transição e cerca de três a quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia", diz a responsável da Quercus.

"Quarenta anos volvidos, não temos um balanço positivo da nossa relação com o planeta Terra. Face ao conhecimento que actualmente possuímos, estamos bastante aquém", conclui a presidente.

Mas, afinal, o que é que nestes 40 anos não conseguimos alterar para mudar este cenário? Em resposta, Susana Fonseca aponta três falhas: a primeira é o excesso de produção e de consumo. "A falha maior", aponta a ecologista: "Consumimos muito mais do que aquilo que necessitamos e os indicadores que se baseiam nisto não são sustentáveis." O problema terá começado nos anos 1980 quando passamos a ter um défice de pegada ecológica. A partir daí foi sempre a piorar.

O segundo problema destes 40 anos foi o não desenvolvimento de energias renováveis. "Há muito que as conhecemos, mas ninguém investe nelas", frisa Susana Fonseca, que lamenta que a crise de petróleo de 1973 não tenha ensinado nada acerca dos problemas deste combustível fóssil.

Em terceiro vem a falta de educação ambiental, uma questão que se estende a toda a gente, inclusive aqueles que têm as rédeas do mundo: "O que me espanta é que haja um consenso sobre as alterações climáticas, mas que ninguém tenha tido a coragem para que se assine um protocolo", critica. Para a Quercus, é preciso que as pessoas saibam viver com o planeta, "sem serem agressivos".

"É preciso formar pessoas, principalmente os líderes, antes que fiquemos sem recursos. O grande problema é que estivemos estes anos todos sem ligar nada ao planeta e agora temos de aprender rapidamente como tratar dele", acrescenta Susana Fonseca.

Passados 40 anos, o cenário não é famoso, por isso a ecologista espera que quando chegarmos aos 50 anos do dia da Terra, estes três problemas estejam resolvidos: "Isto sendo bastante optimista."

quarta-feira, 21 de abril de 2010

SANTO ANSELMO DE CANTUÁRIA





Anselmo de Cantuária (1033/1034, Aosta - 21 de Abril 1109, Canterbury), nascido Anselmo de Aosta (por ser natural de Aosta, hoje na Itália), e também conhecido como Santo Anselmo, foi um influente teólogo e filósofo medieval italiano de origem normanda.

Foi Arcebispo de Cantuária entre 1093 e 1109 (sucedendo a Lanfranco, também um italiano), por nomeação de Henrique I de Inglaterra, de quem foi amigo e confessor, mas depois divergiu com ele na Questão das Investiduras. É considerado o fundador do escolasticismo e é famoso como o criador do argumento ontológico a favor da existência de Deus.

Viria mais tarde a ser canonizado pela Igreja Católica, e declarado Doutor da Igreja em 1720, pelo Papa Clemente XI. Santo Anselmo nasceu em Aosta, filho de um nobre, e de uma mãe rica, Ermenberga. Seguiu a carreira religiosa, estudou os clássicos e escreveu sempre em latim. Foi eleito prior em 1063, porque era considerado inteligente e piedoso. Sua biografia nos é contada pelo seu discípulo, Eadmero.

Foi comum na Idade Média que os religiosos buscassem o apoio da fé na razão. Anselmo escreveu uma obra sobre esse assunto. É considerado um dos iniciadores da tradição escolástica. "Não só a habilidade dialética fez de Anselmo o precursor da Escolástica, como também o princípio teológico fundamental que adotou: fides quarens intelectum. Foi ele também quem forjou uma nova orientação à teoria dos universais e que reverteu em grande proveito para os intuitos da Teologia racional" (SPINELLI, Miguel. O itinerário filosóffico de Anselmo de Cantuária, In: Revista Portuguesa de Filosofia, Braga, t.64, f.1 2008, p. 247).

Anselmo buscava um argumento para provar a existência de Deus, e sua bondade suprema. Fala que a crença e a fé correspondem à verdade, e que existe verdadeiramente um ser do qual não é possível pensar nada maior. Ele não existe apenas na inteligência, mas também na realidade. Anselmo desenvolveu uma linha de pensamento sobre essas bases, chamados de argumento ontológico, que foi retomada por Descartes e criticada por Kant, e ela estava numa obra chamada Proslógio. Ele parte do fato de que o homem encontra no mundo muitas coisas, algumas boas, que procedem de um bem absoluto, que é necessariamente existente. Todas as coisas tem uma causa, menos o ser incriado, que é a causa de si mesmo e fundamenta todos os outros seres. Esse ser é Deus. Seus argumentos não foram totalmente aceitos.

Anselmo chegou a arcebispo da Cantuária em 1093. Escreveu outras obras importantes, Do Gramático e Da Verdade, ambos em latim. Recebeu doações de terras para a Igreja, mas brigou com Guilherme, o ruivo, rei da Inglaterra pois não queria fazer comércio com os bens da Igreja. Isso foi considerado um desrespeito ao poder real, e Guilherme impediu Anselmo de viajar para Roma, desafiando o poder da Igreja.

Num dos seus primeiros livros, Monológio, em que apresenta sua visão de Deus, Anselmo fala que a essência suprema existe em todas as coisas e tudo depende dela. Reconhece nela onipotência, onipresença, máxima sabedoria e bondade suprema. Ela criou tudo a partir do nada. Anselmo procurava desenvolver um raciocínio evolutivo sobre o que considerava ser a verdade, que estava contida na Bíblia. Para Anselmo, o pensamento tem algo de divino, e Deus tem uma razão. Sua palavra é sua essência, e Ele é pura essência (essa noção não é nova) infinita, sem começo nem fim, pois nada existiu antes da essência divina e nada existirá depois. Para ela o presente, o passado e o futuro são juntos ao tempo, são uma coisa só. E Ela é imutável, uma substância, embora seja diferente da substância das outras criaturas. Existe de uma maneira simples e não pode ser comparado com a consciência das criaturas, pois é perfeito e maravilhoso e tem todas as qualidades já citadas. O verbo e o espírito supremo são uma coisa só, pois este usa o verbo consubstancial para expressar-se. Mas a maneira intrínseca que o espírito supremo se expressa e conhece as coisas é incogniscível para nós. O verbo procede de Deus por nascimento, e o pai passa a sua essência para o filho. O espírito ama a si mesmo, e transmite esse amor.

Para Anselmo, a alma humana é imortal, e as criaturas seriam felizes e infelizes eternamente. Mas nenhuma alma é privada do bem do Ser supremo, e deve buscá-lo, através da fé. E Deus é uno. Para contemplá-lo devemos nos afastar dos problemas e preocupações cotidianos e buscá-lo. Ele é onipotente embora não possa fazer coisas como morrer ou mentir. É piedoso, em parte por ser impassível, o que não o impede de exercer sua justiça, pois ele pensa e é vivo. Anselmo fala muito da crença divina do Pai, do filho e do espírito humano. Grandes coisas esperam por aquele que aceitar Deus e buscá-lo. Santo Anselmo influenciou muito o pensamento teológico posterior.

PALAVRA DO SENHOR PARA O DIA DE HOJE


LEITURA I Actos 8, 1b-8
«Andaram de terra em terra a anunciar a palavra do Evangelho»

Um conjunto de pequenas notícias enche esta leitura; mas em todas elas perpassa o sopro do Espírito do Ressuscitado. Até a dispersão de que sofreu a comunidade de Jerusalém foi ocasião para que o Evangelho chegasse ás outras províncias mais distantes. E o próprio ardor de Saulo, aquela testemunha ocular da morte de Estêvão, irá transformar-se em zelo pela Boa Nova de Jesus ressuscitado. Está-se verdadeiramente no Tempo Pascal da Igreja, sob o signo do Espírito.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém e todos, à excepção dos Apóstolos, se dispersaram pelas terras da Judeia e da Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grandes lamentações por ele. Saulo, por sua vez, devastava a Igreja: ia de casa em casa, arrastava homens e mulheres e metia-os na prisão. Entretanto, os irmãos dispersos andaram de terra em terra, a anun¬ciar a palavra do Evangelho. Foi assim que Filipe, tendo descido a uma cidade da Samaria, começou a anunciar Cristo àquela gente. As multidões aderiam unânimemente às palavras de Filipe, porque ouviam falar dos milagres que fazia e também os viam. De muitos possessos saíam espíritos impuros, soltando enormes gritos, e numerosos paralíticos e coxos foram curados. E houve muita alegria naquele cidade.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 65 (66) l-3a.4-5.6-7a (R. l)
Refrão: A terra inteira aclame o Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se
Aclamai o Senhor, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
celebrai os seus louvores, dizei a Deus:
«Maravilhosas são as vossas obras». Refrão

«A terra inteira Vos adore e celebre,
entoe hinos ao vosso nome».
Vinde contemplar as obras de Deus,
admirável na sua acção pelos homens. Refrão

Mudou o mar em terra firme,
atravessaram o rio a pé enxuto.
Alegremo-nos n’Ele:
domina eternamente com o seu poder. Refrão


ALELUIA cf. Jo 6, 40
Refrão: Aleluia. Repete-se

Quem acredita no Filho de Deus tem a vida eterna:
Eu o ressuscitarei no último dia, diz o Senhor. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 35-40
«A vontade d’Aquele que Me enviou é esta:
que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu»

Jesus afirma-Se agora, claramente, o “Pão da Vida”. Já assim fora anteriormente prefigurado no pão multiplicado e no maná evocado na fala com os Judeus; mas agora é Ele mesmo que Se apresenta claramente como o Pão, o alimento que mata a fome. E este Pão assimila-se pela fé. Por isso, Jesus, como outrora a Sabedoria (cf. Pr 9) ergue a voz e clama, convidando para o banquete. Quem d’Ele se alimentar terá a vida eterna na glória da ressurreição, que o Tempo Pascal prefigura.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão da vida: Quem vem a Mim nunca mais terá fome e quem acredita em Mim nunca mais terá sede. No entanto, como vos disse, ‘embora tivésseis visto, não acreditais’. Todos aqueles que o Pai Me dá virão a Mim e àqueles que vêm a Mim não os rejeitarei, porque desci do Céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade d’Aquele que Me enviou. E a vontade d’Aquele que Me enviou é esta: que Eu não perca nenhum dos que Ele Me deu, mas os ressuscite no último dia. De facto, é esta a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e acredita n’Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia».
Palavra da salvação

terça-feira, 20 de abril de 2010

O BOM DEUS É MESMO UM DEUS DE MISERICORDIA



Diz a lenda, se é que é lenda, uma velhinha vivia com a sua neta numa aldeia. O hospital era distante. A Joana, assim se chamava a neta, adoeceu de tal maneira, que a avó foi ao hospital a pedir que fossem vê-la .


Uma vez lá, a única solução era ir buscá-la para ser vista pelos médicos.


A velhinha ficou muito aflita porque sentia que a Joana não tinha saúde para lá chegar... mas lá partiu disposta e conformada com a solução.


No regresso a casa, passou por uma igreja que não costumava frequentar. Estavam lá umas SENHORAS a rezar a quem contou o que se estava a passar.Estas apreciaram e prometeram rezar pela doente.


A avó, não contente com a oração dos outros fez uma oração pessoal em voz alta:


-" Ó Deus, sei que podes tudo e tudo levas até ao fim para bem dos que amas. Tenho em casa a minha neta muito doente e eu sei que ,se a for buscar, não aguenta o caminho e morre. Vais lá Tu!
Segues este caminho, assim e assim, passas por um caminho silvas e chegas a um curral onde tenho uma criação. Logo estás em minha casa.
À porta de casa encontras um tapete muito gasto. Lavanta-lo e sob ele está a chave da casa... Abres a porta,vais direito ao quarto da minha Joana e cura-la. Está bem?
Depois de a teres curado, voltas a fechar a porta e deixas a chave debaixo do tapete.
Vai Tu, na frente, porque estas pernas já não dão para pressas.Mas faz tudo o que Te digo.Até já!"
As senhoras, vendo que não se calava, mandaram-na embora, entre risos.
A querida avó lá foi, mais triste que a noite.
Quando chegou a casa, qual o espanto. A neta estava curada. Veio ao seu encontro e contou que um homem alto, de barbas pretas, abriu a porta com a chave. Muito meigo, beijou-a, pegou-lhe na mão e sentou-se a conversar com ela a falar de bondade e coisas belas da Sua vida.
No final ele recomendou que te dissesse que tinha colocado a chave debaixo do tapete como lhe tinhas pedido.
Avó e Joana abraçaram-se e pela primeira vez louvaram a bondade do BOM PASTOR!

MORAL: ORAR, É FALAR COM DEUS; DIZER O QUE NOS VAI NA ALMa E CONFIAR TOTALMENTE NA SUA MISERICÓRDIA

JESUS-O BOM PASTOR





O termo pastor ressoa na boca de Jesus como um título cristológico que fala simultaneamentede seu mistério e de sua missão, tendo raízes no Antigo Testamento. Com efeito, Iahweh é o Pastor que conduz o seu Povo, através de seus servos quais autênticos pastores nem sempre, porém, fiéis à missão. Daí o tema no Antigo Testamento revelar um forte acento messiânico-escatológico, isto é, Deus haveria de suscitar um Pastor plenamente fiel ao serviço às ovelhas. Este pastor, segundo o coração de Deus, anunciado pelos profetas e esperado por Israel, é o Messias: Jesus.

Ele se apresenta no Quarto Evangelho consciente não só de ser aquele pastor, mas também de que os que vieram antes dele eram ladrões e mercenários que dispersaram as ovelhas. Então,não só as reúne e defende, mas lhes dá a vida porque morre e ressuscita para isso. Justifica-se, pois, a escolha do relato do Quarto Domingo da Páscoa, por esta nítida relação estabelecida entre o pastoreio de Jesus e o momentode sua morte e ressurreição. Aliás, esta entrega de si é que justifica o qualitativo bom acrescido ao pastor.

Paulo VI percebeu a importância desta mensagem e fez deste Domingo uma Jornada Mundial de Orações pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Dessa maneira, enseja que à luz do Bom-Pastor que dá a vida compreendamos, aceitemos evalorizemos as vocações especiais na Igreja. O melhor modo de valorizá-las é perceber suas necessidades. Quem precisa pede, ora, implora. Há, pois,uma pequena sutileza no pedido que fazemos a Deus. É claro que pedimos vocações. Mas, na realidade, suplicamos que Ele conceda o dom que motiva o coração humano para a entrega de si mesmo, aquela disposição do Bom-Pastor que dá a vida, sem o que a Redenção não se efetua. Este dom é pedido, hoje, pela Igreja ao seu Pastor Supremo, sem o qual não há nem vocacionados nem a expressão visível Daquele que redimiu e congregou o Rebanho

POESIA AO ESPÍRITO SANTO DE SANTA EDTH STEIN




FOGO DE PENTECOSTES



Quem és tu, Luz que me inundas
E clareias o meu coração?
Tu me guias,
Qual mão carinhosa de mãe,
Se de Ti me desprendo,
Não saberia caminhar
Nem mais um passo.
Tu és o espaço,
Que cerca meu ser
E em si me acolhe.
Saindo de Ti,
Mergulho no abismo do nada,
De onde tu me tiraste.
Tu estás mais próximo a mim
Do que eu a mim mesmo,
E mais íntimo
Do que meu interior –
No entanto, continuas intocável
E incompreensível,
Arrebatando o que existe:
Santo Espírito – Eterno Amor.

Não és tu o maná,
Que passa do coração do Filho
Ao meu,
Comida dos anjos e dos santos?
Ele, que da morte
Para a vida se levantou,
Também a mim ressuscitou para a vida.

Arrancou-me do sono da morte,
E nova vida Ele me dá
De dia para dia.
Um dia sua plenitude
Inundar-me-á totalmente,
Vida de tua vida –
Sim, tu mesmo:
Santo Espírito – Eterna Vida.

És tu o raio
Que estala
Do trono do Juiz
E irrompe na noite da alma,
Que nunca se reconhece e si mesma.
Misericordioso – inexorável,
Penetra-lhe os abismos sombrios,
E ela, assustada com a visão de si mesma,
Cede-lhe confiante o lugar –
Santo temor,
Início daquela sabedoria,
Que vem das alturas
E nas alturas nos ancora fortemente - ,
Tua realidade nos cria de novo:
Santo espírito – Raio Penetrante.

És tu a canção do amor
E santo temor,
Que ecoa eternamente
Ao redor do trono de Deus,
Que une em si
O puro som de todas as criaturas?
A sintonia
Que une os membros com a cabeça,
Nela cada um
Encontra feliz
O sentido misterioso de seu ser
E flutua em júbilo,
Em tuas torrentes:
Santo Espírito - Eterno Júbilo.

És tu a plenitude,
A força do Espírito,
Pela qual o Cordeiro rompe os selos
do livro da vida
Por um eterno decreto de Deus.
Impelidos por Ti,
Os mensageiros do juízo
Galopam pelo mundo
E separam com espada afiada
O Reino do meio das trevas.
Então, tornar-se-ão novos
O céu e a terra,
E tudo aparecerá no devido lugar
Pelo teu sopro:
Santo Espírito – Força Vencedora.


(Pentecostes de 1942, últimos meses da vida de Edith Stein

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PALAVRA DO SENHOR PARA HOJE


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ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 6, 8-15
«Não eram capazes de resistir à sabedoria
e ao Espírito Santo com que ele falava»

Estamos em presença das primeiras manifestações do Espírito na Igreja. É agora que o mistério de Jesus se começa a revelar aos homens para além do grupo que O tinha acompanhado em sua vida mortal. E é o Espírito Santo quem o revela. Então em Estêvão, o primeiro mártir, como depois em todos os outros mártires, a Páscoa de Jesus vai arrastando em si os que se deixam ensinar pela sabedoria do Espírito Santo. O processo de S. Estêvão segue os mesmos passos que o de Jesus: as mesmas falsas testemunhas, o mesmo ódio da parte dos acusadores; e, da parte de Estêvão, o mesmo olhar fixo em Deus e as mesmas palavras de perdão para os seus algozes, como Jesus para aqueles que O crucificavam.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 23-24.26-27.29-30 (R. 1b)
Refrão: Ditosos os que seguem a lei do Senhor. Repete-se

Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros. Refrão

Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas. Refrão

Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos. Refrão


ALELUIA Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia Repete-se

Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 22-29
«Trabalhai, não tanto pela comida que se perde,
mas pelo alimento que dura até à vida eterna»
A partir da multiplicação dos pães, proclamada na semana anterior, Jesus vai fazer uma longa catequese sobre o Pão da Vida. E começa, hoje, por criar nos seus ouvintes a fome de Deus, pela fé, pois que os sacramentos são sinais da fé. A multiplicação dos pães e dos peixes era também um sinal. Jesus tinha matado a fome àquela gente com o alimento que lhe multiplicara no monte. Mas, o alimento de que eles precisam e que devem esforçar-se por encontrar é Ele próprio, o Senhor, a quem alcançarão pela fé. Acreditar em Jesus e viver dessa fé é alimentar-se com o alimento que leva à vida eterna.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Subam à vossa presença, Senhor, as nossas orações e as nossas ofertas, de modo que, purificados pela vossa graça, possamos participar dignamente nos sacramentos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor

ORAÇÃO VOCACIONAL DE J.H.NEWMAN



Senhor, pedindo-Te o fervor, peço-Te tudo aquilo que preciso e que Tu me podes dar, pleno de todas as virtudes e ,condição espiritual para aderir ao Teu apelo.
O fervor dá ao fervor, a virtude e grandeza no passo a seguir, tornando-o mais puro.
Pedindo-Te o fervor, peço-Te energias espirituais autênticas, perseverantes e coerentes; peço-Te forças para renunciar a todos os motivos humanos, no puro desejo de Te agradar.; Peço-Te Fé, Esperança e Caridade no seu mais alto grau; peço-Te que me libertes do medo aos homens e desejos de louvores; peço-Te o dom da Oração que me ajude a discernir a Tua vontade; peço-Te um reconhecimento leal do meu dever para que em tudo proceda com um amor generoso a Ti. Pedindo-Te o fervor, peço-Te a síntese de todos os dons.
Se em mim estivessem todos os dons, nada me impediria de Te servir.
Meu Deus, pedindo-Te todos estes dons estou a pedir a Ti mesmo, nada menos que Tu, que por nós Te entregaste completamente. Entra no meu coração e assume por mim todo o fervor que me incentiva a amar-Te e a seguir-Te.
Só Tu mesmo podes satisfazer a alma do homem, e Tu mesmo assumiste esse encargo. Tu és a Chama Viva que arde sempre no amor ao homem; entra na minha alma para que, como Tu,me inflame de AMOR

MAIS UMA DATA A NÃO ESQUECER


PARABÉNS, SANTO PADRE, PELO ANIVERSÁRIO DA VOSSA NOMEAÇÃO PARA CONDUZIR A BOM PORTO A BARCA DE PEDRO, O MESMO É DIZER, A BARCA DE CRISTO JESUS!

ORAÇÃO DA TARDE




ORAÇÃO DA TARDE


Por entre as chuvas mil de Abril, a Primavera mostra já os dias maiores. A luz do sol acompanhada dum tom acalorado, vai deixando para trás, os agasalhos com a gordura que eles transmitem ao físico.São os efeitos duma nova estação com mais Alegria de viver e Vontade de comunicar aos outros a sua força, no apogeu da vida.A cruz não deixa de ser grandalhota, mas com a Tua ajuda vamos prosseguir pelas ruas ainda molhadas inalando um perfume a terrenho.Acreditar na verdade que a seara é grande, mas os operários são poucos, lancemos o arado a tudo quanto é sítio ,ou com a foice cortemos a seara, para que a colheita seja rendável. Não é o que Tu queres?Faça-se a Tua vontade, sem olhar para trás

SÃO JOSÉMARIA E A DEVOÇÃO ÀS ALMAS DO PURGATÓRIO








S. Josemaria tinha uma amizade especial com as almas do Purgatório; falava delas dizendo: “As benditas almas do purgatório são ‘as minhas boas amigas’”.



As almas do Purgatório. - Por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável - podem tanto diante de Deus! - tem-nas muito presentes nos teus sacrifícios e na tua oração.



Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: "As minhas boas amigas, as almas do Purgatório...".Caminho, 571



O Purgatório é uma misericórdia de Deus, para limpar os defeitos dos que desejam identificar-se com Ele.Sulco, 889



Se tens "vida de infância", por seres criança, hás-de ser espiritualmente guloso. - Lembra--te, como os da tua idade, das coisas boas que a tua Mãe tem guardadas.E isto, muitas vezes ao dia. - É questão de segundos: Maria... Jesus... o Sacrário... a Comunhão... o Amor... o sofrimento... as benditas almas do Purgatório... os que lutam; o Papa, os sacerdotes... os fiéis... a tua alma... as almas dos teus... Os Anjos da Guarda... os pecadores...Caminho, 898



Não queiras fazer nada para ganhar mérito nem por medo das penas do purgatório: desde agora e para sempre, empenha-te em fazer tudo, até as coisas mais pequenas, para dar gosto a Jesus.Forja, 1041



Ante a dor e a perseguição, dizia uma alma com sentido sobrenatural: "Prefiro que me batam aqui, a que me batam no purgatório!".Forja, 1046

sexta-feira, 16 de abril de 2010

DOMINGO III DA PÁSCOA
















III DOMINGO DA PÁSCOA




PALAVRA DO SENHOR

Home cancaonova.
Evangelho (João 6,1-15)
Sexta-Feira, 16 de Abril de 2010
2ª Semana da Páscoa



— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

III DOMINGO DA PÁSCOA


quinta-feira, 15 de abril de 2010

SANTO VENERADO HOJE


S. Damião de Veuster (ou de Molokai)

Damião De Veuster nasceu no dia 3 de janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela lepra. Declarado bem-aventurado pelo papa João Paulo II, a figura deste missionário continua suscitando perguntas sobre a radicalidade de sua entrega.

Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não voltar mais. A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os leprosos na ilha de Molokai, Damião se oferece, como o primeiro, a pisar naquela ilha “maldita”. A lepra, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.

Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os leprosos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e viver como animais, até a morte. Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de leprosos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: “nós, leprosos”. Ainda não sabe que, mais tarde, isso será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos leprosos e a garantir-lhes uma dignidade.

Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos excluídos, luta para que não vivam como animais. A dedicação faz o missionário solidário. Morre leproso e abandonado com seus amigos leprosos.

A vida de Damião de Molokai revela algo de fundamental para o caminho da missão: o amor a Jesus Cristo traduz-se numa vida doada e oferecida aos mais pobres e excluídos, sem reservas e até às últimas conseqüências. Não se pode reter uma parte de si mesmo. Não pode ser oferecido algo de supérfluo. A missão é um projeto de vida doada para sempre e em toda sua radicalidade. A fonte para tal heroísmo pode ser expressada com estes termos: a vida adquire seu maior significado e tem valor de imortalidade, quando é doada aos pobres, sem reservas, por amor a Jesus e ao seu Reino

quarta-feira, 14 de abril de 2010

S.PEDRO GONÇALVES TELMO, CONFESSOS,1246



Pedro Gonzalez Telmo nasceu perto de Palência (Espanha) em 1190. Era de família abastada e gostava do luxo e do prazer. Um dia, o cavalo em que passeva empinou-se e Pedro foi cair numa poça de lodo. Perante a troça de todos, decidiu abandonar tudo e fechar-se na sua raiva. Mas encontrou Deus através de uma congregação de dominicanos, onde se acolheu e se transformou num frade concentrado e austero.

Acompanhou Fernando III na conquista de Córdova. Mais tarde, recolheu ao convento de Compostela, donde irradiou em obras de caridade e de evangelização. Foi também frade em Amarante, antes de acabar os seus dias em paz, no convento de Tui.

Um milagre que terá operado ainda em vida na vila galega de Baiona está na origem da grande devoção que lhe tiveram e têm os mareantes portugueses. Por ele clamam (São Telmo! São Telmo!) em noite de tormenta e dizem que o santo vem, com o seu própro corpo (o \"Corpo Santo\") defendê-los do mal.
São Pedro Gonçalves, rogai por nós!

terça-feira, 13 de abril de 2010

BENVINDO SANTO PADRE BENTO XVI
















QUANDO MENOS PENSARMOS, TEREMOS UM SANTO PADRE CRUZ


Nascimento 1858
A 29 de Julho de 1858 nasceu, em Alcochete, o Padre Francisco Rodrigues da Cruz. Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço de D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por aqui ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. A humanidade celebra na sua história inúmeros grandes acontecimentos.

Mas os grandes acontecimentos humanos são aqueles em que nasce um santo, pois o nascimento de um santo tem repercussões eternas.
É que o santo não é apenas um homem virtuoso que Deus premeia no fim da jornada.

Um santo não é apenas um lutador que venceu no bom combate, ou um fiel servidor que adquiriu o hábito do dever.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Do nascimento do Santo Padre Cruz em Alcochete nos orgulhamos todos nós, juntamente com a Vila de Alcochete, porque ela foi o berço daquele que seria outro S. João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa. Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

É certo que, por vezes, se notam exageros a raiar pela crendice ou superstição. Claro está que o Padre Cruz não tem culpa daquilo que não é querido nem desejado por ele. Toda a sua vida foi um serviço de amor a Deus, servindo os homens. Num tempo crítico para a Igreja de Portugal, num tempo de perturbação da ordem e da negação de tantos valores, teve lugar a acção apostólica do Padre Cruz. A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava. Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um espectáculo a que Portugal se habituara. Sim, porque o Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. E o Padre Cruz, enquanto viveu compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência. O seu programa de apostolado traçou-o, em 1925, numa carta escrita ao Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura, o Sr. D. António Mendes Belo: "Há muitos anos que eu me sinto atraído, talvez por especial vocação da misericórdia de Deus Nosso Senhor, para ajudar espiritualmente os presos da cadeia, os doentes dos hospitais, os pobrezinhos e abandonados, a tantos pecadores e almas desamparadas que Nosso Senhor me envia ou põe no meu caminho. Tenho também grande consolação em ajudar os Párocos nos exercícios de piedade e mais encargos do seu ministério, indo por toda a parte levar, na medida das minhas forças, os socorros da religião a muitas pessoas a quem não é fácil chegarem por outra via. Ora tudo isto tenho sido, isto queria continuar a ser, por me parecer que é mais de honra de Deus". O Padre Cruz, enquanto viveu, impressionou pelo que era: um testemunho que vive o que prega. O Padre Cruz, como verdadeiro homem de Deus, como verdadeiro sacerdote e como verdadeiro Jesuíta, não pregava com muitas palavras doutas e discursos eruditos; a simplicidade era a sua eloquência. Mas, com o seu modo original de ser, com as suas atitudes e o seu comportamento, revelava aos homens do seu tempo o amor de Deus, e com o seu exemplo proclamava a todos que valia a pena experimentar este amor, para melhor servir os homens, seus irmãos. Ninguém dá o que não tem, diz o provérbio. O Padre Cruz, para poder dar Deus, tinha que ter Deus, para poder dar santidade, tinha que possuir santidade. Não admira, pois, que a sua passagem fosse uma bênção fecunda de graça. Não é de estranhar que hoje o Santo Padre Cruz seja tomado como modelo e incentivo para os que sentem os desafios das novas pobrezas e injustiças, para lhes darem uma resposta de solidariedade, justiça e fraternidade. Portugal celebra já vários santos portugueses canonizados. Entre outros, cito S. João de Deus, S. António de Lisboa, S. João de Brito, mas aguardamos confiantes que o Padre Cruz seja elevado também à glória dos altares, para alegria de todos os portugueses